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Educação

Só ficaram as memórias da Escola Julieta Balestro

Cerca de 90% dos alunos já foram realocados, segundo a prefeitura
16/05/2018 10:42 16/05/2018 10:43


Paulo Pires/GES
Julieta Balestro: Escola continua interditada por problemas técnicos
Claudia Farias é química. Porém, a trabalhadora está afastada da profissão há três anos. Deixou o trabalho para cuidar dos filhos gêmeos. Os dois meninos eram alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Julieta Balestro, interditada desde a semana passada. Agora, ela e as crianças estão se adaptando a uma nova realidade em uma instituição no bairro São Luis. “Isso aconteceu bem quando eu me senti segura para voltar ao mercado de trabalho trabalhar”, lamenta. “A situação está difícil para todo mundo e estou precisando voltar a trabalhar, mas agora vamos ter que se adaptar.”
Claudia conta que tanto ela quanto outras mães de estudantes da Julieta Balestro só ficaram com as memórias da qualidade da escola. Afinal de contas, quando se trata dos pequenos, não dá para brincar. Ela não reclama do trabalho feito pela Prefeitura de Canoas ao realocar seus meninos, mas gostaria que existisse uma escola igual a Julieta“O envolvimento da comunidade e dos pais era enorme ali. Teve gente que comprou ar condicionado; outros limparam e pintaram tudo”, aponta. “Ficou só a saudade.”

Quase todo mundo dentro da sala de aula

Responsável pela Diretoria de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação (SME), Lisandra do Amaral aponta que aproximadamente 90% dos 179 alunos da Escola Julieta Balestro já foram realocados para outras instituições. “Ninguém vai ficar sem sala de aula”, garantiu. “Nos empenhamos bastante para realocar os alunos de acordo com as necessidades de cada uma das famílias”, esclarece. “Todo mundo conversou com a gente individualmente.”

Só no norte do País

A Câmara de Vereadores está acompanhando todo o processo de transição dos alunos da Julieta Balestro. Os vereadores montaram até uma Comissão Especial para trabalhar junto a comunidade no caso. Integrando a comissão, o vereador Aloisio Bamberg (PCdoB) disse ter ficado estarrecido ao saber da situação em que estava a instituição.
De acordo com o vereador, um estudo comprovou que a escola foi construída com uma espécie de “gesso” que só funciona mesmo no norte e nordeste do País. “É um material que funciona muito bem lá para cima, mas que não funciona aqui por causa da nossa umidade”, explica. “Aí o tempo passou e as paredes e o teto começaram a se soltar. Aquilo era um perigo.”

Á Procura de um novo espaço

Tal qual foi acordado com os pais e responsáveis pelos alunos da Escola Julieta Balestro, a administração municipal continua procurando por um espaço para substituir a instituição interditada. Só que isso pode levar um bom tempo, já que, depois de escolhido o local, serão necessárias obras para adaptá-lo aos estudantes.



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