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Viver com Saúde

Na dose certa, cafeína faz bem à saúde, mas cuidado com o excesso

O cafezinho e outros produtos que levam a substância podem auxiliar na disposição e sensação de bem-estar
20/05/2019 03:00 21/05/2019 15:13

Uma xícara de café ou um chimarrão são ótimas pedidas para acompanhar esta leitura. Só observe, porém, a quantidade de cafeína, composto químico que age no nosso organismo como estimulante natural, presente nestas bebidas e também nos refrigerantes, chá-verde, chá-mate, chimarrão e chocolates. A substância ainda pode ser encontrada em medicamentos, compostos dietéticos, geralmente em cápsulas, além de bebidas energéticas.

O consumo em excesso desse componente foi apontado como o motivo da morte de um americano há exatamente dois anos. Segundo o relato das fontes de saúde dos Estados Unidos à rede BBC, a causa da morte de Davis Allen Cripe, de 16 anos, em maio de 2017, foi uma arritmia induzida pelo alto consumo de cafeína em um curto período de tempo. O adolescente teria ingerido uma xícara grande de café, um refrigerante e um energético em menos de duas horas. A estimativa, conforme o legista, é que ele tenha consumido cerca de 470 mg de cafeína em um curto período. O profissional lembrou, porém, que cada organismo reage de um jeito à cafeína e, assim, o que foi fatal a Davis pode não ser para outra pessoa.

O coordenador do curso de Medicina da Universidade Feevale, o neurologista Cleber Ribeiro Alvares da Silva explica que, em quantidades corretas, a cafeína, especialmente aquele cafezinho, traz benefícios ao organismo. "A cafeína é hoje o produto estimulante mais consumido pelo mundo. Em doses pequenas, de até 250 mg por dia, o que representa três ou quatro xícaras médias, faz com que a fadiga diminua, com que o pensamento corra mais rápido. Ela age junto ao cérebro e ao sistema nervoso central nos fazendo sentir bem", explica. "A diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem, em excesso qualquer substância fará mal ao nosso organismo", alerta.

Tempo de ação no organismo

Foto por: Gabriel Guedes/GES-Especial
Descrição da foto: Cleber Ribeiro Alvares da Silva, coordenador do curso de Medicina da Universidade Feevale
Silva explica ainda o tempo médio de ação da cafeína em nosso organismo. "Tomamos o café e cinco minutos depois a cafeína já aparece na nossa corrente sanguínea, tal qual um medicamento, percorrendo por todo nosso corpo, do dedão do pé ao último fio de cabelo. Ela atinge o pico, ou seja, o máximo de seu efeito, em cerca de 30 a 60 minutos após ser ingerida", cita.

Para ser eliminada do corpo, porém, o tempo é bem maior. "Depende de várias questões, entre elas a estrutura física de cada um, mas em crianças e adultos pequenos os efeitos do excesso de café, por exemplo, podem durar entre 72 e 90 horas. A recomendação para todos, em qualquer faixa etária, é que não consuma café até seis horas do horário de dormir", diz.

E por que dói mesmo o estômago?

O aumento da pressão arterial - atenção aos hipertensos que tomam muito café - naturalmente provocado pela cafeína, entre outras questões, também é apontado como causador da conhecida dor no estômago após um consumo exagerado. "A cafeína pode atacar todo o tubo digestório, causando desde dor abdominal até diarreia e falta de apetite. Mas é preciso verificar se a sensação de queimação é realmente do café, verificar se a pessoa já trazia esse sintoma antes. Senão, não culpe o pobre do café, aprecie os pequenos prazeres e tenha como foco a saúde", ressalta.

Cafeína em cápsulas

Mais do que a disposição para o dia a dia, a cafeína tem apresentado benefícios para quem pratica atividades físicas. Conforme informações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a cafeína, por ser termogênica, auxilia na perda de gordura, mas não diretamente no ganho de massa muscular. O efeito está em, pela ativação do sistema nervosa simpático, aumentar o nível de adrenalina na corrente sanguínea. Este hormônio auxilia a quebra das células de gordura, liberando-as no sangue como ácidos graxos que agem como combustível, dando assim também mais energia aos atletas.

Mas, mais uma vez, o médico lembra que a superdosagem é prejudicial e não acelera este processo natural. "Até 250 mg por dia temos um benefício real da cafeína, acima disso já começamos a ver os efeitos colaterais. Em ingestas muito elevadas pode trazer dor de cabeça, elevação da pressão arterial, tremores, dor de cabeça, náuseas, vômito, diarreia e falta de apetite. E a intoxicação, independente se a pessoa pratica uma atividade física ou não, pode levar um indivíduo à Emergência de um hospital porque só o produto em si em alta quantidade já apresenta esse risco", destaca.

Nos remédios contra a gripe

Nesta época de gripe e resfriados, fica o alerta: alguns remédios levam cafeína na composição. "As dosagens neles não são tóxicas, já estão previstas na formulação do fabricante, tem uma dosagem aceitável. Gripe ou resfriado nos deixam mal, desanimados, então a cafeína nos faz sentir melhor, nos deixa mais acordados e tenta tirar a sensação de cansaço. O principal cuidado deve ser de não acumular as doses, pois há vários produtos com cafeína, além dos alimentos e bebidas que citamos. Do contrário, a pessoa pode ultrapassar a quantidade ideal e nem ver. O organismo não separa esses produtos, ele vai acumulando a quantidade do medicamento com o café, o chimarrão, o chocolate e por aí vai", diz.

Diário de Canoas
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