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Medo excessivo

Conheça terapias que auxiliam a vencer as fobias

Com intensas reações físicas e psicológicas, o Transtorno de Ansiedade de Fobia Específica precisa ser tratado
29/05/2018 10:28 29/05/2018 10:29

Eduardo Cruz/Eduardo Cruz/GES-Especial
Realidade virtual simula situações de medo extremo na companhia do profissional de saúde
Não é um filme de terror, é vida real mesmo, mas parece uma interminável novela de pavor todas as vezes que estas pessoas se aproximam daquelas circunstâncias que engatilham o pânico. Pode ser o alto de um edifício ou uma pequena aranha, a dimensão do medo é a mesma. Há quem chore, quem grite, quem trema, a fobia traz as mais inesperadas reações ao ser humano.

Eduardo Cruz/GES-Especial
Realidade virtual simula situações de medo extremo na companhia do profissional de saúde
Os psicólogos do NAP, Eduardo Wunsch e Carolina Antunes, explicam que a fobia surge quando o medo, sentimento importante para nossa sobrevivência, toma abrangências quase incontroláveis. “Temos, no nosso sistema nervoso, mecanismos de alerta e prontidão que avaliam as situações que possam de alguma forma, colocar em risco a nossa integridade física. Quando esta avaliação está distorcida em relação ao senso comum, o comportamento se torna desadaptado. É o caso da fobia. Quando a dimensão do medo é desproporcional à ameaça que o objeto ou situação fóbica oferece ao sujeito, a consequência disso é ele ficar com uma ansiedade exacerbada e/ou adquirir uma aversão extrema daquilo que ele teme”, destaca Wunsch.

Transtorno

“As fobias são classificadas como Transtorno de Ansiedade de Fobia Específica, as quais normalmente costumam ser de longa duração, pois provocam intensas reações psicológicas e físicas”, complementa Carolina. E neste cenário de ansiosos, nosso País se destaca. No Brasil, conforme levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2015, 18,6 milhões de pessoas viviam com algum transtorno de ansiedade.

O Brasil lidera na América Latina e no mundo este negativo ranking: 9,3% da população do País tem algum tipo de transtorno de ansiedade, taxa três vezes superior à média mundial. No Paraguai, a média é de 7,6% e, no Chile, 6,5%.

Tratamento

Divulgação/Divulgação
Eduardo Wunsch, psicólogo
Boa parte das fobias precisam de apoio de profissionais da saúde para que sejam eliminadas. Este profissional primeiro fará uma avaliação da história de vida do paciente e de sua fobia. “Existem algumas abordagens psicoterápicas que são mais usadas para o tratamento de fobias. A Terapia Cognitiva Comportamental é uma delas, por ter como propósito mudar a forma como o sujeito pensa sobre a situação ou objeto temido.

Técnicas de relaxamento, hipnose, psicoeducação e enfrentamento gradativo podem ser usados como suporte para o tratamento e têm bons resultados. O uso de medicação psiquiátrica, associado à psicoterapia, também pode auxiliar o paciente a se sentir menos ansioso durante o tratamento”, cita o psicólogo.

“Utilizamos também a metodologia da realidade virtual, que chega no Brasil, como um aliado ao tratamento de fobias, com mais de 20 anos de pesquisas nos EUA e Europa, mostra resultados significativos para vários tipos de fobia”, complementa Carolina. 

Realidade virtual auxilia a vencer o pavor

Divulgação/Divulgação
Realidade virtual simula situações de medo extremo na companhia do profissional de saúde
A tecnologia tornou-se também parceira na busca por melhorias a pacientes que sofrem com fobias. A novidade nesta área é o uso da realidade virtual, que simula situações de medo extremo na companhia do profissional de saúde. “É uma técnica já usada há 20 anos, inicialmente para tratamentos pós-traumáticos de ex-combatentes de guerra dos Estados Unidos. Antes estava restrita às universidades e centros de pesquisas, há poucos anos começou a fazer parte de outras tecnologias associadas à saúde, no campo da medicina, fisioterapia e agora na psicologia”, explica o diretor de tecnologias e sócio do NAP, Alexandre Frasson.

Com apoio de uma plataforma criada na Espanha, desenvolvida por psicólogos para psicólogos, os pacientes “passeiam”, com a ajuda de um óculos 3D, por cenários da vida real onde surgem, de forma controlada, o causador da fobia em cada um. “Existe uma metodologia adequada, não se expõe a pessoa na primeira sessão a situações do medo. Para quem tem medo de avião, por exemplo, o processo começa em casa, arrumando as bagagens, depois pegando um táxi. Isso pode levar seis, oito, dez sessões até chegar ao aeroporto e entrar no avião. O psicólogo pode simular ainda outras situações no meio, como turbulências, e, através do dispositivo de biofeedback, consegue fazer medições objetivas do nível de ansiedade do paciente”, destaca.

Frasson ainda acrescenta que as medições são objetivas e que ficam armazenadas no banco de dados. A partir deste histórico, o paciente pode acompanhar a evolução de suas reações diante daquilo que lhe causa pânico e sua resposta ao tratamento. “É uma técnica super positiva, pois não precisamos mais sair do consultório, a pessoa então se sente mais protegida, não se colocando tanto em risco sobre algo que ela tem pavor. E não é computador ou um videogame, quando a gente entra no sistema, consegue se dar conta que dá medo mesmo, gera certas ansiedades, mas é tudo controlado e vamos trabalhando o medo aos pouquinhos”, explica Carolina.

Mais comuns na região

Os profissionais entrevistados, sempre em contato com os demais colegas da região, fizeram um levantamento das fobias mais comuns na região. No topo da tabela, a amaxofobia, ou seja, o medo de dirigir. Outras fobias comuns nos consultórios da região são medo de altura (acrofobia), medo de locais fechados (claustrofobia), medo de agulha (aicmofobia), medo de animais e insetos, como por exemplo, o medo de aranhas (aracnofobia), medo de viajar de avião (aerofobia), medo de falar em público (glossofobia) e medo de escuro que persiste após a infância (escotofobia). “Casos que até então são considerados raros, mas que hoje estão se tornando comuns nos meus atendimentos são da coulrofobia, o medo de palhaço”, conta Carolina.

Os psicólogos ainda lembram que um paciente pode desenvolver outras fobias. “Pacientes com algum tipo de transtorno de ansiedade, seja ele a fobia específica, têm grandes chances de apresentar comorbidade com outras doenças, que é a existência de duas ou mais doenças em simultâneo na mesma pessoa. As comorbidades mais comuns são os demais transtornos de ansiedade, os transtornos depressivo e bipolar, os transtornos relacionados a substâncias e os transtornos da personalidade (particularmente transtorno da personalidade dependente)”, cita a psicóloga.

Como surgem?

Alguns pacientes não conseguem detectar de onde surgiu a fobia e outros preferem nem tocar no assunto, para não relembrar alguma experiência traumática. O surgimento desta aversão exagerada, porém, pode não estar ligado ao passado do paciente. “O aparecimento de uma fobia pode se dar de várias formas. Desde uma experiência negativa no início do curso da vida, como uma mordida de cachorro quando o sujeito ainda era criança, até numa viagem de avião onde ele passou por uma grande turbulência associada a uma forte apreensão. Mas nem sempre a fobia está diretamente ligada a uma vivência traumática.

O sujeito pode ter ouvido falar ou assistido na TV sobre pessoas que foram atingidas por descargas elétricas em tempestades e desenvolver um medo intenso toda vez que um temporal é anunciado. Além disso, a pessoa pode aprender a ter medo de algo pela convivência com outra pessoa que tem algum medo específico e se comporta de determinada maneira em relação a ele”, lembra Wunsch.

Fobia é doença?

Sim! E, portanto, precisam de atendimento psicológico. Algumas pessoas acreditam que basta encarar por uma vez o mal para que seja esquecido de vez, porém a ação pode prejudicar o paciente e até aumentar o trauma. “Estamos diante de várias fontes de informação, muitos pacientes já chegam ao consultório com o diagnóstico pronto, realizado pela Internet. 

A ajuda profissional é a mais indicada para resolver esse problema, com o tratamento adequado, pois o sofrimento de pessoas com fobias é grande e, nem sempre, conseguem vencer sozinhas”, informa Carolina.

Para os casos mais brandos, é possível se arriscar diante do medo sozinho, mas sempre de maneira gradual. “Para vencer uma fobia sozinho, o sujeito deve estar disposto a enfrentar o objeto ou a situação temida. Pode parecer difícil no primeiro momento, se o nível de ansiedade ultrapassar a sua capacidade de controlar os sintomas.

Dependendo da fobia é possível fazer um enfrentamento gradativo, permitindo que a ansiedade e o medo fiquem em níveis suportáveis. Assim, vai se acostumando e aprendendo a lidar melhor com a sua fobia”, ressalta Wunsch.

Nomofobia, a fobia de ficar sem celular

Uns o tratam como melhor amigo, outros já consideram alguns minutos de ausência uma verdadeira tortura. Milhões de pessoas, aproximadamente 10% dos internautas pelo mundo, já sofrem de “nomofobia”, termo originário do inglês para “no-mobile-phobia”, ou seja a fobia de ficar sem celular (ou por um período sem Internet no smartphone). O Instituto Delete, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, promove um trabalho de ajuda aos dependentes da tecnologia, com atendimento gratuito para os brasileiros que precisam de um detox (desintoxicação) digital.

Como já se tornou comum o uso constante da tecnologia, os riscos da nomofobia muitas vezes são subestimados, mas há quem tenha danos emocionais, psicológicos e até físicos. A auxiliar de produção Lucélia Paes precisou ser internada numa clínica para tratar do problema: “Eu ficava mexendo com os dedos, imaginava o celular no meu bolso. Eu imaginava o celular embaixo do meu travesseiro”, conta.

Com Agência Brasil


Diário de Canoas
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