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Vacinação contra a pólio

"Eu ficava sentada enquanto brincavam"

Vítimas da poliomielite falam da importância de vacinar as crianças
14/09/2018 15:10 14/09/2018 15:10


Divulgação
Iara e Suzana tiveram poliomielite quando crianças
Você já se imaginou com alguma dificuldade de locomoção? Com alguma deficiência física? Agora, imagine se fosse o seu filho. Esta matéria não está sendo feita para se falar na falta de possibilidades, de acessibilidade, para se falar das dificuldades que um cadeirante, por exemplo, passa todos os dias. Aqui, se quer falar no ato de amor que as famílias precisam ter com seus pequenos. E isso significa fazer a escolha pela vacinação contra a poliomielite.
A campanha nacional de imunização acontece até este sábado, 15, para crianças de 1 a 5 anos incompletos. Todas as pessoas têm o direito de ter suas crenças, mas quando isso coloca em risco a vida de milhares de crianças, deve ser repensado.
A Associação Canoense de Deficientes Físicos (Acadef), através de uma de suas fundadoras e da gestora de Recursos Humanos, Suzana Cardoso e Iara Coromberque, respectivamente, fez uma campanha nas suas redes sociais lembrando da importância da vacinação.

Sentindo na pele

Na campanha há um pequeno relato sobre a infância com a paralisia infantil. “Quando eu era criança e ficava triste por não poder caminhar, correr e brincar como as outras crianças, chorava muito e deixava as lágrimas caírem sobre as minhas pernas para que elas ‘percebessem’ o quanto eu estava triste”, revela Suzana.
Já Iara, hoje com 43 anos, revela o que sua mãe lhe contou e como se sentia. Ela tinha apenas um ano de vida quando os sintomas da doença começaram a aparecer. “Comecei com febre alta e a perder os movimentos de braços e pernas. Minha mãe me disse que na época cheguei a tomar uma dose da vacina, mas os médicos teriam explicado que o vírus já estava no corpo, por isso não teria me imunizado.”
Iara nunca aprendeu a caminhar. Da sua infância, lembra de estar no hospital, fazer diversas cirurgias e de ficar engessada dos pés até a cintura. Ela se arrastava no chão para se locomover e a sua primeira cadeira de rodas foi aos 10 anos, quando então, conseguiu ir para a escola. “Eu ficava sentada enquanto as outras crianças corriam, brincavam, jogavam bola. Eu via aquilo e ficava muito triste de não poder estar fazendo a mesma coisa.” Iara ainda ressalta a sua tristeza de hoje em dia, ao ver pessoas não levarem seus filhos para vacinar por preguiça, desculpa de falta de tempo ou até mesmo falta de informação. “Estes pais precisam saber que estão decidindo o futuro dos filhos e mais, podendo os deixar excluídos, de uma certa forma, da sociedade, para sempre.”
A pólio é uma doença viral que pode levar à paralisia parcial ou total e acomete, geralmente, crianças até os 4 anos de vida.


Diário de Canoas
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