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Comparar número de mortes por Covid em 2020 e 2021 não indica ineficácia da vacinação

* Conteúdo verificado: Publicação feita pelo economista e comentarista da Jovem Pan Rodrigo Constantino, no Twitter, distorce dados oficiais sobre a covid-19 apresentados pelo G1 para contestar a eficácia das vacinas.

Publicação feita no Twitter engana ao relacionar o número de vacinados e o avanço de mortes por Covid-19 entre 2020 e 2021. O post compara cenários diferentes da pandemia, da evolução de casos e da cobertura vacinal no Brasil. Ele descontextualiza matérias jornalísticas utilizadas como base dos argumentos apresentados no Twitter. Entidades de saúde brasileiras e internacionais reforçam que a vacina tem sido eficaz no combate e na redução de casos graves e mortes pela doença.

Post em rede social compara cenários diferentes da pandemia, da evolução de casos e da cobertura vacinal no Brasil
Post em rede social compara cenários diferentes da pandemia, da evolução de casos e da cobertura vacinal no Brasil Foto: Comprova
É enganosa a publicação compartilhada no Twitter pelo economista e comentarista da Jovem Pan Rodrigo Constantino contestando a eficácia das vacinas contra a Covid-19, porque descontextualiza matérias jornalísticas utilizadas como base dos argumentos apresentados.

No tuíte verificado, Constantino utiliza dados divulgados pelo portal G1 em 1º de janeiro e em 15 de outubro de 2021. Na primeira data, o Brasil registrava 195 mil mortes pela doença, enquanto, na segunda, havia ultrapassado 600 mil mortes.

Diante disso, o comentarista escreveu: “Em 2020, sem vacinas, o Brasil não chegou a 200 mil mortes com Covid; em 2021, com mais de 100 milhões de pessoas vacinadas com 2 doses, até agora mais de 400 mil pessoas morreram, ou seja, o dobro”.

A construção narrativa feita por Constantino descredibiliza os imunizantes contra a Covid-19 por uma comparação sem fundamento, visto que os números de mortes e casos da doença têm caído desde o início da vacinação. Além disso, a publicação não considera o ritmo da imunização do país, distorcendo a realidade.

Diante disso, o Comprova considerou o conteúdo enganoso porque se baseia em dados imprecisos e confunde os internautas sobre os efeitos gerados pela vacina contra o coronavírus, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

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