Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Mobilização

Dia de protestos contra cortes na educação

IFRS pode fechar em agosto, com redução de 40% no orçamento
16/05/2019 10:33 16/05/2019 10:38

 Canoas reuniu cerca de 1,5 mil participantes no Centro de CanoasCorte de verbas pode resultar no fechamento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) na cidade. O diretor-geral do campus Canoas, Mariano Nicolao, calcula que a redução do repasse federal vai gerar um impacto de aproximadamente 40% no orçamento da instituição e que não terá condições de abrir as portas e dar continuidade ao ano letivo. “Até agora damos andamento das atividades, mas de agosto a setembro não teremos como pagar nem luz e água”, relata o diretor.
O IFRS de Canoas tem orçamento de R$ 2.211.416 milhões e passará para R$ 1.326.849 milhão. São 950 estudantes no instituto, que frequentam os cursos superiores de: Tecnologia em Automação Industrial, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Logística e licenciatura em Matemática.
Ainda são ofertados outros quatro técnicos profissionalizantes ligados ao Ensino Médio de Administração, Informática, Eletrônica, Proeja profissionalizante em comércio. Eles são frequentados por estudantes de Canoas e de outras cidades da região metropolitana e atendem ao arranjo produtivo local. “Como atitude preventiva já cortamos bolsas de ensino, pesquisa e extensão. Também não teremos como pagar mais a merenda”, comenta Nicolao e acrescenta a suspensão de editais de ensino, pesquisa, extensão, monitorias e saídas técnicas.

Mobilização de estudantes
O diretor explica que a suspensão deve interromper o calendário letivo até que se tenham recursos para custeio das atividades. “Não temos como trazer aluno para campus sem luz ou água, uma questão insalubre, não tem como viabilizar.”
Em protesto, um grupo de 200 alunos do campus Canoas do IFRS saiu em caminhada. Ela percorreu a Avenida Boqueirão, até o Parque Getúlio Vargas. Os estudantes promoveram ato público no Centro de Canoas, contra os cortes de verbas federais.

Formatura
A estudante Yasmin Bortolli, de 18 anos, já não sabe se conseguirá fazer a prova de vestibular neste ano. A estudante do 4º ano do ensino técnico em Administração também é bolsista de pesquisa e enfrenta a insegurança no ano de formatura. “Não sei o que vou fazer se realmente fechar.”

Bolsa
Sem a bolsa de extensão o custeio da passagem para as aulas fica prejudicado para a estudante Sarah Kayser, de 18 anos. “Este auxílio é muito importante. Se suspender talvez tenha que trocar de escola para não perder o ano”, comenta a aluno do 3º ano do Técnico em Desenvolvimento de Sistemas.

Incerteza
Depois de conquistar o ingresso no curso superior em Matemática, a formatura já é dúvida para a aluna Elaine Camargo, de 22 anos. “Nem sei quando vou conseguir concluir”, diz a estudante do 5º semestre que também protestou contra o corte de verbas.

Manifestações
No dia de protestos pelo Brasil, contra os cortes federais na educação, a organização da manifestação em Canoas aponta aproximadamente 1,5 mil participantes no Centro da cidade. Depois da concentração em frente a prefeitura, o grupo passou pela Rua Ipiranga, BR-116, até chegar a 27º Coordenadoria Regional de Educação (27 CRE).
Foram 25 escolas municipais de ensino fundamental paralisadas nesta quarta-feira, enquanto outras 12 tiveram aulas parcialmente. Na Educação Infantil de Canoas, 14 pararam e oito aderiram parcialmente. Já nas Escolas Municipal de Educação Infantil (EMEIs), 19 não tiveram alterações no funcionamento e 14 participaram da paralisação. “O protesto é contra os cortes de verbas em instituições públicas e federais, contingenciamento das universidades e institutos federais, o sucateamento educação de maneira grande”, resume o presidente do Sindicato dos Professores de Canoas (Sinprocan), Júlio César Santos.
O Cpers Sindicato, que representa os professores do Estado, assim como sindicato dos petroleiros e dos metalúrgicos, entre outras categorias, também participaram da manifestação, que ainda se posicionou contra a proposta da reforma da previdência. Na rede estadual, a estimativa de paralisação de aulas nesta quarta-feira foi de 40% das escolas da cidade, conforme a coordenadora da 27 CRE, Leany de Conti.

Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3553.2020 / 51 992026770
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS