Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
8 de Março

Atleta, árbitra e presidente da Liga Canoense de Futsal

Regina Helena Wons, a Neca, conquistou espaço através de muito trabalho e respeito
08/03/2019 10:50 08/03/2019 13:41


Paulo Pires/GES
Neca está diariamente na Liga tocando todos os trabalhos da entidade
“Tenho uma enorme paixão pelo esporte.” Os olhos de Regina Helena Wons, 50 anos, presidente desde 2015 da Liga Canoense de Futsal, brilharam a cada resposta dada à entrevista, mas o amor pelo futebol e pelo futsal é muito mais do que visível. No segundo mandato à frente de uma entidade com identidade tipicamente masculina - não por preconceito, mas culturalmente falando, a metalúrgica por profissão, que atende pelo apelido de Neca, sempre viveu no meio esportivo e parece que vai continuar assim por um bom tempo.

“Sempre joguei futebol, futsal. Comecei a jogar com 13 anos e passei por três estágios no esporte: atleta, árbitra e hoje dirigente”, conta Neca, mesclando muita simpatia com a timidez de quem garante: “Não gosto de aparecer, sou mais de fazer”. Vale destacar que ela divide diariamente os trabalhos na Liga com outra mulher: Neusa Machado, diretora técnica e tesoureira.

Trajetória

Primeiro, Neca experimentou o lado jogadora. Depois, o de quem dita as regras das partidas - ela é árbitra formada em futebol, futsal e beach soccer. Ingressou no mundo da arbitragem por acaso. “Eu jogava e faltou um mesário num jogo, então me chamaram. Perguntaram por que eu não fazia o curso. Fui estudando e gostando da coisa. Chegou uma hora que tive que optar”, afirma Neca, contando que decidiu seguir apitando.

Foram anos dentro de campos e quadras até a vida tomar outro rumo dentro dessas modalidades. “O Jeferson Pess me convidou, em 2013, para vir trabalhar com ele no futsal. Eu vim e depois ele perguntou se eu queria assumir como presidente. Fiquei com medo, mas fui. Sou apaixonada pela arbitragem e reencontrei muitos amigos no futsal.” No segundo mandato como presidente da Liga - segue no cargo até 2020, Neca confessa, entre risos: “Ainda dou minhas apitadas, mas aqui na Liga eu não arbitro nada. Parei de atuar na Liga como árbitra há cinco anos”.

Gratidão

Durante a entrevista, Neca agradeceu diversas vezes ao Diário de Canoas por todas as publicações referentes à Liga Canoense de Futsal. “Foi com a ajuda do DC que conquistamos o que conquistamos.”

“Somos mulheres. Temos que matar um leão por dia”

Questionada sobre um aspecto que, infelizmente, persiste quando o assunto é mulher assumindo um posto tradicionalmente masculino, Neca afirma: “No começo, foi bem difícil, mas tive a sorte de sempre ser respeitada. Através do respeito, conquistei o espaço”, revelou a dirigente, lembrando que o pior preconceito que viveu foi na fase de atleta. “A gente invadiu um mundo machista”, citando sua carreira e garantindo que este preconceito sempre partiu de homens. “A parte feminina sempre deu apoio.”

Para Neca, à frente de uma gestão praticamente toda feminina em uma liga de futsal, esse tipo de comportamento vem de onde não existe respeito. “Somos mulheres. Temos que matar um leão por dia.”

O orgulho de Neca em dirigir a Liga - e de todo o resto da carreira - se traduziu, no ano passado, em títulos. Para ela, 2018 foi o melhor entre os anos em que está na entidade. Foram 187 equipes e 3.325 atletas em três torneios: campeonato municipal categorias de base, campeonato municipal adulto e campeonato citadino categorias de base.

“O futebol é a alma. Toda criança nasce querendo jogar bola”, citando o caso de uma guriazinha de apenas 7 anos que apareceu na Liga querendo jogar. “A regra não permite, mas abrimos uma exceção. Ela jogou com os coleguinhas e foi muito respeitada por eles”, celebra. E Neca enfatiza: das três fases da carreira, a atual é a mais desafiadora. “Ser presidente é o mais difícil. Tem que lidar com muitas pessoas e tem que ser flexível demais. Como dirigente, ganhando ou perdendo, tem que aguentar. Termina o jogo, mas não termina a resenha.”


Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS