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Viver com Saúde

Apneia atinge a maioria das pessoas que ronca

Tratamento traz melhoria do sono e controle de alterações da pressão
10/12/2018 14:55

Um ruído "infernal" que não deixa quem está ao lado dormir. Na maioria das vezes, o ronco vem acompanhado de paradas momentâneas da respiração, chamadas de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). O problema, além de motivar o distanciamento do casal, traz sérios riscos de saúde para o paciente, que normalmente é do sexo masculino e está acima do peso.

Um destes casos é o do químico Paulo João Lachnit Filho, 60 anos. Só depois que a esposa gravou o barulho que o marido fazia à noite é que ele acreditou que era hora de buscar tratamento. "Sempre ronquei. Ao 45 anos fiz um exame em Porto Alegre e foi constatada apneia grave. Fiquei apavorado, pois tive apneias de dois minutos", relembra.

Atualmente, faz 15 anos que Lachnit Filho usa o CPAP (sigla em inglês para Continuous Positive Airway Pressure), equipamento que envia ar sob pressão para os pulmões e mantém as vias aéreas abertas mecanicamente. Na época, além do CPAP, o químico fez uso de um aparelho ortodôntico.

Além da melhora no sono, o tratamento trouxe mais saúde para ele e para a esposa. "Não tomo mais remédio para pressão e nem para dormir. Minha pressão agora é normal".

Causas

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Camila Janke, otorrinolaringologista
A otorrinolaringologista Camila Janke Lopes explica que o ronco indica uma interrupção da passagem de ar pela via aérea superior. Outra constatação é que a maioria das pessoas que ronca tem apneia, "o que muda entre os indivíduos é a intensidade e gravidade do nível das apneias".

A fadiga, o consumo de álcool e medicações sedativas aumentam o risco. Apesar disso, o problema pode ter diversas causas como: "obesidade, nariz entupido por rinite ou alterações anatômicas como desvio do septo, adenoides ou aumento das amígdalas. Alterações crânio-faciais, doenças pulmonares entre outras", diz.

A médica afirma, ainda, que a história clínica e o exame físico, com o auxílio de análises complementares, ajudarão a identificar a causa do problema. Além do aparelho, Camila indica terapia com fonoaudiólogo, perda de peso, cirurgia nasal, aparelhos odontológicos, mudança de hábitos de sono, dependendo de cada caso.


Diário de Canoas
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