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Viver com Saúde

Veja dicas de como falar sobre morte com as crianças

Abordagem dos pais e responsáveis sobre o fim da vida gera dúvidas e deve ter como guia a transparência
04/03/2019 03:00 08/03/2019 14:09

Foto por: Fotolia
Descrição da foto: DIÁLOGO: dizer que a pessoa "virou estrelinha" pode piorar a situação
O tema pode ser doloroso e difícil até para os adultos. A morte é um fenômeno da vida e que, eventualmente, pode demandar respostas a uma criança. Para onde foi a pessoa que estava viva? Ela vai voltar? O que vai acontecer agora? Diante de possíveis questionamentos assim, tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexos, parece difícil não tentar "proteger" os pequenos do sofrimento, usando eufemismos, parábolas ou mesmo o silêncio para tentar lhes explicar o que aconteceu.

Mas, esclarece o pediatra da Unimed Encosta da Serra, Sérgio Crestana, não ter segredos com a criança é fundamental em momentos como este, em todas as idades e etapas do desenvolvimento do pequeno, mesmo se ele ainda não puder fazer perguntas. Respeitando a cultura e a estrutura religiosa de cada família, o diálogo sobre a morte deve ser sincero e aberto, para que a compreensão seja adequada e positiva para a evolução da criança.

Inicialmente, é importante que haja clareza e objetividade em uma conversa sobre o assunto. Dizer que a pessoa que morreu "virou uma estrelinha no céu", por exemplo, tende a só piorar a situação. "A criança irá entender que se trata de um lugar bom e que mais pessoas de seu convívio irão querer ir para lá", destaca o pediatra.

Manter silêncio sobre o ocorrido, tentando esconder o assunto quando da ocorrência de uma morte próxima, também é negativo: o pequeno saberá que algo aconteceu, mas fingirá desconhecimento, bloqueando etapas de seu desenvolvimento. Falar com transparência sobre o que de concreto se sabe sobre a morte - como o fato de que a pessoa falecida não irá voltar e que este é um acontecimento inerente à vida - é o mais indicado.


Sem culpa

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Sérgio Crestana, pediatra
Ao tomar conhecimento sobre a morte, a criança tende a sentir-se culpada pela partida da outra pessoa, seguindo o desejo mágico de ter controle sobre tudo. Por isso, também é fundamental esclarecer ao pequeno interlocutor que ele não tem responsabilidade alguma por aquilo que aconteceu, e não teria como tê-lo evitado. Além da culpa, o sentimento de desamparo manifesta-se em situações assim.

"É preciso dizer à criança que ela não ficará sozinha e que haverá alguém para cuidá-la. Não é porque uma pessoa morreu que outras irão imediatamente também", explica. Por fim, abrir um horizonte positivo, afirmando e mostrando que a vida segue, mesmo sem aquela pessoa presencialmente - embora ela esteja no coração -, é um posicionamento apropriado.

Conforme destaca Crestana, toda esta postura de diálogo e informação pode ser adaptada a outras "mortes", na verdade, rupturas, que podem vir a acontecer no decorrer da infância, como uma mudança de cidade, troca de escola ou a separação dos pais. Demonstrar respeito à criança em conversas assim, oferecendo-lhe segurança e confiança, é um caminho seguro neste grande e às vezes penoso processo que é amadurecer.

Diário de Canoas
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