Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Mais segurança

Brigada nunca prendeu tanto quanto em 2018

Foram 1295 prisões feitas pelo 15º Batalhão de Polícia Militar
09/01/2019 16:42 09/01/2019 16:42

Paulo Pires/GES
Ronda com motos foi destaque
Antes de tudo, os números. Foram 1295 prisões, 95,5 quilos de drogas apreendidas, 195 armas e 5578 munições tiradas das mãos de criminosos, mais 285 foragidos da justiça que foram levados de volta à cadeia. O ano de 2018 foi de muito trabalho para o 15º Batalhão da Polícia Militar. A Brigada Militar nunca prendeu tanto quanto no ano passado em Canoas e Nova Santa Rita, conforme os dados divulgados pelo Comando do Policiamento Metropolitano (CPM). A estes bons números somam-se outros, referentes à redução de praticamente todos os índices criminais. É claro que ainda há muito a ser feito, segundo as próprias autoridades da corporação, no entanto o saldo em 2018 foi positivo para a segurança do município.

Na opinião unânime das autoridades dos municípios, 2018 foi marcado por uma integração maior entre as polícias da região metropolitana. E não dá para negar que em Canoas e Nova Santa Rita aconteceu o mesmo. “Houve sem dúvida nenhuma uma comunicação mais acertada entre a Brigada Militar e os outros órgãos de segurança, como a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal”, disse o subcomandante do 15º Batalhão, o major Rogério Araújo. “Esta troca de informações beneficiou a todos e com certeza também a população.”

"A população também nos deu muita ajuda"

Se despedindo do comando do 15º Batalhão, o tenente-coronel Valdeci Antunes ressalta que os bons números também passam pela colaboração ativa da população. O WhatsApp ajudou muito, pois os moradores têm informado a Brigada Militar constantemente, auxiliando muitas vezes que a Brigada atue antes que o crime ocorra. “A população também nos deu muita ajuda”, defende. “Nosso serviço de inteligência trabalhou bastante em colaboração com informações passadas pela comunidade, o que é o ideal.”
Para o tenente-coronel, é inegável que o investimento também tem feio a diferença. “O município de Canoas, por exemplo, investiu muito na segurança. E aí o retorno vem.”


Entrevista - Coronel Oto Eduardo Amorim, comandante do CPM

Mesmo com um cenário desfavorável de efetivo nas ruas e parcelamento de salário, houve um bom resultado em 2018, certo?
Coronel Amorim - Em primeiro lugar é preciso salientar a troca de informação constante que houve por parte da Brigada Militar com a Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Guardas dos municípios, etc. Foi fundamental para as ações, assim como as operações conjuntas ou mesmo aquelas executadas por cada batalhão ao longo de todo o ano.

Quer dizer que houve um planejamento melhor?
Coronel Amorim - Não adianta a gente montar uma ação sem conhecer o município. Houve sim um troca de informações mais precisa tanto por parte do nosso serviço de inteligência quanto na organização do POEs (Pelotões de Operações Especiais) e do pessoal da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas). A gente organizava todo o pessoal de moto do CPM e partia para determinado município. Só que a ação era comandada pelo pessoal de cada batalhão, que destinava os PMs para pontos mais problemáticos.

As ações na Estrada do Nazário (no limite entre Canoas e Cachoeirinha e Esteio) são um exemplo?
Coronel Amorim - Com certeza. Apreendemos armas, veículos roubados e prendemos delinquentes. Isso graças a um trabalho bem feito da Polícia Civil que nos apontou aquele trecho como sendo usado por quadrilhas que agiam no furto e roubo de veículos. E quem planejou as ações foram PMs ligados à cidade, que conheciam a área e sabiam como agir.

Costumamos ouvir de autoridades que mais PMs na rua é sinônimo de mais segurança ...
Coronel Armorim - Não exatamente. Acho que esta questão está mais ligada a números. Porque não adianta ter um monte de PMs nas ruas só que trabalhando desmotivados. O resultado não é bom. E acho que isso foi uma mudança de cultura que notamos em 2018. Alguns soldados relatavam já serem chamados pelo nome em determinadas comunidades, recebendo bom dia, boa tarde e boa noite. Esta valorização faz toda a diferença porque significa respeito por parte da sociedade perante aquele trabalhador que está ali para servir, agindo em sua proteção. Um PM que trabalha se sentindo valorizado trabalha melhor. E isso nada tem a ver com números.

Então houve uma valorização maior dos profissionais no ano passado?
Coronel Amorim - Sim, mas ainda tem gente que não entende. Existe uma cadeia de comando na Brigada Militar que é formada por oficiais, sargentos e soldados. O sargento faz a ligação entre as informações que são passadas pelo comando aos soldados. Então, quando tiramos 30 PMs das ruas para passar um curso ou mesmo quando nos reunimos depois do expediente para trocar uma ideia, é positivo para o desenvolvimento do trabalho diário. Só que ainda tem gente que vai para a internet dizer que lugar de brigadiano é batendo bota na calçada. É o tipo de comentário que ajuda em nada.

O CPM perdeu um colega em 2018. O soldado Bruno Rodrigues de Souza sequer estava de serviço no momento em que foi abordado por criminosos em Canoas. O que o senhor pode dizer sobre esta perda?
Coronel Amorim - Muitas pessoas não entendem, mas o policial militar, quando não está em serviço, é também um cidadão que paga seus impostos como qualquer outra pessoa. O soldado Bruno parou para comprar um lanche e foi atacado por marginais. Lamentamos o fato, mas tem que ficar claro que esta é uma das razões pelo qual a Brigada Militar luta tanto por segurança. A maioria dos brigadianos moram nas cidades em que atuam. Ou seja, é interesse deles viver em uma cidade melhor e mais segura. Todos queremos a mesma coisa. Viver mais tranquilamente.




Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS