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Endividamento

Endividamento supera 80% entre trabalhadores

Pesquisa aponta que apenas 16% das pessoas empregadas são capacitadas financeiramente
10/08/2018 11:44 10/08/2018 11:44


Paulo Pires/GES
Muita gente não tem conseguido honrar as dívidas
O endividamento não é crescente apenas entre desempregados. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) apontou que 84% dos trabalhadores entrevistados enfrentam dificuldades para manter as contas em dia. A inadimplência atingiu 63,6 milhões de consumidores brasileiros no primeiro semestre. Somente 16% das pessoas empregadas são capacitadas financeiramente, ou seja, conseguem pagar contas com a remuneração mensal e planejam gastos com antecedência, segundo o levantamento.

Entre os principais motivos está a inflação, de acordo com economista da Secretaria Estadual de Planejamento, Alfredo Meneghetti. “Chegou no acumulado a 4,45%, sendo que em junho foi a mais preocupante que tivemos, com quase 1,5%. Um aumento muito grande em um único mês, por impacto da greve dos caminhoneiros”, analisa. O desequilíbrio financeiro fica inevitável quando não se está preparado para estes aumentos sucessivos, conforme o economista.

Para enfrentar o endividamento, Meneghetti orienta maior controle dos gastos com luz, água e combustível. “São os grandes vilões do orçamento”, resume. Um planejamento financeiro é necessário para tentar “colocar a casa em ordem”, segundo o economista. “Tem que fazer a planilha, verificar qual déficit mensal, fazer cortes e reduções. É aconselhável cortar o lazer, cinema, teatro, compras e shows”, recomenda.

Algumas mudanças de comportamento também são necessários, na opinião do economista, que aconselha uma autoanálise. “Uma mudança importante é quanto o impulso. O cidadão tem que ver se é impulsivo, quando vai ao shopping entra e compra, sem planejamento”, destaca como outra causa do endividamento de trabalhadores.

Este foi o caso da aposentada Ivone Santos, de 60 anos. Depois de entrar em dívidas ela passou a avaliar o que levou a inadimplência. “Comprava tudo parcelado e só olhava para o valor da parcela. No acumulado se tornou muito alto e não dei conta”, relembra a aposentada. Para se livrar da bola de neve, foi preciso uma reeducação financeira, segundo a aposentada. “Cortei TV por assinatura, reduzi gastos com lazer e vendi itens que não tinham tanta utilidade”, revela Ivone e garante que agora pensa várias vezes antes de fazer uma compra e afirma planejar os gastos.

Impacto no comércio

No mês de julho a Fecomério-RS apontou um cenário diferente do apresentado pela Abefin, de recuo interanual do endividamento. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) indicou que o desempenho ficou em 65,8% contra 72,9% apurados no mesmo período de 2017.

Os índices de inadimplência tornaram o crédito mais restrito, conforme a economista da Fecomércio, Patrícia Palermo. Mesmo assim, ela aponta que aos poucos este canal está sendo desobstruído. “As famílias vem acessando mais crédito e isso favorece as vendas do comércio”, observa Patrícia.

Para a economista, as dificuldades no setor não estão diretamente relacionadas aos reflexos das dívidas das famílias. “Hoje pesa mais negativamente sobre o comércio a dinâmica fraca do mercado de trabalho e confiança reduzida do que o endividamento.”

Saia das dívidas

1. Olhe tudo com muita atenção e avalie com o que gasta mais e também qual despesa fixa que pode ser eliminada ou reduzida. Por exemplo, é possível diminuir o consumo de luz, renegociar o aluguel, reduzir o pacote do celular, cancelar a TV a cabo.

2. Ao analisar as despesas com supérfluos, seja bastante rígido. “Se a intenção é pagar dívidas, o objetivo deve ser guardar dinheiro. Neste processo sacrifícios fazem parte, como ficar sem sair com os amigos por um tempo e levar comida de casa para o trabalho, por exemplo”, explica a economista.

3. O último passo é, claro, cortar as despesas que podem ser cortadas e economizar no dia a dia, sempre anotando tudo para fazer o balanço semanalmente, ou seja, listando os custos da semana,quanto conseguiu economizar e quanto vai sobrar no fim do mês.  Esse passo é importante para conseguir ter uma visão geral da sua vida financeira.

Procure ganhar um dinheiro extra

Depois de ter organizado o orçamento e espremido os gastos até o limite, é hora de buscar oportunidades de ganhar uma grana extra. Pode ser vendendo algo, recorrendo à economia colaborativa, fazendo bicos, enfim. O pensamento deve ser: “mesmo sendo pouco, o que entrar é lucro”.


Fonte: Meu Bolso Feliz/ SCPC


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