Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Bolsas de Estudo

E se as bolsas de pesquisas forem cortadas em 2019?

Universidades daqui têm mais de 300 beneficiados, alguns terão que largar os estudos
10/08/2018 11:55 10/08/2018 11:55

{$midia.ds_cremd}/{$midia.ds_midia_credi}
{$midia.ds_midia}
Estudar parece ofício de luxo no país. Às vésperas de mais uma eleição, futuros governantes discursam sobre tecnologia, futuro melhor, crescimento, mas na prática são poucos os que, de posse da caneta, propõem-se a destinar as merecidas verbas para a nossa Educação. Para a comunidade acadêmica, mais um golpe, há poucos dias.

A alta cúpula da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) emitiu carta desabafando sobre os riscos de que os pós-graduandos brasileiros fiquem sem bolsa em 2019. Repercutiu tão mal para o Governo Federal que o ministro da Educação, Rossieli Soares, foi rápido e acalmou os ânimos, dizendo que não era bem isso. Será?

No texto, a Capes afirmava que o teto fixado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019 poderia refletir na suspensão das bolsas de 93 mil pesquisadores e de alunos de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) a partir de agosto do próximo ano. O Conselho da Capes também previu o corte do pagamento para mais 105 mil bolsistas que trabalham e pesquisam com educação básica. Para mestrado, o valor mensal hoje é de R$1,5 mil. Para doutorado, R$2,2 mil e pós-doutorado R$4,1 mil. Ainda que os recursos sejam superiores à realidade do trabalhador, o que já não era grande coisa pode piorar. Como será que essa sombra pairando sobre a Educação repercutiu em nossa região? O DC ouvir Unilasalle e Ulbra.

Desistência dos estudos

Em Canoas, as universidades estão em compasso de espera. A possibilidade de redução de 11% no orçamento preocupa professores, pesquisadores e alunos que dependem das bolsas. Caso contrário haverá desistências, travamento em pesquisas e estilhaçamento intelectual, saber que poderia retornar em ciência e tecnologia para a sociedade.

A diretora de Pós-graduação e Pesquisa da Ulbra, Nádia Schröder, aponta que em quatro anos foram oferecidas entre 150 e 160 bolsas. “O fim das bolsas seria o caos, devastador, não são só bolsistas de mestrado e doutorado tem ainda as bolsas de formação de professores”, lamenta. “Já é um valor baixo, uma bolsa de iniciação cientifica está na faixa dos R$ 400, para o governo é nada, para o aluno Prouni é muito.” Os reflexos já estão aparecendo. Nos processos seletivos de pós-graduação os alunos têm mencionado que se não forem oferecidas as bolsas para 2019 não poderão cursar. “Há ainda os alunos de mestrado, que foram beneficiados no primeiro ano: se largarem o curso no último a Capes exige a devolução do dinheiro”, alerta Nádia. “Acredito que o Governo honrará as bolsas em andamento, mas em alguns nichos o reflexo será a falta de profissionais, e isso é grave.”

Já na Universidade La Salle são 46 beneficiados com bolsas de mestrado e doutorado. “Em nenhum momento foi dito que não vai mais existir a redução de orçamento. Como os cortes acontecem nas chamadas despesas não obrigatórias eles vão impactar outros programas como o Programa de Iniciação Científica, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Programa de Residência Pedagógica”, explica a diretora de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, Patrícia Kayser. Pelo menos 100 alunos participam desses projetos na Instituição. “As bolsas permitem um acesso à universidade a perfil de estudantes que não conseguiriam de outra forma.”

Celular e medicamentos: resultado de pesquisa

Há sintomas possíveis na queda da geração de patentes e na falta de produção de conhecimento. “A União Europeia investe bilhões e bolsas de pesquisa, num projeto chamado Horizon 2020, o investimento se reflete na melhoria de vida”, aponta a diretora de Pós-graduação e Pesquisa da Ulbra, Nádia Schröder. “Um medicamento leva 20 anos para ir para a farmácia. E os celulares, como evoluíram! Isso não é por acaso. É fruto de muito investimento.” Na região, a formação de professores nas áreas de educação e ciências (Física, Química, Biologia e Matemática), além da Odontologia sentiriam impacto direto. Só para se ter uma ideia: os dez maiores partidos ficarão com 73,5% do total de R$ 1,716 bilhão do chamado fundo partidário para financiar as eleições deste ano.



Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS