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Doação de órgãos faz da dor, vida

Em setembro, no Hospital Regina foi realizada a captação de três órgãos, beneficiando receptores que aguardavam na fila por um transplante

Publicado em: 13.10.2021 às 06:00

Você já parou para pensar na importância de um órgão na sua vida? Imagine-se precisando de um pulmão para respirar, uma córnea para enxergar ou até mesmo um coração para ter vitalidade.

A doação de órgãos, que pode mudar a vida de até 8 pessoas, marcou o Hospital Regina no mês de setembro, dedicado à Campanha Nacional pela Doação de Órgãos e Tecidos. Isso porque foi realizada a captação de três órgãos na instituição, beneficiando receptores que aguardavam na fila por um transplante.

Dados da Associação Brasileira de Doação de Órgãos referem que, até junho de 2021, haviam 2.083 pessoas aguardando por um transplante no Rio Grande do Sul
Dados da Associação Brasileira de Doação de Órgãos referem que, até junho de 2021, haviam 2.083 pessoas aguardando por um transplante no Rio Grande do Sul Foto: Adobe Stock

A efetivação da doação só foi possível pelo aceite da família, que mesmo em um momento de dor, decidiu dar esperança à vida de três pessoas.

No RS, 2.083 na fila

Dados da Associação Brasileira de Doação de Órgãos (ABDO) referem que, até junho de 2.021, eram 2.083 pessoas aguardando por um transplante no Rio Grande do Sul. Porém, entre janeiro e junho deste ano, apenas 80 doações foram efetivadas.

A recusa dos familiares está em segundo lugar nas causas de não efetivação e representa 40% das entrevistas realizadas. "Os pacientes em lista de espera por um órgão seguem aguardando e, mais do que nunca, contam com a nossa ajuda para seguirem suas vidas. O caminho para aumentarmos as possibilidades de doação passa por expressar aos familiares o interesse em ser doador", alerta a Enfermeira Magna Birk, Coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Regina, responsável por intermediar o processo.

Além da recusa familiar e contra-indicação médica, o último ano trouxe mais desafios: o aumento em 44% na taxa de contraindicação pela possibilidade de transmissão de Covid-19.

Trabalho sério, competente e que leva esperança

Magna Birk, coordenadora da CIHDOTT no Hospital Regina
Magna Birk, coordenadora da CIHDOTT no Hospital Regina Foto: Divulgação
A efetivação de uma doação passa pelas mãos e olhos atentos de uma equipe comprometida. A partir do diagnóstico da morte encefálica e após os exames de compatibilidade e saúde dos órgãos, a Central de Transplantes inicia a busca por receptores compatíveis de acordo com a lista de espera.

Após a localização e autorização sobre os órgãos a serem doados, uma equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO 7) é encaminhada para fazer a retirada e coleta dos órgãos, em conjunto com os profissionais da Instituição.

São médicos, cirurgiões, enfermeiros e equipe administrativa envolvidas para que tudo saia conforme preconiza a legislação. "Neste processo, a equipe da CIHDOTT tem papel fundamental, pois é responsável por conversar com os familiares e fazer o preenchimento de todos os documentos necessários. Um grupo realmente essencial", reforça Magna.

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