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Gratidão

Pais de gêmeas que trataram plagiocefalia querem agradecer e levar conhecimento

Lucas e Fernanda relembram o tratamento das filhas e se dizem eternamente gratos ao DC pela visibilidade do caso
09/07/2018 09:30 09/07/2018 09:30


Paulo Pires/GES
Lucas e Fernanda são gratos pela recuperação das filhas e por toda ajuda recebida
Hoje com 5 anos, as gêmeas Antônia e Vitória Passos de Morais vivem uma infância como qualquer outra criança: brincam muito e adoram mexer nos celulares dos pais. Mas a tranquilidade vista hoje na família de Lucas e Fernanda, que também têm Davi, 15, é relativamente recente. A história das meninas já foi notícia no Diário de Canoas, mas vamos relembrar por um motivo muito especial: a gratidão.

A duplinha de cabelos cacheados e bochechas fofas nasceu com plagiocefalia, espécie de achatamento no crânio. O tratamento para essa assimetria deve ser feito até 1 ano e meio de idade para que não traga problemas além da estética, como perda de campo visual e dificuldades de aprendizado. As irmãs tinham exatos 1 ano e meio quando finalizaram o uso do capacete fabricado nos Estados Unidos exclusivamente de acordo com as medidas de suas cabeças - isso após 8 meses. O objeto tinha a finalidade de moldar o crânio e, assim, eliminar sequelas. “O progresso é muito rápido porque a cabecinha é muito mole”, lembra Fernanda. Deu certo.

Hoje, os pais têm o desejo de agradecer a cada pessoa que ajudou a tornar real o sonho de ver as meninas curadas e, além disso, de proporcionar conhecimento. “A gente acha muito gratificante porque levamos com a nossa história informação a outras pessoas. Hoje o que a gente faz é isso: dá informação a quem não tem”, diz Fernanda.

A garra de pesquisar sobre o assunto, de fazer campanhas para arrecadar o valor necessário ao tratamento e de lutar pela saúde das pequenas dá a Fernanda o alívio do sentimento de dever cumprido. “Acho que as minhas filhas vão ter orgulho de ver o quanto eu lutei.”

A história das irmãs

Arquivo/GES
Irmãs foram destaque em outras ocasiões no DC
“Assim que elas nasceram - quando iam completar 7 meses, eu olhei a cabeça da Antônia e achei torta. Eu não conseguia entender como as pessoas não enxergavam”, conta a mãe. Quando a pequena completou oito meses, a cunhada comentou que também achava a cabecinha torta. Nessa hora, Fernanda soube que não estava equivocada em pensar que havia algo errado com a filha. Encontrou em São Paulo a confirmação do diagnóstico.
O médico Gerd Schreen, então, aconselhou os pais a levarem a outra filha ao consultório. Segundo ele, a probabilidade de ambos os bebês terem a doença era grande.
Dito e feito: Vitória também tinha plagiocefalia, mas em grau menor. Era hora das pequenas usarem o capacete, que agora apenas guardam a história de seus tratamentos e enfeitam bonecas que ganharam do médico.

As irmãs foram destaque no Diário de Canoas em várias ocasiões. A primeira vez em abril de 2014, quando a família nos procurou pedindo ajuda para pagar o tratamento. Fernanda se diz extremamente grata ao DC por toda ajuda recebida. “Ligamos pra vocês e contei minha história. A TV nos deu visibilidade, mas o jornal nos ajudou de fato. Para mim, vocês todos são vitoriosos com a gente.”

"Teve uma senhorinha que doou uma aliança"

Paulo Pires/GES
Fernanda se emociona ao agradecer por toda ajuda recebida
Lucas e Fernanda recordam que não tinham o dinheiro para pagar o tratamento de Antônia e Vitória - ao todo, cerca de R$ 40 mil - e que após a história ser contada no jornal receberam de presente a solidariedade de muitas pessoas. “Nos sentimos abraçados pelo carinho de pessoas que nem nos conheciam. A gente não podia pagar o tratamento e muita gente ajudou. Teve uma senhorinha que doou uma aliança”, diz Fernanda, emocionada. Ela também conta que a pessoa que comprou a joia doou uma quantia para contribuir.

A mãe ainda lembra de uma das doações mais curiosas. “Um dia, faltava mil reais para cobrir um cheque. Fui na dentista e ela me entregou uma caixinha e disse que era um presente para Antônia e Vitória. Dentro tinha R$ 2 mil.”

Doações e rifas

Não foram apenas desconhecidos que ajudaram. O casal viu jogadores da dupla Gre-Nal darem camisas para rifas e outros famosos, como a atriz Roberta Rodrigues, doarem valores para bancar os gastos. “Eu agradeço a todo mundo que nos ajudou. A gente tinha que correr contra o tempo e conseguimos. Mais de 60 famílias nos ajudaram. Graças a Deus a gente sempre tinha o dinheiro do cheque pré-datado”, completa Fernanda.





Diário de Canoas
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