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Vital

Hora do check-up no fígado

Diferente daqueles pneuzinhos na barriga, a esteatose hepática é o acúmulo de gordura no fígado, sobrecarregando este órgão responsável por mais de 500 funções fundamentais no nosso organismo
21/01/2019 00:00 21/01/2019 16:51

Tudo bem, não vamos ser radicais: está liberada a cervejinha com moderação e aquela carne mais gorda, ambos com rara frequência. Mas, moderação! Pois se você acha que o problema maior nestas ações é de apenas engordar, saiba que os maus hábitos levam a um acúmulo de gordura em um local muito mais sério. O Ministério da Saúde estima que cerca de 30% da população brasileira sofra de esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado. Em aproximadamente metade destes portadores, conforme o órgão federal, o quadro evoluirá para formas mais graves da doença: se não tratada, a esteatose pode, a médio e longo prazo, evoluir para quadros mais severos, desde inflamação, cirrose hepática e até mesmo câncer no fígado. O hematologista, hemoterapeuta e médico emergencista na Unimed Vale dos Sinos, Natalício Kern Filho (foto), explica que o fígado é um importante órgão, responsável por mais de 500 funções fundamentais para a manutenção do nosso organismo. "Cabe a ele filtrar todas as proteínas, todos os elementos tóxicos do nosso corpo em um trabalho conjunto principalmente com os rins. O fígado participa de nosso processo digestivo e dentro dele é que se produz um suco digestivo importante na quebra das gorduras, chamado suco biliar ou bile. Cabe ao fígado também a produção dos fatores da coagulação sanguínea desde que nós somos gerados até a vida adulta", detalha.

SEM SINTOMAS

Quando o acúmulo de gordura no fígado chega a 5% ou mais o quadro deve ser tratado o mais breve possível. Porém, a maioria se esquece disso uma vez que normalmente a gordura se acumula no fígado sem causar nenhum sintoma físico específico. Assim, o especialista alerta para a importância de acrescentar os cuidados com o órgão àquele check-up anual. "Numa coleta simples de sangue podemos dosar as enzimas do fígado TGO, TGP, fosfatase alcalina, gama GT e bilirrubinas, cujos valores de referência são universais. Resultados de duas a cinco vezes acima do permitido já definem a possibilidade de uma doença hepática para ser investigada. Temos também os recursos de imagens, as ecografias da parte superior do abdome, pois o fígado fica à direita logo abaixo da última costela. As ressonâncias no abdome e as tomografias podem perfeitamente avaliar o tamanho, a forma e como está a textura dele. O fígado tem uma textura lisa e homogênea e isto também, numa consulta clínica essencial, já pode determinar a saúde desse órgão", destaca.

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  • Foto:
  • Fígado
    Foto: Alan Machado/Arte-GES

Ferritina alta merece atenção

O hematologista ressalta a importância da verificação da ferritina, que é um marcador, um exame de sangue que estabelece nosso nível de ferro. "Estima-se que dois terços do ferro do nosso organismo está estocado sobre o fígado e o restante na medula óssea. O ferro é matéria-prima para a produção dos glóbulos vermelhos e as células-mãe da medula óssea buscam lá no fígado essa fonte, removendo os estoques para que a cada 120 dias ocorra a renovação plena da formação das hemácias. A ferritina tem uma titulação, um número, em mulheres ela varia de 10 a 300, em homens ela tem índice maior, de 50 a 400, podendo ter variação de alguns laboratórios e trabalharem com até 200 em mulheres e até 300 nos homens. As mulheres têm um índice menor porque em grande parte de sua vida, durante sua fase fértil hormonal, menstruam. Conhece a mulher a sobrecarga de ferro quando da sua menopausa, pois para de menstruar", destaca.

E quando está alta? "Como regra, o indivíduo é diagnosticado com sobrecarga de ferro quando os índices extrapolam 1 mil. Entre 500 e 1 mil, provavelmente ele é assintomático, com alterações mais breves das funções hepáticas e precisa estar atento, pois a sobrecarga de ferro pode conduzir a um risco de cirrose. Por exemplo, a pele escurece quando há sobrecarga de ferro, mas a maioria dos sintomas são silenciosos. A forma como o indivíduo sobrecarrega o ferro pode ser adquirida ou hereditária. Quando é adquirida se dá por hábitos inadequados, como comer de forma irregular. Cuidado com as fontes de ferro como carne vermelha, cuidado com o álcool e as gorduras, porque tudo isso acaba acumulando no decurso de anos o ferro, sendo que a partir dos 40 anos, mais ou menos, é identificado o problema, principalmente no homem", informa.

SANGRIAS

"A outra forma, que pode depender ou não dos hábitos de vida, é a hemocromatose hereditária, doença em que há mutações frequentes. Temos três mutações frequentes que podem ser identificadas num exame simples de sangue causadoras de uma absorção exagerada de ferro a partir do estômago e das células do intestino delgado levado ao acúmulo de ferro sobre o fígado", acrescenta o médico.

Índices acima de 1 mil de ferritina representam fator de risco para a cirrose e levam às sangrias. "Níveis de ferro constantemente elevados, superiores ou iguais a 1 mil, designa o paciente para as sangrias ou flebotomias semanais, quinzenais ou mensais até que os níveis de ferro reduzam para menos de 300 ou 200. A sangria é feita em banco de sangue, após um café da manhã leve ou uma ou duas horas após uma refeição, como o almoço. Há uma entrevista breve em banco de sangue, retira-se 450 ml de sangue, que é então desprezado. A vantagem é que este indivíduo é avaliado em seu contexto clínico geral nos exames de laboratório e, estando a ferritina controlada, ele passa a ser um doador de sangue, e assim ajuda a quem precisa e cuida de sua saúde. A sangria é feita para controle, homens e mulheres com ferritina de 500 para baixo são acompanhados ou até direcionados para a doação de sangue se a sua condição de saúde permitir. Em indivíduos com 500 e 1 mil de ferritina avalia-se as funções do fígado, se as enzimas estiverem normais, ele é acompanhado semestralmente ou anualmente no consultório do hematologista. Níveis superiores a 1 mil vão à sangria", diz.

Diário de Canoas
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