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Polícia

A inteligência a serviço do 15º Batalhão de Canoas

Major Dirceu assume a Brigada querendo baixar índices de criminalidade
18/02/2019 11:23 18/02/2019 11:23


Leandro Domingos/GES-ESPECIAL
Major Dirceu: anos de experiência no serviço de inteligência da corporação
Em 1993, o então aspirante a oficial Jorge Dirceu Abreu da Silva entrou pela primeira vez na sede do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Desde então muita coisa aconteceu. Trabalhou em quase todos os setores onde a Brigada Militar (BM) atua, como Batalhão de Choque, Ronda Ostensiva, com apoio de motocicletas (Rocam), serviços penitenciários, mas principalmente no Serviço de Inteligência da corporação. Quis o destino que o hoje Major Dirceu retornasse ao ponto onde começara sua carreira. O oficial é o novo comandante do 15º Batalhão.

Aos 45 anos, disse ter ficado feliz em poder voltar a trabalhar em uma cidade que conheceu tão bem na juventude. O major já percorreu muito as ruas de Canoas, citando ainda hoje até mesmo vielas menos populares da periferia da cidade. Humilde, fala que vai dar continuidade ao bom trabalho que era conduzido por seu antecessor, o tenente-coronel Valdeci Antunes, valorizando o papel de cada brigadiano ao mesmo tempo em que promove a aproximação do batalhão com as comunidades. Para o experiente oficial, segurança não se faz sozinho.

Na entrevista abaixo, ele trata de algumas diretrizes que vão nortear seu trabalho na área de cobertura do 15º. Chamando a si mesmo de otimista, major Dirceu acredita que os amigos que fez e parcerias de trabalho que firmou ao longo de sua trajetória na corporação devem auxiliar na condução dos trabalhos e na integração com as demais forças de segurança que atuam na cidade. Os índices de violência em Canoas estão caindo? Que bom, mas o novo comandante diz que vai trabalhar para que caiam mais. “Assumi o comando tendo um trabalho já alinhado, o que me deixa espaço para trabalhar por números ainda melhores.”

Logo no início do ano houve um suposto toque de recolher no bairro Niterói. O que Sr. pensa sobre isso?

Major Dirceu – Existem pessoas mal-intencionadas. Criam boatos causando pânico na população. E as pessoas se assustam, é claro. Quem nunca recebeu um áudio no grupo da família e achou que era verdade? Outro dia recebi um que falava de um tufão que causaria um tsunami no qual as águas do Guaíba iriam cobrir toda Porto Alegre. Tem gente que acredita.

Porém, a Brigada Militar fez uma grande ação no final do ano passado em um condomínio após um suposto toque de recolher. Houve prisões, apreensões de armas e drogas ...

Major Dirceu – Se houver qualquer indício de verdade neste tipo de comentário, que coloque em risco a segurança da população, a Brigada Militar vai agir. Um grupo vai até o local para dar fim à ameaça. Então tem que ficar claro que não existe toque de recolher em Canoas. Agora, se criminosos, em algum momento, colocarem em risco a população, nós vamos para o local resolver a situação fazendo o uso necessário da força.

Mas tudo aponta que o boato foi criado devido a disputas de facções ligadas ao tráfico. Qual a estratégia do Sr. no combate contra estes grupos?

Major Dirceu – Servi durante muito tempo no serviço de inteligência. E a gente costuma dizer que uma vez no serviço de inteligência, para sempre na inteligência. Vamos atuar fortemente sim contra o tráfico de entorpecentes, mas não só prendendo petequeiros nas ruas. Queremos prender quem comanda o tráfico, atingindo o bolso, ao apreender drogas, armas e bens usados para disseminar as drogas nas ruas.

O Comando do Policiamento Metropolitano (CPM) promoveu uma série de operações que obtiveram grandes resultados no ano passado. Esta parceria continua?

Major Dirceu – Não só vai continuar, mas também está servindo de modelo para uma plano que estamos implementando aqui no 15º. O comandante Amorim (o coronel Oto Eduardo, responsável pelo CPM) inovou ao reunir guarnições do toda a Região Metropolitana em ações. Por exemplo, se havia um problema em Gravataí ou Canoas, eram reunidos esforços de Batalhões de toda a área metropolitana no local. Nas operações era assim também. PMs de todas as cidades eram deslocados em uma grande força-tarefa que sempre obteve bons resultados. Vamos implementar o mesmo sistema.

Como?

Major Dirceu - Acontece que o 15º Batalhão é dividido em companhias que atuam dentro de determinada área. Só que, a partir de agora, este trabalho não vai funcionar mais de forma isolada. PMs de cada companhia vão agir nas demais áreas, conforme a demanda de trabalho. Então vamos ter brigadianos que antes agiam somente no Centro no policiamento do Rio Branco; ou soldados que atuavam no Guajuviras colaborando em uma ação na área central. Este modelo traz resultados positivos.

Assaltos podem terminar em latrocínio (roubo seguido de morte). O único registrado em Canoas no ano passado vitimou justamente um PM. Que atenção está sendo dada a este tipo de delito?

Major Dirceu – Toda. Logo que assumi o 15º, deparei com uma série de roubos a veículos que estavam sendo cometidos no bairro Niterói. Acabamos planejando uma ação que terminou com o fim da atuação da quadrilha no local. Não dá para permitir que trabalhadores, pais e mães de família, fiquem na mira de delinquentes ao entrar ou sair de casa. Sempre que identificarmos este tipo de grupo, vamos agir forte. Lamentamos muito a morte do colega no ano passado e ninguém quer que isso se repita.

Há também os roubos a pedestres, que podem terminar em morte ...

Major Dirceu – Sim, também preocupa. Com a minha experiência, acredito que é preciso tratar de um problema pequeno para que não se torne um problema grande. Identificamos uma série de roubos a pedestres acontecendo bem no Centro de Canoas. Não podemos deixar o nosso Centro assim. Então voltamos a dar atenção especial à área. Hoje há mais PMs no local. Porque o morador da cidade que for assaltado no Centro, não volta. E não queremos deixar isso acontecer.

Voltando ao assunto roubos de veículos. As forças de segurança da cidade garantiram uma redução de quase 40% neste tipo de crime no ano passado. É possível fazer mais?

Major Dirceu – Com certeza. E já estamos trabalhando para isso, inclusive em um plano de fechamento de Canoas.

Como assim?

Major Dirceu – Bom, desde que comecei a trabalhar no 15º isso já existia. Só que hoje é um trabalho mais complexo. Há mais portas de entrada e saída da cidade do que existiam há três décadas. Mas entendemos que, se um carro é roubado em Canoas, ele precisa sair. E queremos ver todas as rotas guarnecidas de forma a não deixá-lo escapar.

Na semana passada, PMs de Nova Santa Rita conseguiram prender os assaltantes assim ...

Major Dirceu – Isso mesmo. A ideia é interceptar os criminosos e assim coibir o crime.

Tratando de Nova Santa Rita, o município preocupa? Pergunto porque tem gente que diz já não ser mais possível dormir de portas abertas por lá.

Major Dirceu – É claro, digamos que tem gente que pensa que Nova Santa Rita é pequena. Está errado este raciocínio. O município é enorme e tem um grande potencial econômico, o que acaba atraindo delinquentes e até mesmo quadrilhas. Há hoje na cidade tanto empresas quanto áreas de produção agrícola. Então já registramos por lá crimes como roubos de cargas e assaltos, algo que antigamente quase não existia. Fora isso, há uma imensa área rural, com sítios onde criminosos acreditam ser um lugar seguro para se esconder. Estamos dando atenção a isso.

O 15º fez uma batida em um grande bingo que estava funcionando no Mathias Velho na semana passada. O Sr. adotou a política da tolerância zero com os jogos de azar?

Major Dirceu - O jogo é ilegal, certo? Então ele vai ser combatido. Por trás do que parece ser mera diversão, existe um esquema de exploração, principalmente de idosos. Não existe possibilidade de um idoso chegar em uma casa de jogos de azar e sair com mais dinheiro do que entrou. Estes ambientes não foram criados para isso. Então cria-se um cenário onde o idoso gasta a maior parte do seu salário jogando. E fica sem dinheiro para comprar comida, remédios, etc. A Brigada Militar trabalha com a proteção à vida e agindo contra este tipo de estabelecimento, estamos protegendo a população.



Diário de Canoas
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