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Equilíbrio é fundamental

Colesterol: o cuidado é para todos e para a vida toda

Disfarçada em meio a alimentos apetitosos, a gordura prejudica o funcionamento do nosso organismo. Mas, espere: o colesterol bom é essencial à nossa vida
09/07/2018 10:51 09/07/2018 11:34

DCortezPhotography/DCortezPhotography/Pixabay
Gordura é necessária à nossa sobrevivência, mas equilíbrio é fundamental
Parece até um ímã: atrai o olhar, fica no pensamento, a boca saliva. “Ah, mas que exagero, uma graxinha não tem problema” - ouvi por aí. Não, pouco e de vez em quando, não tem mesmo problema. Mas e quando se perde o controle? Aparece o conhecido e silencioso vilão, o colesterol. E ele, muitas vezes não vem só. “O alimento não nos chega na forma de gordura pura, na maior partes das vezes vem ‘abraçado’ com um carboidrato, por exemplo a batata frita banhada no óleo, uma bolacha recheada. Quando a gente consome este tipo de alimento temos mecanismos cerebrais que liberam hormônios, entre eles a dopamina, responsável pela sensação de prazer. Então comer, e comer mal, pode sim se tornar um vício.

Adriana Lima/GES-Especial
Astrid Molling, nutricionista, e Natália Welter, médica clínica geral
Se você come uma fibra, por exemplo, terá uma saciedade mais precoce, seu cérebro será avisado mais cedo de que você está satisfeito. Já com a gordura irá demorar mais tempo para fazer esse aviso”, destaca a médica clínica geral do Hospital São José, de Ivoti, e pós-graduada em Endocrinologia, Natália Welter. “E alimentos gordurosos são fáceis de digerir, você come um monte num restaurante, por exemplo, mas ainda sobra aquele espaço para a sobremesa”, ressalta a nutricionista do Hospital São José, Astrid Molling.

Mas antes de tornar o colesterol um maléfico desenfreado, saiba que não é bem assim. “Na verdade, ele é primordial para o bom funcionamento do corpo humano, por fazer parte da estrutura das células do cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração, além de ser importante para a formação de hormônios, de vitamina D e de ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras. O problema é quando seus níveis estão fora das metas para cada pessoa”, explica Natália.

O faxineiro

Atenção ao LDL (Low Density Lipoproteins, lipoproteínas de baixa densidade), conhecido como “mau colesterol”, o HDL (High Density Lipoproteins, lipoproteínas de alta densidade) ou o “bom colesterol”, e os triglicérides ou triglicerídeos, forma de armazenamento da gordura no tecido adiposo. “Temos um mecanismo de ‘faxina’ da corrente sanguínea que é feito pelo HDL. Ele retira as partículas ruins e as joga no fígado, é o ‘faxineirinho’ que cuida para que não haja acúmulo do colesterol em forma do LDL, o mais preocupante. Um passa sujando e o outro limpando. Este LDL, se depositado, forma a placa de ateroma. Com o tempo, ela pode se desprender ou mesmo obstruir a passagem de sangue e aí causar um AVC ou um infarto”, cita a médica.

Quando é preciso tomar remédio?

Quando se percebe, é hora de tomar medidas drásticas para o controle do colesterol. Porém, a médica lembra que remédio, só em último caso. “Existem dois tipos de dislipidemias [alteração nos níveis de gorduras no organismo] as primárias, que têm causa genética, e as secundárias, decorrentes de outras doenças como diabete ou obesidade, uso de medicamentos e alcoolismo.

O primeiro passo para o paciente é a mudança do estilo de vida: cessar o tabagismo; cessar o sedentarismo, o ideal é uma atividade aeróbica e também exercícios de força; diminuir a ingestão de álcool, nada de todo dia um pouquinho e no fim de semana muito; e a dieta com a escolha das gorduras certas, as mono e poli-insaturadas, rica em fibras, legumes e verduras e evitar as gorduras trans e as saturadas.

As pessoas esperam uma fórmula milagrosa, é mais fácil tomar um comprimido do que abrir mão do pão ou daquela pizza. Muitos não se esforçam e esta é uma doença silenciosa, sem sintomas. E a medicação só entra no momento em que a pessoa teve uma efetiva mudança de estilo de vida e ainda assim não atingiu a meta. A exceção é apenas casos, que são bem raros, ligados aos fatores genéticos, que é a mínima parte da população”, detalha Natália.

E o glúten?

A nutricionista lembra que a dica primordial, para qualquer grupo de alimentos, é a moderação. “O glúten não é tão vilão assim, o problema é o excesso, as pessoas estão muito acostumadas a comer todas as refeições aqui no Rio Grande do Sul com muito glúten. Existe a doença celíaca em que a pessoa não pode consumir, não tolera o glúten por uma doença intestinal, é um caso a parte. Mas para quem não tem a doença, é só pensar: se comi o pão de manhã, que tem glúten, ao meio-dia não vou comer massa, vou preferir um aipim, uma batata doce, e de noite eu vou consumir uma carne, um ovo, que também não contem glúten. O problema é comer pão de manhã, massa ao meio-dia, às vezes até com pão, e de noite massa, pão, pizza, sanduíche”, reforça Astrid.



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