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Cotidiano | ABC Pra Você | Viver com saúde SAÚDE GASTROINTESTINAL

Entenda o que é a Síndrome do Intestino Irritável

Especialistas falam sobre diagnóstico e tratamento dessa condição

Publicado em: 16.03.2022 às 05:29 Última atualização: 16.03.2022 às 12:07

Desde o lançamento do livro O Segundo Cérebro, em 1998, do médico norte-americano Michael Gershon, crescem as evidências sobre uma possível conexão entre o cérebro e o intestino.

Pessoas com diagnóstico de transtornos mentais podem desenvolver sintomas gastrointestinais
Pessoas com diagnóstico de transtornos mentais podem desenvolver sintomas gastrointestinais Foto: Adobe Stock
Um estudo publicado no fim de 2021 no periódico científico Nature Genetics analisou os dados genômicos de 53,4 mil pessoas com Síndrome do Intestino Irritável (SII) e de 433,2 mil indivíduos sem o diagnóstico, e descobriu seis genes que aumentam a suscetibilidade à doença. Desses, quatro também estão associados a transtornos de humor e ansiedade.

Mas o que é esta síndrome? A definição da SII, segundo Joaquim Prado Pinto de Moraes Filho, diretor da Federação Brasileira de Gastroenterologia, é de uma doença "funcional digestiva". "Não há nenhuma alteração anatômica ou morfológica. É a função que não vai bem. O cérebro se comunica com o intestino o tempo todo, de forma muito harmoniosa. Mas, em algumas circunstâncias, essa conexão falha."

Sintomas

Entre os sintomas mais associados à SII, estão: desconforto e dor abdominal; barriga inchada; cólica frequente; produção exagerada de gases; alternância na frequência evacuatória (períodos de diarreia seguidos de prisão de ventre); alteração nas fezes; e sensação de evacuação incompleta.

Diagnóstico

Para confirmar o diagnóstico, os pacientes devem relatar os sintomas por pelo menos 12 semanas consecutivas. "Às vezes, a pessoa come alguma coisa diferente, ou está em uma semana mais estressante, e o intestino fica desregulado, mas depois volta ao normal. Então, não é intestino irritável", explica Carlos Walter Sobrado, membro titular e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

"É importante também que o médico, além de afastar as outras doenças do intestino, também exclua a intolerância à lactose e ao glúten. Às vezes, o paciente vem ao consultório, cita os alimentos que causam mais sintomas e, ao pedir os testes, identificamos a intolerância", destaca. 

"Se houver alteração estrutural, pode ser a doença diverticular, neoplasia ou tumor do intestino, retocolite ou doença de Crohn. Precisamos afastar essas doenças para dizer que se trata da SII", reforça.

Tratamento

Embora não tenha cura, a condição pode ser controlada com medicamentos (que vão atuar nos sintomas mais agudos) e com mudanças na alimentação, inclusão de exercícios físicos e melhora no controle do estresse.

Evitar alimentos mais gordurosos, como as frituras, além de café, chocolate e bebidas alcoólicas são essenciais, especialmente porque esses itens aumentam a produção de gases. Além de remédios contra a dor, podem ser indicados o uso de fibras naturais, que hidratam as fezes e ajudam a regularizar o intestino; e dos probióticos, como o kefir. 

"É fundamental ter um acompanhamento multidisciplinar do paciente com SII. Apesar das orientações e dos medicamentos, o paciente também se beneficia do cuidado psicológico e nutricional", explica Sobrado. (Agência Einstein)

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