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Educação

Reflexo da crise nas estaduais

Atrasos de repasses, falta de professores e até risco de fechamento estão entre as maiores reclamações
11/06/2019 09:42 11/06/2019 09:42

Escola recorre a doações da comunidadeFalta de professores, dificuldades para manter serviços básicos e até risco de fechamento de escolas são alvo de reclamações em escolas estaduais da cidade. Uma das 37 da rede em Canoas, a Miguel Lampert, no bairro São José, precisou recorrer ao apoio dos pais para aquisição de materiais de limpeza ou de escritório, como revela a diretora Daniele Kühn. “Não fosse a força de vontade dos professores e o apoio da comunidade, a escola não estaria em boas condições.” A Miguel Lampert tem 698 alunos e diariamente recebe procura de novos estudantes interessados em matrículas. “Não suportamos a demanda e não conseguimos abrir vagas”, explica Daniele.
Na escola, se tornou rotina o atraso nos repasses de recursos do Estado, assim como os transtornos causados nos dias de chuva. “Quando chove duas salas ficam molhadas e precisamos colocar todos os alunos em apenas um lado da sala.”
A Miguel Lampert recebeu no ano passado R$ 150 mil para investimentos como construção de uma quadra coberta e reforma da rede elétrica. No entanto, o recurso voltou para a conta da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) por falta de projeto que deveria ter sido desenvolvido pelo governo estadual, de acordo com a diretora. “Era um recurso do BID, expirou o prazo e voltou para o Estado.” A Secretaria Estadual de Educação informa em nota que a obra da escola está em estágio de vistoria na Secretaria de Obras.
COM FOTO Miguel Lampert

Problemas também na Jasmelino Jardim
 
Uma escola de Canoas que teme o fechamento é a Jasmelino Jardim. Neste caso, pelo baixo número de alunos. Com apenas 56 estudantes e capacidade de acolher 600, a escola de Ensino Fundamental precisa se transformar em instituição que também oferece Ensino Médio para garantir que continuará com as portas abertas. “Seria um fechamento por falta de alunos mesmo. O processo para transformação já foi enviado à 27ª CRE e encaminhado à Seduc”, conta o diretor da escola, Marcos Dalbó.
Prestes a completar 70 anos – uma das primeiras escolas do município, a Jasmelino Jardim já havia recebido recursos do governo gaúcho para reformas na estrutura a fim de abrigar as novas séries, mas o valor não está mais disponível. “Tínhamos um dinheiro para a escola, mas a verba voltou para o governo do Estado. Precisamos de dinheiro para adaptar a escola e agilizar o processo de abertura de matrículas”, afirma Dalbó. Apesar das dificuldades e da falta de respostas por parte do governo, o diretor se mostra esperançoso. “Estamos muito otimistas de que vá se transformar em Ensino Médio.”
A Seduc atribui o baixo número de alunos à baixa procura da comunidade por matrículas para o ano letivo de 2019 e nega risco de fechamento da Jasmelino Jardim.
COM FOTO Jasmelino

Atrasos de repasses
A falta de professores faz com que estudantes da rede estadual estejam sem aulas em diversas disciplinas, segundo o diretor regional do Cpers, sindicato que representa a categoria. “Tem escola sem repasse desde março, dando bolacha para os alunos, porque não tem recursos para merenda”, critica Pablo Henrique dos Santos.
Outro reflexo da crise na educação, conforme Santos, é o fechamento das bibliotecas da maioria das escolas estaduais em Canoas, além da redução das vagas. “Estão tentando fechar turmas. O Estado nega a vaga. Antes as escolas tinham controle das vagas, agora é eletrônico. Os alunos não conseguem estudar perto de onde moram”, lamenta o dirigente. “É uma clara intenção de fechamento de vagas, sucatear e acabar com a educação pública, para terceirizá-la.” O Cpers ainda denuncia casos de desligamentos de professores durante o cumprimento de licença saúde ou maternidade.
A Secretaria Estadual da Educação argumenta que não existe previsão de fechamento de escolas no município de Canoas e, da mesma forma, não há fila de espera para matrículas na Central de Vagas. O texto acrescenta que na ampliação da carga horária de professores, a Seduc trabalha de maneira efetiva para que todos os casos sejam regularizados com a maior rapidez.

Sem refeitório
O início do ano letivo também foi de maior procura do que oferta de vagas no Instituto de Educação Dr. Carlos Chagas. A informação é do diretor Rolf Steyer que aguarda a liberação aditivo para finalizar a obra do refeitório da escola. “Os alunos estão sem refeitório, porque ainda não foi liberado. Esperamos há três meses”, conta o diretor, que teme a deterioração da parte executada do refeitório. O Estado aponta que a obra está em estágio de elaboração de aditivo na Secretaria de Obras.
FOTO CARLOS CHAGAS

Diário de Canoas
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