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Cotidiano | Viver com saúde Tratamento

Já pensou em tratar a tontura com fisioterapia?

Especialista explica que diagnóstico preciso e técnica adequada curam pacientes até mesmo na primeira sessão

Última atualização: 17.06.2019 às 17:10

Foto por: Fil Giuriatti / Especial
Descrição da foto: Cleiton Beck, fisioterapeuta
Sabe aquela tontura que surge algumas vezes quando acordamos de manhã? Ela pode ser resultado do mau funcionamento do sistema vestibular periférico (conjunto de órgãos do ouvido responsáveis pela detecção de movimentos do corpo). O fisioterapeuta Cleiton Beck informa que os sintomas de uma labirintite e da chamada vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) costumam ser os mesmos, mas se tratam de patologias diferentes. Por isso, o diagnóstico é tão importante, a fim de que o tratamento seja feito da maneira correta.

A VPPB é um distúrbio que, com o movimento natural ou rápido que exercemos com a cabeça, pode desencadear vertigem e tontura, além de náusea e enjoo. E é aí que se dá a importância do diagnóstico preciso, já que, segundo o fisioterapeuta, diferente da labirintite, os remédios não fazem efeito para o problema. "Trata-se de um sistema complexo e, por isso mesmo, pode ser mal diagnosticado, já que a medicação costuma ser o caminho mais comum", comenta Beck, que trabalha com algumas das mais modernas técnicas.

Avaliação

É importante destacar que o Brasil é um dos poucos lugares do mundo em que não se tem a cultura de consultar diretamente um fisioterapeuta, passando primeiro pelo médico, o que, na opinião do profissional, não precisa ser tratado como regra. "O fisioterapeuta tem total condição de avaliar os casos e indicar as melhores condutas", orienta Beck.

Paciente comemora retorno a atividades comuns, como dirigir

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: CURADA: Sinara conta que nunca mais precisou tomar remédios para evitar a tontura
A moradora de Canoas Sinara Samuel de Camargo, 47 anos, sabe bem o que é conviver com a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). Foram dez anos sofrendo com tonturas e enjoos, achando que se tratava de uma labirintite, inclusive tomando remédios para essa patologia.

"Quando me sentia tonta tomava o comprimido por dez dias seguidos. Era horrível, tinha enjoo e vômitos. E demorava horas para passar", recorda. As crises aconteciam uma ou duas vezes no mês.

Sinara, que trabalha como cuidadora de idosos, viu sua situação mudar durante a visita de Beck a um de seus pacientes. "Ele chegou e eu estava tendo uma crise. Quis então fazer o teste de VPPB comigo e viu que o problema acontecia quando eu girava a cabeça. Desde aquela consulta, nunca mais tive nenhum tipo de problema. E isso faz quase um ano", conta.

Dentre as atividades que Sinara voltou a fazer depois da cura da VPPB está dirigir, que ela havia praticamente abandonado. "Me sinto muito mais segura e nunca mais precisei tomar remédio. É terrível ter medo de ter uma crise na rua, pois era repentino, no meio do dia, fora os enjoos. Minha sorte é que todas as vezes que senti os sintomas estava no trabalho ou em casa", diz.

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