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Viver com Saúde

Dicas simples ajudam na escolha da roupa certa para o bebê nos dias frios

Agasalhar demais ou de menos pode ser prejudicial à saúde
27/05/2019 03:00 03/06/2019 15:17

Foto por: Arquivo/GES
Descrição da foto: Juliana Fogliatto Etchegoyen, pediatra especialista em neonatologia
A cada mudança no tempo, uma nova dúvida se acrescenta à lista de dilemas na mente dos papais, mamães e responsáveis por bebês. Uma delas é sobre o que vestir neles - ainda mais em dias de manhãs frias e tardes quentes. A escolha inadequada pode, além de incomodá-los, afetar a imunidade e abrir as portas às doenças da época, como viroses e infecções respiratórias.

Há pistas supersimples que podem ser cruciais para entender o que sente aquela criança que ainda não sabe explicar - a não ser pelo choro - se é frio ou calor. E nada de dar atenção aos palpiteiros de plantão, o cuidador deve ser prático, verificando os sinais e, na dúvida, lançar mão de um termômetro. "Para saber se a criança está com frio, procure verificar se está com as bochechas, o nariz ou o peito gelados. As mãos geladas nem sempre são um bom indicativo de que a criança está com frio. Quando estiver com calor, pode-se perceber sudorese (suor) e, às vezes, irritabilidade", explica a neonatologista Juliana Fogliatto Etchegoyen. Ela ainda acrescenta que "o ideal é que a temperatura corporal esteja entre 36-37 graus".

Acostumada a cuidar de recém-nascidos, a enfermeira coordenadora da maternidade do Hospital Municipal de Novo Hamburgo e da Casa da Gestante, a enfermeira Daniela Rech, sempre orienta as mães a observarem os sinais. Segundo ela, os bebês têm a diferença de ficarem mais paradinhos que os adultos, o que as faz ficar mais suscetíveis ao frio. "No verão, a gente usa uma 'pele' de roupa e, no inverno, a gente usa mais: um mijão, um body, uma meia e um tip top de plush, que é o mais quentinho", aconselha. Outra dica dela é "abaixo de 20 ou 15 graus, é preciso colocar uma mantinha. No 'invernão', cobertas de lã".

Extremidades

Nas crianças menores, o calor é perdido pelas extremidades, por isso é fundamental agasalhar bem antes de sair à rua. No recém-nascido, é preciso aquecer as fontenelas (moleiras) mesmo que o bebê tenha bastante cabelo, afirma a enfermeira. Usar gorros e luvas são boas alternativas. Os recém-nascidos são mais suscetíveis à variação de temperatura e também têm mais dificuldade para controlá-la. Assim, os bebês com menos de 30 dias se resfriam com mais facilidade nos dias frios e se superaquecem mais nos dias quentes.

Atenção para a hipertermia

O excesso de roupas nos bebês pode provocar o que os médicos chamam de hipertermia. Mais frequentemente, ouvimos falar dos efeitos do problema oposto, a hipotermia, que é a redução da temperatura do corpo. Na hipertermia, o bebê fica quente como se estivesse com febre, porém, a médica esclarece que, neste caso específico, o problema não costuma estar relacionado a uma infecção. "Sempre que for verificada temperatura acima de 37,8 graus persistente, que não cede com o alívio das roupas, recomenda-se fazer uma avaliação com pediatra".

Os tecidos das roupas também podem ter papel no controle da temperatura da criança. Os sintéticos, que não permitem a transpiração, podem aumentar o risco "de lesões de pele, como brotoejas, ou piorar lesões de dermatite", cita.

Mas o que realmente é febre?

Só é considerada febre quando a temperatura passar dos 37,8 graus e for persistente, corrobora a enfermeira Daniela. Antes de ir à Emergência, os pais ou cuidadores devem observar se a criança está prostrada, mais cabisbaixa. Além da medicação indicada pelo pediatra, o banho é uma boa medida para baixar a temperatura. "O que não pode é dar banho gelado, tem que ser morno, na temperatura adequada para o período do ano", observa.

"A gente nunca agasalha uma criança com febre. Deve se manter ela com roupa mais leve, mas não a deixar exposta. É preciso proteger principalmente as costas e o peito do frio", acrescenta. Além disso, Daniela lembra que a criança com febre pode ficar desidratada. "Aos menores de seis meses, oferecer o peito com mais frequência. Para os maiores de seis meses, oferecer mais água", aconselha.

Picos de febre podem ser comuns no primeiro ano de vida, quando há o "nascimento dos dentes" e "o desenvolvimento acelerado". "Se fez só um pico de 38 graus, os pais devem observar e verificar se tem suspeita de alguma infecção, com nariz escorrendo, secreção amarelada, esverdeada e tosse, antes de levar na Emergência", sublinha Daniela.

Desenvolvimento

Não é mito. O uso em excesso de roupas pode limitar o desenvolvimento motor do bebê, principalmente na fase em que estão aprendendo a engatinhar ou caminhar. "Para se desenvolver, é preciso que a criança tenha livre movimento, o que fica difícil com uso de muita roupa", revela a médica Juliana. A dica é, se possível, manter o ambiente aquecido para que o pequeno possa ficar mais à vontade.

Troca de roupas à noite

Sabe aquele suador à noite? É importante sempre trocar a roupa quando notar que está molhada ou úmida mesmo que a criança estiver dormindo. Essa sudorese noturna acomete mais os meninos e não há com o que se preocupar. O motivo, segundo a médica, está no que já falamos no início da reportagem: a imaturidade do sistema de controle da temperatura corporal. "Aquelas crianças que os pais percebem suar mais à noite já devem ser colocadas para dormir mais à vontade para reduzir a sudorese", afirma.

Outra dúvida é se pode deixar ou não a mesma fralda a noite inteira no inverno. A resposta é simples: não é preciso trocar com maior frequência. O interessante é escolher fraldas com maior capacidade de absorção para que o bebê fique seco por mais tempo.

Para não expor o pequeno ao frio, ao notar que está suando, os pais devem retirar uma "camada" por vez, até notar que ele está com a quantidade adequada de roupa. A enfermeira ainda esclarece que é normal o bebê suar durante as mamadas, pois está se esforçando para sugar o leite.

E a hora do banho? Tem quem opte pelos banhos noturnos, mas se não tiver como manter o ambiente aquecido no inverno, o ideal é banhar o bebê pequeno ao meio-dia, mas também pode se optar pelas 17 horas, diz Daniela.

Mas o que realmente é febre?

Só é considerada febre quando a temperatura passar dos 37,8 graus e for persistente, corrobora a enfermeira Daniela. Antes de ir à Emergência, os pais ou cuidadores devem observar se a criança está prostrada, mais cabisbaixa. Além da medicação indicada pelo pediatra, o banho é uma boa medida para baixar a temperatura. "O que não pode é dar banho gelado, tem que ser morno, na temperatura adequada para o período do ano", observa.

"A gente nunca agasalha uma criança com febre. Deve se manter ela com roupa mais leve, mas não a deixar exposta. É preciso proteger principalmente as costas e o peito do frio", acrescenta. Além disso, Daniela lembra que a criança com febre pode ficar desidratada. "Aos menores de seis meses, oferecer o peito com mais frequência. Para os maiores de seis meses, oferecer mais água", aconselha.

Picos de febre podem ser comuns no primeiro ano de vida, quando há o "nascimento dos dentes" e "o desenvolvimento acelerado". "Se fez só um pico de 38 graus, os pais devem observar e verificar se tem suspeita de alguma infecção, com nariz escorrendo, secreção amarelada, esverdeada e tosse, antes de levar na Emergência", sublinha Daniela.

Desenvolvimento

Não é mito. O uso em excesso de roupas pode limitar o desenvolvimento motor do bebê, principalmente na fase em que estão aprendendo a engatinhar ou caminhar. "Para se desenvolver, é preciso que a criança tenha livre movimento, o que fica difícil com uso de muita roupa", revela a médica Juliana. A dica é, se possível, manter o ambiente aquecido para que o pequeno possa ficar mais à vontade.

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