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As muitas vantagens dos jardins secos

Opção gera economia de água e a não-utilização de agrotóxicos, já que as plantas usadas são resistentes a pragas

Publicado em: 08.01.2021 às 06:00

Um jardim seco é perfeito para quem não quer ou não pode ter muito tempo para a perfeita manutenção de um jardim convencional. Apesar da aparência árida, a escolha das plantas adequadas e de elementos decorativos certos trará beleza e contemporaneidade ao ambiente.

As principais características positivas do jardim seco, elenca o Fórum da Construção, são a economia de água e a não-utilização de agrotóxicos, já que as plantas usadas são resistentes a pragas. Assim, pode ser adaptado em qualquer espaço. Porém, a harmonia do conjunto é melhor obtida em pequenas áreas, como varandas e jardins de inverno.

Para auxiliar na composição do jardim seco, faça uma forração com pedriscos e areia, perfeitos para a drenagem do solo. O local deve ter solo leve e permeável (de preferência arenoso), pois um jardim seco não aceita ser encharcado. Por não necessitar de regas constantes, atenção ao acúmulo de poeira. Por fim, limpe-o constantemente e retire folhas secas e amareladas.

Como driblar a falta de espaço nos centros urbanos:

O grande problema de muitas casas modernas é o pequeno espaço disponível. Contudo, a natureza sempre oferece opções criativas, plasticamente belas e viáveis para quem deseja praticar jardinagem no quintal pequeno. E não estamos falando apenas em vasos de violetas (Saintpaulia ionantha). Confira as opções:

Um jardim de vasos diversos

Todos os espaços onde havia terra a ser revolvida no quintal foram cobertos por cimento ou revestimentos cerâmicos e isso parece ser um problema insolúvel. Não se o local tiver boa iluminação solar indireta e puder comportar um bom jogo de vasos, floreiras e cachepôs. Sim, pode-se apelar para as violetas, mas não só a elas; vasos com orquídeas como a Cattleya labiata e as diversas espécies de Lælia (L. anceps ou L. rubescens por exemplo); herbáceas coloridas, vistosas e amantes da meia-sombra, como o cróton (Codiæum variegatum) e a dracena-vermelha (Cordyline terminalis); arbustos vigorosos como a clúsia (Clusia grandiflora); e samambaias, claro.

Bonsais e ikebanas

Exemplos da imensa capacidade humana em criar ambientes harmônicos sob quaisquer circunstâncias, o bonsai transporta para pequenos vasos e recipientes árvores e arbustos vistosos. As plantas mais usadas para se montar um bonsai são azaleias (Rhododendron) e figueiras (Ficus carica) e o tempo é quem determina o sucesso de um bonsai, pois a poda sistemática e cuidadosa de galhos e raízes é o que determinará o tamanho diminuto do exemplar e o cuidado com a vitalidade do substrato garantirá as flores e frutos das espécies.

Já a ikebana guarda em si um rito simbólico e estético que transmite de forma sintética a ação dos elementos primordiais da Terra na vida e no tempo. O arranjo de flores, arbustos e galhos deverá representar a harmonia e a adoração aos antepassados e deuses.

Trepadeiras que substituem detalhes arquitetônicos

Um corredor de entrada árido e sem vida pode ser verde, ter flores e atrair uma fauna colorida e vivaz se houver uma espécie de pergolado vivo que receba o morador e os visitantes. O uso de uma trepadeira como a primavera (Bougainvillea spectabilis), devidamente tutorada para que cubra o corredor como um toldo florido, é uma excelente opção. A ipomeia (Ipomoea hederacea) é uma planta muito popular para uso em fachadas graças às flores campanulares. Ambas florescem com muita frequência durante todo o ano e atraem borboletas e beija-flores.

As espécies de plantas mais indicadas

Além das óbvias plantas típicas de ambientes áridos, como a babosa (Aloe vera), pata-de-elefante (Beaucarnea recurvata) e cacto-candelabro (Euphorbia ingens) - elas são chamadas de plantas xerófitas, capazes de reduzir a perda de água e acumular o líquido durante grandes estiagens - há plantas que apesar de não serem exatamente oriundas de regiões secas resistem ao sol e a poucas regas, condições ideais para fazer parte de um jardim seco, como a palma-brava (Opunca leucotricha) e a rosa-de-pedra (Echeveria gibbeflora).


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