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Noite de terror

Por que o Chupeta manteve uma menina sob a mira de um revólver em Nova Santa Rita?

Brigada aponta que objetivo do homem armado era matar a ex-companheira durante cárcere que durou mais de cinco horas
12/06/2019 11:42 12/06/2019 11:43


Arquivo Pessoal/Divulgação
Movimentação noite adentro: felizmente tudo terminou bem em Nova Santa Rita
Uma família viveu uma verdadeira noite de terror entre o escurecer de terça-feira (11) e a madrugada desta quarta-feira (12) em Nova Santa Rita, quando um usuário de drogas invadiu uma casa com um revólver calibre 38 e manteve três menores reféns. Foram mais de cinco horas de negociação até que o sujeito de 37 anos, conhecido como "Chupeta", liberasse o último dos reféns na pequena residência que fica em um loteamento novo próximo a área central da cidade. Muita coisa já foi dita sobre o caso nas redes sociais, mas o que realmente aconteceu? Bom, primeiro é necessário entender que o tal sujeito, segundo a polícia, tinha um objetivo claro em mente: matar a mãe das crianças.

Comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o major Jorge Dirceu Filho esclarece o caso mais tenso encarado por seu pelotão da Brigada Militar (BM) em 2019. Conforme relata, por volta de 19h50 de terça, o homem armado havia tentado "agarrar" uma mulher na parada de ônibus em Nova Santa Rita. Ao perceber que o sujeito estava armado, ela gritou. E depois chamou a Brigada. "Este cara tem um histórico criminal e psicológico bastante problemático", frisa. "Ele é usuário de crack e vive de beber cachaça. Então não estava em um estado normal quando tentou agarrar a moça."

De acordo com o comandante, "Chupeta" teria confundido a passageira que desceu do ônibus com uma mulher com quem vinha se relacionado já há algum tempo. Só que o namoro tinha chegado ao fim. A tal companheira é mãe de cinco filhos, dois adultos que moram com a vó em Canoas, além duas crianças e uma adolescente, que estavam em casa enquanto a mãe trabalhava na terça. "Quando a mulher do ônibus gritou, ele se assustou e saiu correndo", conta. "Invadiu justamente a casa da mulher com quem mantinha relação", completa.

A Brigada Militar (BM) foi acionada por moradores que viram a movimentação e correu para o local. Ao chegar em frente a residência, os PMs foram recebidos à bala. Os soldados respondem com fogo, mas acabaram sendo avisados pelo suspeito que havia três menores dentro da casa. Os brigadianos então cercaram a área e pediram reforço. Estava montado o cerco que durou mais de cinco horas até a libertação dos inocentes.

Foram duas crianças por uma carteira de cigarros

Algum tempo depois, com o cerco já armado, um PM de Nova Santa Rita conseguiu garantir a libertação de duas crianças. Tudo graças a uma carteira de cigarros. "Nos contaram depois que ele poderia estar a duas noites sem dormir, além de estar visivelmente sobre o efeito de álcool", observa. Por conta da embriaguez, o "Chupeta" alternava momentos de silêncio absoluto interrompidos por outros de pura agressividade. "Ele batia a cabeça e apontava o revólver ameaçando que iria terminar com tudo."

A única exigência do homem na casa era para que a polícia encaminhasse a responsável pelo fim de sua relação. O sujeito queria fazer a troca da vida da adolescente pela da ex-companheira. "As crianças chamavam ele de pai, então percebemos desde o início que ele as conhecia bem", reforçou o comandante. "Só que nunca permitiríamos que a mãe entrasse naquela casa, como era o que ele queria", continua. "Vidas não são como moedas que possam ser trocadas."

Rendição após a chegada da irmã na residência

Durante todo o tempo da ação, a Brigada teve "Chupeta", literalmente, na mira. É que o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), além da Polícia Civil estavam no local com atiradores. Por conta de tudo ter se passado através de uma janela, havia garantia de um tiro certeiro para dar fim ao caso. No entanto, não era esse o objetivo. "A vida estava em primeiro lugar. Ninguém queria que aquilo terminasse em morte", defendeu o comandante. Felizmente, por volta de 0h40, o sujeito resolveu se entregar após ouvir o pedido da irmã. "Ela falou com ele e instantes depois ele jogou a arma pela janela."

Fichado por abuso contra menor

"Chupeta" chegou na Delegacia de Pronto Atendimento por volta de uma da madrugada. Foi fichado por porte ilegal de arma de fogo e cárcere privado com agravante devido a presença de menores de idade na casa. Aquela altura da noite, a polícia já sabia que o homem armado tinha histórico de abuso sexual contra menores. O receio era muito grande que o usuário de drogas praticasse qualquer mal contra a menina de 12 anos.

Diário de Canoas
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