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Manutenção adequada evita prejuízos no câmbio automático

Entenda a importância da troca do óleo da transmissão e saiba quais são as diferenças entre os sistemas automáticos tradicionais, CVT e de dupla embreagem, além do automatizado

Por Adair Santos
Publicado em: 08.06.2021 às 06:00

Foto por: Adair Santos/GES-Especial
Descrição da foto: Checagem eletrônica desvenda a maioria dos problemas, revela Luzandro

 
Todo conforto extra em um automóvel traz uma conta extra na bagagem, seja na revisão preventiva, seja nos custos de operação. O câmbio automático, por exemplo, gasta um pouco a mais de combustível e tem custos de manutenção maiores do que os da transmissão manual, mas compensa com a comodidade no trânsito pesado. Porém, para aumentar a longevidade do componente e evitar gastos com consertos inesperados, é importante fazer um uso adequado e realizar a manutenção preventiva.

Quando o carro automático ainda está no período da garantia de fábrica, tudo costuma ficar em ordem, pois a concessionária cumpre à risca o que a montadora determina. O problema costuma aparecer depois disso, quando o segundo ou terceiro dono esquece de trocar o óleo do câmbio ou simplesmente não sabe que isso deve ocorrer em média a cada 50 mil km ou dois anos, o que vier primeiro. Aí começam os problemas. "O óleo perde as suas propriedades lubrificantes e muitas vezes a sujeira nele acumulada entope as eletroválvulas, causando série de danos. A conta pode passar dos R$ 8 mil", alerta o especialista em câmbios automáticos Luzandro Lopes, 33 anos. Dono da Mamute Câmbios Automáticos, ele atua há 13 anos especificamente com esse tipo de transmissão.

Além da manutenção preventiva, são necessários cuidados no uso rotineiro dos câmbios automáticos, como movimentar a alavanca sempre com suavidade e nunca colocá-la em Neutro com o veículo em movimento. Além de não contar com a função de freio motor, a chance de quebra do câmbio nessa situação é alta. "Ao fazer a banguela, o sistema entende que o carro está parado e os canais de lubrificação não estarão ativos, causando sérias avarias", salienta o mecânico.

Câmbio automático tradicional com conversor de torque

Como funciona

O câmbio automático tradicional é o mais antigo e também o mais confiável. Começou a ser usado em larga escala nos Estados Unidos após estrear, em 1940, no Oldsmobile como transmissão Hydra-Matic. Com o passar das décadas, ganhou número maior de marchas, que hoje chega a 10, como o sistema usado no Ford Mustang.

Sua estrutura é composta por um conjunto de discos (as marchas), uma engrenagem planetária e um conversor de torque hidráulico (que funciona como uma embreagem).

O conversor de torque é uma caixa que abriga uma bomba de óleo e uma turbina. Ele é acoplado ao volante do motor e, de acordo com as rotações do bloco, faz com que o óleo movimente as pás da turbina para atuar nos discos que, por sua vez, estão conectados à engrenagem planetária para completar a transmissão da força ao eixo (ou eixos, dependendo da tração).

Cuidados que devem ser tomados

A troca de óleo deve ocorrer de forma rigorosa. "Para a maioria dos modelos, essa troca deve ocorrer a cada 50 mil km", explica Luzandro. Como o óleo envelhece e perde suas propriedades, já não cumpre adequadamente a função de lubrificação, podendo causar entupimentos das eletroválvulas.

Além disso, há desgaste nos discos internos, que ficam abrasivos e começam a "patinar". O valor do serviço custa 950 reais para um modelo como o Honda Civic 2015. Com o passar o tempo, o problema pode se agravar, causando um prejuízo mínimo de R$ 8 mil.


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