Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Tá caro

O preço da gasolina ainda está assustando

Média de R$ 4,69 é maior que o litro cobrado antes da greve
13/06/2018 09:07 13/06/2018 09:08


PAULO PIRES
Preço médio: a maioria dos postos de Canoas cobra R$ 4,69 o litro da comum
Motorista de táxi há dois anos, Marcelo Bernardes diz que não tem sido fácil se manter na ativa. É que o trabalhador de 30 anos depende da gasolina. E se antes necessitava de R$ 30 para “ganhar o dia”, hoje acaba tendo de deixar R$ 50 na bomba diariamente. “Fiz o cálculo e estou gastando em média R$ 300 a mais por mês para rodar”, aponta. “Daqui a pouco eu vou estar pagando para trabalhar”, suspira. Pois é. Está complicado não só para o taxista. Se há um mês atrás o litro do combustível em Canoas era vendido a R$ 4,64, hoje a média é de R$ 6,69. Quer dizer, nem a greve fez a gasolina baixar o preço. Para se ter uma ideia do susto que os canoenses continuam tendo ao chegar na bomba, o preço médio, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), é de R$ 4,76, permanecendo como um dos maiores registrados na região metropolitana.

Queda de R$ 0,10 em alguns postos

Baixou a gasolina em Canoas. Calma, a notícia não é boa como você imagina. Acontece que até ontem, muitos postos cobravam R$ 4,79 o litro do combustível. Vários deles começaram a baixar R$ 0,10, ficando a R$ 4,69 o litro. No entanto, uma ronda feita por nossa reportagem revelou que tem muita gente cobrando entre R$ 4,75 e R$ 4,79 às margens da BR-116. Ou seja, é preciso pesquisar.

Cenário não deve mudar tão cedo, segundo economista

Economista e professor da Ulbra, Marcel Jaroski Barbosa pede paciência. Afinal, o cenário não deve mudar tão cedo. “Fazendo um comparativo, o Brasil está exportando lã e importando blusões. Hoje a Petrobras exporta nosso petróleo bruto e importa o refinado”, esclarece. “E isso significa um cenário que nem mesmo uma greve do tamanho desta que aconteceu consegue alterar”, avisa. “É preciso uma mudança radical na própria política do combustível”, adverte.

Para o economista, se a Petrobras continuar trabalhando visando interesses que não sejam os da população, toda a estrutura vai continuar pagando caro para funcionar. “A alta do combustível não funciona como o aumento do preço da laranja no mercado”, frisa. “A gente consegue viver sem laranja, mas toda a sociedade funciona a base do combustível. Todos são afetados de forma impactante.”

"O melhor mesmo é não sair mais de casa"

Aos 65 anos, Valdir Ribeiro está aposentado. O canoense mantém uma rotina de saídas curtas. Agora, se pudesse, nem tirava o “possante” de casa. “Com o preço que está a gasolina, o melhor mesmo é não sair de casa”, fala. “Só que como as pessoas precisam, elas acabam se sujeitando a pagar, mas o ideal era deixar o veículo na garagem.” O vendedor externo Augusto Neves, 37 anos, concorda. “Isso está assustador. Se continuar assim, antes do final do ano a gente vai estar pagando R$ 5 o litro”, reclama. “Só que paga quem precisa do carro.”


Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS