Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Especial DC 27 anos

Eles dão nó, mas só nas aulas de crochê

Crianças de Nova Santa Rita aprendem de graça a produzir peças de crochê
11/06/2019 11:38 11/06/2019 11:39


Arquivo pessoal
Crianças criam itens como mantas, gorros e até filtro dos sonhos
Comecei a escrever pelo Diário de Canoas em novembro de 2017 - antes meus textos pertenciam apenas aos veículos Correio de Gravataí e Diário de Cachoeirinha, também do Grupo Sinos. Desde então, foram muitas as pautas que me tocaram além do lado profissional e, dentre elas, a história a seguir: uma moradora de Nova Santa Rita que dá, voluntariamente, aulas de crochê para crianças.

Todas as quartas-feiras à tarde, a funcionária pública aposentada Rosane Siqueira, 61 anos, abre as portas de sua casa, localizada no bairro Berto Círio, para duas turmas compostas por quatro meninas e dois meninos: Sofia Joaquim Brandão (9 anos), Julia Fraga Carvalho (10), Ana Laura Machado Pereira (10), Ana Maria Silveira (12), Davi da Rosa Mello (11) e Isaac Aquino Alves (12). Os aluninhos não poderiam ter profe melhor: Rosane aprendeu a dominar agulhas e pontos com apenas 6 anos sob a supervisão e carinho da avó. Mas vamos por partes - quer dizer: neste contexto, por nós. As aulas na cozinha de Rosane começaram no verão do ano passado, quando a falante Julia se tornou a primeira aluna. Depois, as outras gurias se juntaram a ela e, em março deste ano, os meninos deram um novo ar às aulas. “O pessoal já está craque no amigurumi (técnica japonesa para criar pequenos bonecos feitos de crochê ou tricô). E tudo que eles criam vendem ou dão de presente para amigos e familiares. Começaram todos fazendo a mesma peça e hoje eles trazem as propostas e cada um faz o que quer”, explica a professora sobre a evolução dos pequenos.

Grupo de apoio

Na época da reportagem feita em 2018, Rosane comentou a alegria de passar adiante tudo que aprendeu com a avó e aperfeiçoou ao longo do tempo às crianças. Mas neste ano as aulas de crochê ganharam - ainda mais - um grande significado: todos formam um grande grupo de apoio. “Tenho uma aluna que chegou aqui através da terapia. A aula de crochê acabou sendo uma extensão do tratamento e a gente acaba sendo um grande grupo de apoio”, conta, lembrando que conversa muito com os alunos e tudo que ocorre nas aulas é repassado aos pais através de mensagens via um grupo no WhatsApp. “Percebo algumas coisas nas nossas aulas e acabo conversando com os pais.”

Rosane ainda cita que as crianças adoram fazer as peças para dar de presente e que ela é uma das pessoas lembradas pelos pequenos. E no meio disse também há espaço para solidariedade. “A Julia é a que mais me presenteia. Aliás, ela está fazendo chaveiros para doar a um evento beneficente.”

Paciência e carinho para dar e vender

Entre uma balinha e outra, sempre disponíveis para a turminha - assim como lanches, as crianças mandam ver nos pontos e no papo com “Rô”, como carinhosamente chamam a profe. Cada aula tem duração de duas horas e Rosane passa de aluno em aluno para conferir o feitio das peças - e isso é feito com uma paciência e carinho ímpares.

“As crianças deram uma vida, uma alegria diferente para a nossa casa”, destacou Rosane, na ocasião da primeira reportagem. A turma aumentou de lá para cá, e a o amor e gratidão da professora pela arte do crochê e pelos alunos também.

Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3553.2020 / 51 992026770
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS