Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
França

A incomparável Champagne

Rota borbulhante das champanharias francesas, entre Reims e Epernay, está a 150 quilômetros de Paris
07/10/2018 08:00

Foto por: Veuve-Cliquot/Divulgação
Descrição da foto: Região de Champagne-Ardenne
Os franceses vendem como poucos as suas marcas. Champagne é um grande exemplo disso. Hoje, só bebidas produzidas sob uma série de critérios na área de Champagne-Ardenne, nordeste francês, podem ostentar o pomposo nome da região no rótulo. A boa notícia é que este paraíso das espumantes mais famosas do mundo está a apenas 150 quilômetros de Paris.

Após curtir dois shows do U2 na Accor Hotels Arena, na capital francesa, dias 8 e 9 de setembro deste ano, eu e um casal de amigos nos aventuramos por Reims e Epernay, cidades que abrigam a maior parte das fábricas de champagne. Dá pra ir em trem. É mais rápido e mais caro (20 euros a ida a partir da Gare de L’est). Porém, optamos pelo ônibus direto. Leva quase 2 horas, mas custou só 7 euros o trajeto. Para hospedagem, escolhemos um AirBnb em Reims. É a maior das duas cidades, tem um belo centro e uma exuberante catedral gótica Notre-Dame, construída no século 13. Algumas pessoas costumam fazer bate e volta de Paris à região, mas optamos por ficar dois dias inteiros. Um pra curtir Reims, outro pra Epernay. Ambas estão separadas por um trecho de 20 minutos, em trem, que custa 7 euros cada trajeto. Há inúmeras fábricas pra visitar, mas todas têm preços mínimos de 15 a 25 euros por ingresso.

Em Reims, escolhemos a famosa marca do rótulo laranja Veuve-Clicquot. Custa 25 euros a visita guiada básica, com direito a explicações detalhadas da equipe e degustação de uma taça de champagne ao final. Em Epernay, visitamos a Mercier. É um passeio mais turístico, a área das caves é feita em um mini-trem. O áudio é gravado, mas pelos mesmos 25 euros e você degusta três taças de champagne. Bebida deliciosa à parte, vale a pena deixar Paris de lado por um ou dois dias para conhecer esse universo borbulhante. De preferência, aprecie com moderação.


Epernay é logo ali

Apesar de rivalizar com Reims, Epernay é a verdadeira capital da bebida da região. É lá que estão a maioria das fábricas e a Avenida da Champagne, considerada uma das vias mais caras do mundo, em função do valor das milhares de garrafas mantidas nas caves subterrâneas. Nesta avenida é possível degustar champagnes de pequenas, médias e grandes fábricas. A maioria tem lindos jardins e excelente atendimento, mesmo para visitantes individuais.


7 milhões de bolhas

As duas visitas que fizemos em fábricas foram excelentes, mas as marcas têm diferentes focos. Enquanto a Veuve-Clicquot busca, acima de tudo, qualidade e exclusividade, a Mercier tem a ambição de tornar o champagne acessível ao maior número de pessoas. No passeio da Veuve, a apresentação foi toda feita por um guia, que ia contando histórias, curiosidades e interagindo com o grupo de 19 pessoas. O diálogo e a possibilidade de fazer perguntas e conversar sobre o assunto tornaram a visita ainda mais rica, personalizada e especial. Na Mercier, o maior espaço para diálogo é com o sommelier, na degustação, que explica a característica de cada uma das bebidas servidas. Você sabia, por exemplo, que uma garrafa de champagne tem 7 milhões de bolhas?


A grande dama do Champagne

O champagne é produzido nas caves subterrâneas. A temperatura dentro delas é de 10 graus, por isso a equipe da Veuve-Clicquot oferece cobertores aos visitantes durante o passeio. Lá, descobrimos que a grande responsável pelo sucesso da marca foi uma mulher que, em 1805, herdou e assumiu o negócio fundado em 1772. Viúva aos 27 anos, Barbe-Nicole Ponsardin, conhecida como madame Clicquot, tornou-se uma das primeiras empreendedoras dos tempos modernos. Numa época em que as mulheres não eram protagonistas no mundo empresarial, atreveu-se a assumir as rédeas da empresa, com paixão e determinação. Assumiu riscos, expandiu o negócio e aperfeiçoou novas técnicas de produção. Inventou a mesa de remuage para clarificar o champanhe (aquela estrutura com furos em que as garrafas ficam inclinadas) e inovou com a primeira assemblage de champanhe rosé. Ela fez do nome Veuve-Clicquot uma marca de excelência. Por isso, colegas da região a apelidaram de “A Grande Dama do Champagne”. Em tempo, Veuve quer dizer viúva, em francês.


Megalomania na Mercier

A história de Eugène Mercier é igualmente rica. Em 1871 ele começou a construção de sua fábrica de champagne, com objetivo de popularizar a bebida. Em seis anos, construiu 18 quilômetros de caves subterrâneas. Foi um dos primeiros a abrir as caves para passeios, no fim do século 19, em carruagens com cavalos (hoje há mini-trens). Em 1889, levou o maior barril do mundo (que hoje está na recepção da Mercier) à Exposição Mundial de 1889, em Paris. Levou o prêmio de segundo lugar da expo, perdendo “apenas” para a Torre Eiffel.


Notre-Dame de Reims

Uma vez em Reims, vale uma visita gratuita à Notre-Dame no Centro da cidade. Construída no século 13, a obra sobreviveu a incêndios e guerras. Com lindos vitrais, essa obra de arte gótica não deve nada à Notre-Dame de Paris. E o melhor? Não há fila pra entrar, mesmo durante o verão.


A pioneira

A Moët & Chandon é a fábrica mais procurada pelos turistas. As reservas de visitas guiadas pelo site se esgotam com meses de antecedência. A empresa é detentora da marca de champagne vintage Dom Pérignon, a mais cara e exclusiva. Em frente a fábrica, há uma estátua do monge beneditino Dom Pérignon, reconhecido por muitos como o inventor do método champagne de vinho efervescente.


Como chegar

A Air France tem voos diretos de São Paulo e Rio a Paris e posso afirmar que o serviço de bordo é um dos melhores do Brasil para a Europa. Pra quem sai de Porto Alegre, há convênio da Air France com a Gol. Na França, para se deslocar entre Paris e Reims/Epernay, é possível comprar passagens de trem ou ônibus pelo site: en.oui.sncf.


Visitas

Mercier - Oferece visita guiada de cerca de 1 hora, com áudio em português. Preços a partir de 18 euros (1 taça de degustação) a 25 euros (3 taças). Site: www.champagnemercier.com

Castellane - Fábrica menor, em um lindo prédio. Visitas guiadas das 10 às 11 horas e das 14 às 17 horas. Ingressos a partir de 14 euros, com taça de degustação e visita à torre do prédio. Site: www.castellane.com

Moët & Chandon - Visitas guiadas de 25 a 40 euros. A duração é de aproximadamente 1 hora e 30 minutos. Mas reserve com bastante antecedência pelo site: www.moet.com

Veuve Clicquot - Visitas guiadas com pequenos grupos. Preços de 26 a 53 euros por pessoa. Reserve com antecedência pelo site: www.veuveclicquot.com


  • Vinhedos da Veuve-Clicquot
    Foto: Samuel Bizachi/Veuve-Clicquot/Divulgação
  • O célebre barril gigante na recepção da Mercier
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • Fachada de uma das sedes da Veuve-Clicquot
    Foto: Fernanda Magagnin/Veuve-Clicquot/Divulgação
  • Colheita da uva, matéria-prima para o champagne
    Foto: Fernanda Magagnin/Veuve-Clicquot/Divulgação
  • Champagne engarrafado
    Foto: Veuve-Clicquot/Divulgação
  • Cave onde a bebida é produzida
    Foto: Veuve-Clicquot/Divulgação


Diário de Canoas
PUBLICIDADE script type="text/javascript"> sas.call("std", { siteId: 98065, // pageId: 640893, // Page : Diario_de_Canoas/vida/turismo formatId: 40255, // Format : 300x250 0x0 target: ''+nvg43096.makeNvgSmart() // Targeting });
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS