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Uma festa do Emmy como nunca tinha sido vista

Canal a cabo HBO se destacou com os principais prêmios do Oscar da televisão americana. A cerimônia, exibida neste domingo (20), pelo canal a cabo TNT, foi virtual por causa da pandemia

Por Leandro Domingos
Publicado em: 21.09.2020 às 16:31 Última atualização: 21.09.2020 às 16:56

"Watchmen" discutiu a violência nos Estados Unidos Foto: HBO/DIVULGAÇÃO
De saída, pode-se dizer que não foi a cerimônia do Emmy que o público gostaria de ver. Mais importante que isso, dá para afirmar, tranquilamente, que 2020 também não é o ano que gostaríamos de ter. Então que saber que, mesmo em meio a pandemia e com as limitações do distanciamento social, a 72ª edição da premiação conhecida como o Oscar da televisão americana conseguiu encontrar um tom leve e até divertido para a cerimônia. É claro que o glamour que sempre acompanha a festa, que reúne parte da meca de Hollywood, ficou de fora da premiação deste ano. Por conta da pandemia, não ocorreu o badalado tapete vermelho, com astros e estrelas desfilando para o público e imprensa, e nem o tradicional jantar no Staples Center, em Los Angeles. O apresentador e comediante Jimmy Kimmel fez piadas sozinho no palco, com dezenas de monitores ao fundo com os convidados da atração.

À parte a estrutura adaptada para a exibição do programa, a premiação em si não deu margem para muita reclamação. Tal qual aconteceu na cerimônia do Oscar deste ano, dizem os especialistas, o Emmy 2020 também premiou quem realmente merecia. A última temporada da comédia canadense "Schitt's Creek" bateu novo recorde, vencendo sete prêmios. Para o brasileiro, isso significa bem pouco, tendo em vista que por aqui o programa é completamente desconhecido. Premiado, o ator Eugene Levy é popular por ser o "pai" do besteirol "American Pie" (1999). Já a atriz Catherine O'Hara, também premiada pela atração, era a mãe de Macaulay Culkin no clássico "Esqueceram de mim". E termina por aí a familiaridade do brasileiro com a série. A premiação na categoria drama consagrou produções de sucesso de público e crítica no Brasil, destacando mais uma vez a força do canal a cabo HBO. A excepcional "Succession" ficou com o de melhor drama da noite. Já "Watchmen" ficou com o prêmio de melhor minissérie. Por fim, Zendaya, 24 anos, consagrou-se como a mais jovem atriz a receber o Emmy pela ótima "Euphoria."

Contra o racismo

Nem o mais nerd dos nerds poderia imaginar ver uma série de TV chamada "Watchmen" vencendo prêmios na noite do quase sempre tradicional Emmy. Lançada em 1987, a série em quadrinhos criada pelo genial Alan Moore se transformou em um marco. O programa adaptado por Damon Lindelof, contudo, é original, apenas inspirado no universo da HQ. Lindelof aproveitou o conceito realista do gibi para trabalhar a questão do racismo e preconceito na sociedade americana. O programa não tem supervilões, mas sim supremacistas brancos carregados de ódio. É atual e brilhante.

 

Cadê a Netflix?

Foi-se o tempo em que a Netflix monopolizava a premiação do Emmy. O principal prêmio da noite recebido pela gigante do streaming ficou com Julia Garner, atriz vencedora na categoria coadjuvante de drama por sua intensa atuação em "Ozark", cuja 3ª temporada estreou no início deste ano, pouco antes do coronavírus virar notícia. A série foi uma das tantos beneficiadas pelo isolamento social imposto. "Ozark" nunca foi um grande sucesso de público, porém a Covid-19 fez ser notada a atração, o que resultou na justa premiação de Julia.

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