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Viver com Saúde

Tratamentos para a dor: dá para adiar ou é hora de buscar um médico?

Profissionais de Novo Hamburgo detalham o tratamento para os pacientes que sofrem de dores severas, do analgésico ao bloqueio e à radiofrequência
02/07/2018 11:10 02/07/2018 11:24

Eduardo Cruz/GES-Especial
Infusão: acompanhada do anestesiologista André Stüker, a secretária Tatiane Aparecida da Luz, 38, de Sapucaia do Sul, faz tratamento contra a dor crônica no Centro de Infusão do Hospital Regina
Às vezes é só um pequeno incômodo, que restringe a realização de uma atividade qualquer, daqueles que com um remédio simples está resolvido. Noutras, transforma-se num pesado fardo por anos, em que há necessidade até mesmo de técnicas cirúrgicas para controle. A dor, segundo a Internacional Association for the Study of Pain – entidade internacional que desenvolve pesquisas na área – pode ser classificada como “uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos”.

E ainda: “cada indivíduo aprende a utilizar o termo dor através de suas experiências anteriores”. Ou seja, cada pessoa, ao longo de sua vida, vai aprendendo a identificar o que é dor em seu corpo e a entender seus limites. Porém, quando esta experiência desagradável começa a se tornar uma constante, é hora de uma providência urgente.

Segundo a Sociedade Brasileira para Estudos da Dor (Sbed), de cada 10 pessoas pelo mundo pelo menos três têm dor crônica, que é aquela que persiste por mais de três meses, independente de qual seja sua causa e chega em nível de provocar náusea e vômito. Ainda conforme a Sbed, o percentual médio de pessoas afetadas por algum tipo de dor crônica no Brasil varia de estado para estado, mas varia entre 15% e 40%.

Mais queixas no frio

Eduardo Cruz/GES-Especial
Gustavo Hennemann, anestesiologista
“No inverno, geralmente a gente fica mais imóvel, mais avesso à prática de atividade física, toma menos líquido. A própria restrição de circulação periférica pelas baixas temperaturas favorece a questão, o que leva à queixa mais comum no inverno que é a contratura muscular. É frequente em pacientes com idade avançada, pessoas que têm artrite, artrose, algum outro comprometimento com sequelas de fratura, dores lombares crônicas”, explica o anestesiologista e especialista em Dor do Hospital Regina, André Stüker.

“As situações mais frequentes são dores de origem osteomuscular, principalmente da coluna, lombares e cervicais, dores de cabeça, algumas patologias em que há disfunção do sistema nervoso que monitora a dor, como fibromialgia, além do abdome, tórax e pelve”, acrescenta o anestesiologista e especialista em Dor do Hospital Regina, Gustavo Hennemann.

A Clínica da Dor no Hospital Regina

No Hospital Regina, os anestesiologistas interligam seu trabalho ao das demais especialidades. Na maioria, recebem pacientes que já procuram atendimento em vários especialistas e que precisam de um controle da dor.

“A dor aguda muitas vezes é tratada no consultório da Emergência, depois o paciente procura tratamento no especialista A, especialista B até que se fecha o diagnóstico e que manifesta a necessidade de um acompanhamento de um serviço de dor crônica. Atendemos a pacientes que passaram por tratamentos, fizeram cirurgias, sofridos, até que seja passado a nós para acompanhamento da dor crônica, que é linear e contínuo, ele não é resolutivo na primeira consulta. Nós reorganizamos o tratamento para melhorar sua qualidade de vida”, ressalta Stüker.

Mais profissionais

Hennemann reforça que o tratamento inclui o trabalho de mais profissionais. “O paciente necessita inicialmente de uma boa avaliação médica e responde questionários para avaliar sua qualidade de vida. Após, elaboramos um plano de tratamento que envolve não só medicamentos prescritos pelo médico e intervenções que podem ajudar no controle da dor, mas um ponto fundamental de tratamento deste doente que tem uma patologia dolorosa crônica é a interdisciplinaridade. Esses pacientes usualmente vão precisar, além do médico, de suporte de outras áreas da saúde, como fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e educador físico. O objetivo do nosso tratamento talvez não só seja aliviar a dor, mas trazer essa pessoa para o convívio social e familiar, torná-la novamente produtiva no seu trabalho. Esses doentes têm muita dificuldade com estas questões sociais, familiares e por vezes estão deprimidos”, conta.

“Ferir os sentimentos”

A Sociedade Brasileira para Estudos da Dor ainda alerta a comunidade para um estudo coordenado por pesquisadores da Universidade de Michigan, Estados Unidos, que apontou um fenômeno classificado como “dor social”. Segundo o estudo, sentimentos de rejeição ou exclusão social atuam sobre a mesma região do cérebro ativada pela dor física, o córtex cingulado anterior. Ou seja, quando alguém usar a expressão “você feriu meus sentimentos”, saiba que a dor da pessoa que lhe falou isso é semelhante àquela de alguém que se machucou levemente.

Suporte para o paciente

Os profissionais do Hospital Regina lembram que o primeiro passo para o tratamento do paciente com dor crônica é conhecer sua necessidade. “Dividimos a dor crônica em dois grandes grupos: as de origem oncológica, relacionadas ao câncer; e as não oncológicas, que são as relacionadas a sequelas de fraturas, lombalgia, dores reumáticas, fibromialgia, cefaleia, dores de origem central pós AVC, traumas raque-medulares, pacientes com diabete. Para o paciente oncológico é preciso mais apoio no sentido da multidisciplinaridade, com certeza vamos precisar do oncologista, do neurocirurgião, do ortopedista. O tratamento tem acompanhamento regular e contínuo porque ele precisa de um aporte da medicina paliativa, pois pode apresentar outros problemas como um quadro de tosse, uma infecção urinária e a referência dele vai passar a ser o Centro de Dor. Então, o trabalho vai além do tratamento da dor, damos suporte para esse paciente ter uma qualidade de vida melhor e seguir o tratamento em paralelo”, classifica Stüker.

Bloqueios para avaliar e diagnosticar a dor

As técnicas vão dos remédios aos bloqueios da dor com agulhamento, mas não necessariamente nesta ordem. “Dentro de uma estratificação do tratamento, a Organização Mundial de Saúde [OMS] criou uma ‘escada analgésica’ onde a cada degrau se vai acrescentando terapêuticas. Começa com um analgésico simples, como Paracetamol ou Dipirona, passando por analgésicos mais potentes como opioides, e aí também mais adiante na escada entra todas as intervenções em dor, uma gama de procedimentos. Junto a isso não podemos esquecer que todos os doentes com dor crônica vão precisar, além dos medicamentos e intervenções que usualmente médicos prescrevem, outras técnicas de tratamento físico e psicológico”, acrescenta Hennemann.

“Também há bloqueios em que não são usados medicamentos e a radiofrequência. Baseada na avaliação feita, indicamos o momento correto e a técnica indicada para cada situação, para auxiliar o tratamento medicamentoso. O bloqueio da dor não necessariamente é feito em último caso, há alguns feitos no início do tratamento, às vezes até para diagnóstico. A escala não significa que ele terá que passar pelos analgésicos simples para depois ser submetido a um bloqueio, existem situações em que o paciente chega e é preciso fazer um bloqueio teste para o diagnóstico correto”, cita Stüker.


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