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Sinprocan

Professores protestam contra reforma da previdência

Servidores municipais pedem aumento real melhores condições de trabalho
11/03/2019 10:57 11/03/2019 10:57


Paulo Pires
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Se as coisas já não estão fáceis para a educação brasileira, pelo que dizem os professores, a reforma previdenciária só viriam para dificultar ainda mais. Mesmo sendo um tema de incumbência dos políticos lá de Brasília, os educadores daqui foram para a rua protestar. A ação do Sindicato dos Professores Municipais de Canoas (Sinprocan), no Calçadão, coincidiu com o Dia Internacional da Mulher, na última sexta-feira. Houve concentração posterior na Praça da Emancipação, em razão de demandas locais da categoria.

“A mulher vai trabalhar mais se a reforma for aprovada, serão 30 anos em sala de aula e 60 de idade”, destaca o presidente da entidade, Júlio César Santos. Atualmente a professora, conforme Santos, pode se aposentar após 25 anos de sala de aula e 50 de idade. “Já os homens aumentarão só cinco anos de contribuição e cinco na idade.” O presidente do Sinprocan reconhece que a pauta é do Congresso nacional, mas acredita que a influência do prefeito Luiz Carlos Busato, ex-deputado federal, pode ajudar no diálogo para reverter a proposta. “Temos contatado o prefeito por meio de ofício, ele sempre foi muito sensível ao nosso pleito, ele tem influência para buscar esse apoio em Brasília.”

Mas, de acordo com a entidade, o descontentamento na educação não é só com questões relativas ao debate nacional. “Estamos 17 anos apenas com reposição, sem aumento real para os professores de Canoas”, salienta. “Nosso poder de compra está muito baixo, a gratificação com a alteração do nosso plano de carreira valoriza muito o professor que está fora da sala de aula.”

Para os profissionais da educação que estão na linha de frente, afirma Santos, não têm sido fácil dar conta da pressão no trabalho. “Precisamos melhorar as condições de trabalho, as turmas estão com número excessivo de alunos”, aponta. “É muito desgastante cumprir 25 anos dentro de uma sala de aula, por isso, mais de 10% professores municipais acabam readaptados para funções administrativas.” Segundo ele, há ainda os casos de ameaças e até agressões ao professor, por parte de pais e alunos. “Orientamos os professores a registrarem boletim de ocorrência na Delegacia para se precaverem”, recomenda. “Somos na ativa 2,1 mil professores, 90% são mulheres, o profissional não tem como se defender, esse desgaste gera até problemas psicológicos.”



Diário de Canoas
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