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Região

Concessão do Zoológico de Sapucaia do Sul pode ocorrer em até quatro meses

Governo quer conceder estrutura em até quatro meses, com investimento privado de R$ 59 milhões
26/03/2019 03:00 26/03/2019 07:39

Foto por: Diego da Rosa/GES/Arquivo
Descrição da foto: ZOOLÓGICO: parque recebe até 500 mil visitantes por ano
Prevista para o final do ano passado, mas adiada em função da corrida eleitoral, a concessão do Zoológico de Sapucaia do Sul à iniciativa privada deve ser concretizada em até quatro meses. Ontem, durante o lançamento do programa RS Parcerias, focado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs), o governo estadual informou que o edital para concessão do Zoo por 30 anos está em fase de revisão, e deve ser lançado nos próximos dias. O documento prevê investimentos privados de até R$ 59 milhões, com ampliação do número de animais, incluindo o retorno de girafas e cangurus, e reformas da estrutura existente, além da possibilidade de implementação de atrações extras, como fazendinha, safari e arvorismo. O preço do ingresso continua fixado em R$ 15, a exemplo de hoje.

De acordo com o diretor do departamento de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Rafael Ramos, o edital já superou todos os trâmites burocráticos, e tem as aprovações necessárias para ser levado a campo. Ele garante que haverá empresas interessadas, e revela que nada mudou em relação à minuta do edital, divulgada pelo governo do Estado no ano passado. "No final do ano passado, recebemos algumas empresas para fazer uma demonstração do edital. Havia quatro empresas interessadas, todas de São Paulo", conta.

Segundo ele, há urgência para concluir a concessão, porque o Zoológico vem sofrendo com problemas decorrentes da falta de investimento. "A situação está um pouco calamitosa. Temos um relatório do Ibama com apontamento de várias irregularidades. O Estado não tem recurso e não está conseguindo investir, então a melhor opção é ceder à iniciativa privada", sustenta.

Dentre as obras obrigatórias previstas no edital, 60% devem ser executadas no prazo de três anos. "A primeira parte é fazer uma grande requalificação. Não será feito tudo de uma vez, porque a ideia é não fechar o Zoológico. Queremos que a empresa atue e comece as reformas com o espaço aberto para visitação", explica.


Valor máximo de outorga

O critério utilizado pelo governo estadual para definir a empresa vencedora da concessão é o valor máximo de outorga, sem estipular um valor mínimo. De acordo com Ramos, não foi estipulado um valor mínimo, ao contrário do que aconteceu com o Zoológico do Rio de Janeiro, por exemplo, porque a intenção do governo estadual não é ganhar dinheiro com o Zoo. "Não queremos onerar a empresa. No Rio de Janeiro, estipularam um valor mínimo de R$ 3,5 milhões, mas aí a empresa já sai onerada. Nosso objetivo não é faturar, e sim qualificar o espaço, mantendo os animais", argumenta.

Governador defende parcerias

Em seu discurso, ontem pela manhã, no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite voltou a defender, como já havia feito durante a campanha eleitoral, as parcerias público privadas como uma solução para a falta de capacidade de investimento do Estado. "O que estamos fazendo neste ato, hoje, é demonstrar publicamente para o Rio Grande, para o Brasil e para o mundo que o RS tomou uma decisão muito forte e clara a respeito da parceria com o setor privado. Nós não estamos pensando sobre como podemos resolver esse problema. Estamos dizendo claramente: o RS tem consciência de que o governo do Estado, sozinho, não é a resposta para todas as necessidades da população", discursou. Além dos investimentos, também citou a agilidade do setor privado. "Parcerias com o setor privado são bem-vindas, não só porque por meio delas se viabilizam os investimentos, mas porque serão muito mais ágeis, devido às diversas amarras que o poder público têm", afirmou.

Diário de Canoas
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