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Viver com Saúde

Médico tira dúvidas sobre a vacina da gripe

Campanha foi antecipada neste ano
01/04/2019 03:00 04/04/2019 13:31

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Paulo José Zimmermann Teixeira, pneumologista
A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi antecipada em 2019 e começará no dia 10 deste mês, seguindo até 31 de maio, cerca de 15 dias mais cedo que nos anos anteriores, que costumava ocorrer na segunda quinzena de abril. Nesta primeira etapa, serão priorizadas as crianças de 1 a 6 anos, gestantes e puérperas em decorrência da vulnerabilidade desse público. A partir do dia 22, todo o público-alvo da campanha poderá se vacinar. A meta do Ministério da Saúde é imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários.

Em relação ao ano passado, houve alteração de duas cepas (subtipos do vírus) na vacina Influenza. "Devido a essas mudanças na composição da imunização, é importante a vacina em 2019", ressalta o médico Pneumologista Paulo José Zimmermann Teixeira, que recomenda a procura pelo serviço logo no início da campanha, antes da proximidade do Inverno.

Qual a importância de a imunização ser aplicada no início da campanha?
Quanto mais cedo tomar a vacina, melhor. Se preconiza iniciar o mais precoce possível a imunização para que, quando chegar o forte do Inverno, a população esteja protegida previamente. Neste ano, o governo se organizou para iniciar a campanha mais cedo. Logo, começam as mudanças de temperatura. Quanto mais protegida a pessoa estiver, menor a chance de receber o vírus e também de o transmitir, e mais precocemente a população fica protegida.

Tomar a injeção anualmente é importante?
Sim. Deve-se fazer a vacina todos os anos porque a fórmula é sempre atualizada, com subtipos diferentes. A vacina do ano passado não oferece mais proteção neste ano. Ela precisa ser refeita para proteger contra os vírus que irão circular neste ano, que, embora tenham os mesmos nomes, as cepas (subtipos do vírus) são diferentes. O vírus vai mutando com o passar do tempo. No momento que a pessoa contraiu o vírus, desenvolve imunidade, mas o vírus se modifica para tentar sobreviver. Com a vacina, é capaz de matar esse vírus modificado. De 10 a 20 anos, temos grande mutação estrutural nos vírus por recombinação com outros tipos de vírus.

O efeito da vacina dura quanto tempo no organismo?
O anticorpo gerado a partir da vacina reconhece as características do vírus e monta uma estrutura capaz de destruir aquele indivíduo. Este efeito dura em torno de oito meses. É por isso que a vacina é anual, pois protege basicamente nos meses de inverno.

Mesmo após a imunização, algumas pessoas relatam ficar gripadas. Por que isso acontece?
A imunidade contra o vírus da gripe através da vacina leva de duas a três semanas para ativar os anticorpos capazes de agir no organismo. Pode acontecer de a pessoa ficar gripada neste intervalo, antes da formação dos anticorpos. Isso ocorre porque a pessoa, possivelmente, ainda não estava protegida. No entanto, também pode haver de, mesmo passado o período de formação imunológica, contrair a gripe. A eficácia da vacina é variável, não é de 100%. Mesmo assim, a tendência é que o quadro de gripe seja ameno. Em todo caso, é necessário que as pessoas cuidem da saúde, principalmente quem está com a imunidade baixa.

Ingressamos no outono e estamos nos aproximando do período mais frio do ano, quando doenças respiratórias e virais são mais comuns. Além da imunização, o que é importante para manter a saúde?
A vacina é fundamentalmente importante. Também existe imunização para pneumonia, que precisa de solicitação médica e não está em todos os postos de saúde. O paciente precisa conversar com seu médico para saber se tem alguma situação que garanta a cobertura da vacina pelo governo no local em que mora. Se a pessoa tem alguma doença alérgica, insuficiência cardíaca, diabete, deve estar devidamente tratada, não descompensada, quando está com alterações em seu problema de saúde. Em todos os casos, é importante manter os ambientes arejados, ter boa alimentação e dormir bem, pois a privação de sono diminui a imunidade.

Doentes crônicos necessitam de solicitação médica. Pedir quando?
Estes pacientes devem estar com suas doenças tratadas. Agora, nas próximas consultas, devem pedir a solicitação de vacina.

Qual a importância de vacinar crianças e idosos?
Muito grande. Até os 5 anos, a imunidade ainda não está totalmente formada. Se tiver contato com o vírus, adoece e a tendência é que o vírus seja mais forte. Em idosos, a imunidade não funciona mais como na juventude.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?
A gripe é a situação em que a pessoa começa com coriza, obstrução do nariz, dor no corpo, tosse, secreção, febre alta, falta de ânimo. O resfriado fica mais limitado à coriza, dor de garganta e de cabeça, o nariz entope e tem irritação, mas dificilmente acontece febre. A gripe te derruba. O resfriado, não. Muitas vezes, as pessoas se resfriam e acham que estão gripadas. Há vários vírus que dão quadro semelhando para Influenza. Pode acontecer, também, de ficar resfriado logo após a vacinação e acreditar que não adiantou a imunização, mas pode não ser o vírus da Influenza.

Que tipo de vírus é o mais agressivo?
A gripe é causada pela Influenza A, que pode ser H1N1, que conhecemos pela pandemia em 2009, e que ainda circula, e a H3N2, mais fácil de encontrar, além da Influenza B. São os vírus mais comuns. Muitas pessoas ainda não adquiriram imunidade contra o H1N1, que tende a ser mais agressivo naqueles que nunca se vacinaram. A rigor, qualquer vírus tem potencial de gravidade a depender de quem o contrai, como quem está nos grupos de risco.

Como evitar contágio com vírus?
Não há como evitar o contato, principalmente no inverno, onde os ambientes ficam mais fechados, as pessoas mais aglomeradas. As gotículas (de secreção) com vírus podem sobreviver por horas no ambiente externo, em objetos, se espalhando facilmente. O que pode ser feito para prevenir a gripe é a vacinação.

Quando procurar um médico?
Nas primeiras horas dos sintomas mais fortes, como febre alta, dor no corpo. Quanto mais demorar, mais limitado será o efeito da medicação, principalmente se o paciente for dos grupos de risco.



  • Gripe
    Foto: Pixabay/Divulgação
  • Paulo José Zimmermann Teixeira, pneumologista
    Foto: Divulgação

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