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Agora tem mais sotaque castelhano em Canoas

Novo grupo de refugiados venezuelanos já está alojado no Igara
14/09/2018 14:09 14/09/2018 14:10


Leandro Domingos/GES-ESPECIAL
Só alegria da criançada: já são 92 pequenos venezuelanos morando em Canoas
Um dia depois de Canoas receber de braços abertos a 201 refugiados venezuelanos, mais um grupo adiciona sotaque castelhano a vida na cidade. Mais 87 desembarcaram na tarde de ontem no Aeroporto Internacional Salgado Filho. A chegada ao residencial no bairro Igara aconteceu pouco depois das 16 horas. Eram 22 homens, entre 22 e 55 anos; 30 mulheres, entre 20 e 46 anos; cinco adolescentes, entre 13 e 17 anos; e 21 crianças, entre 19 dias e 11 anos. O que impressionou os organizadores, mais uma vez, foi a quantidade de crianças. Afinal, só na quarta-feira já haviam chegado 71. Ontem, mais de 20. Só a família Carrillo trouxe três pequenos.

A mãezona Yellis Carrillo era só sorriso desde que desceu do ônibus com o marido, a irmã e os três filhos. “Deixei outros três em São Paulo, mas eles são maiores e já estão trabalhando”, disse, aliviada. Para ela, o fundamental era a garantia de que os menores teriam um futuro bem longe da miséria que tomou conta da Venezuela. “Passamos muito trabalho”, desabafa. “Aqui a gente quer começar de novo. Longe de toda aquela pobreza”, continua. “Não dá para comparar a estrutura do Brasil com a Venezuela hoje. Isso aqui é um País de primeiro mundo.”

Vizinhos - Além dos 87 imigrantes que foram encaminhados para o condomínio na Avenida Farroupilha, outros 89 também chegaram ontem no Boeing 767 da Força Aérea Brasileira, mas foram levados da capital direto para a vizinha Esteio, conforme já havia sido acordado entre os municípios, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Preocupação é com a quantidade de crianças

Até o momento, deu tudo certo no processo de interiorização dos venezuelanos em Canoas. A viagem, hospedagem, alimentação. Ainda resta um grupo a chegar, no final do mês. Portanto, não terminou a primeira etapa. Porém, a administração municipal já se preocupa com os refugiados que estão em Canoas. Primeiro com a saúde das crianças que chegaram a cidade. “Nos surpreendeu a quantidade de crianças que chegaram”, disse a secretária de Desenvolvimento Social, Luísa Camargo. “Vamos tomar todas as precauções para que elas continuem bem.”

A secretária adianta que as universidades Ulbra e Unilasalle também já estão prontas para começar a ministrar aulas para os refugiados. É de interesse não só da prefeitura, mas também dos próprios venezuelanos, ingressar no mercado de trabalho o quanto antes. “Este aluguel social é somente o começo”, avisa. “E muitos deles estão ansiosos para sair daqui e construir suas próprias vidas, serem protagonistas de suas próprias histórias”, defende. “Acredito que em três meses a resposta deles já deva ser boa.”

Ministre visita refugiados nesta sexta-feira

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, acompanha o prefeito Luiz Carlos Busato em uma visita aos condomínios onde estão os venezuelanos na tarde desta sexta-feira. Devido a problemas de agenda, segundo sua assessoria, Beltrame, que já havia visitado Canoas no mês passado, não conseguiu marcar presença na chegada dos estrangeiros vindos de Roraima.

A visita vai contar também com as presenças dos prefeitos de Chapada, Carlos Catto, e de Cachoeirinha, Miki Breier, representantes de municípios que se interessaram em participar do processo de interiorização que é promovido desde o início do ano pelo Governo Federal. O ministro vai aproveitar a oportunidade para explicar aos prefeitos como funciona a logística da operação.

Próxima leva no fim do mês

Uma nova leva de venezuelanos deve chegar a Canoas, mas somente no final do mês. A data é 27 de setembro. Serão mais 129 pessoas para Canoas, fechando a conta dos 425 a serem alojados na cidade. Ao que tudo indica, pelo menos 700 imigrantes estarão vivendo no Estado até o final do ano, tendo em vista o interesse de novos municípios em participar. Vale lembrar que como incentivo, o Governo Federal paga um valor aproximado de R$ 400 mensais por pessoa acolhida enquanto a ONU paga o aluguel por um período aproximado de seis meses.



Diário de Canoas
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