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Motores
Impressões ao dirigir

O trovão azul

Roncando alto, motor V8 de 466 cv anuncia a chegada em grande estilo do Ford Mustang. Confira como foi o teste deste lendário cupê na pista do Velopark
18/05/2018 12:15 18/05/2018 12:21

Diego da Rosa/GES
Na dianteira, emblema do cavalinho se destaca de longe

Quando o acelerador é pressionado com suavidade, o Mustang é como um lutador de MMA vestindo terno durante as entrevistas: polido, educado, tranquilo. Mas quando se pisa fundo, pode ser comparado ao guerreiro que entra no octógono: é pancadaria pura. A maneira agressiva com que os 466 cv e 56,7 kgfm de torque do V8 5.0 chegam às rodas traseiras passam uma mensagem muito clara ao motorista: é melhor respeitar esse carro.

Depois de andar no cupê durante seu lançamento nacional à imprensa, dia 4 de abril em Interlagos, no dia 11 de maio foi a vez de testá-lo no Velopark, em Nova Santa Rita. A chuva que começou a cair no final da manhã deixou o asfalto liso como sabão. Mesmo assim, foi possível chegar aos 160 km/h na reta, mas nas saídas de curvas bastava exagerar só um pouquinho na aceleração para o carro sair de traseira e rodar. Isso porque o modo Pista desabilita parcialmente os controles de tração e estabilidade. Combinado ao asfalto liso e à tração traseira, é diversão na certa. Ao mudar para a opção Neve/Molhado, tornou-se muito mais civilizado. Esse é, inclusive, o modo mais adequado para dirigir nas ruas com mau tempo.

Camaro, o eterno rival

As comparações com o eterno rival Chevrolet Camaro são inevitáveis. Ambos têm quase a mesma potência e torque (no Chevrolet, o V8 6.2 desenvolve 461 cv e 62,9 kgfm), mas a forma nervosa como esses números chegam às rodas traseiras torna o Mustang mais endiabrado. Entretanto, para extrair toda a sua esportividade, é preciso ter boa experiência. A fábrica aponta aceleração de 0 a 100 km/h em 4,3 s e máxima limitada eletronicamente a 250 km/h. No Camaro, esses números são de 4,2 s e 250 km/h, respectivamente. Na questão preço, o Mustang sai mais ‘‘barato’’ que o rival: R$ 299 mil, contra R$ 310 mil.

De qualquer maneira, o Mustang tem uma dirigibilidade mais refinada e os seis modos de direção consistem em um importante diferencial para quem curte levar o carro para a pista de vez em quando. No Velopark, o som do V8 mais parecia um trovão rasgando as retas, instigando a acelerar mais e mais. O carro tem tanta personalidade que quase se sobrepõe à própria marca Ford. Prova disso é que há um único emblema oval azul, localizado na parte central superior do para-brisa.

Visual inconfundível

Diego da Rosa/GES
Desempenho nas curvas é digno de um supercarro

O capô baixo com saídas de ar e grade redesenhada, com ângulo negativo, formam o chamado “nariz de tubarão”. Tecnologia LED está presente nos faróis, faróis de neblina e piscas, bem como nas luzes de assinatura de três barras que lembram as “guelras” do tubarão. Por isso, não há como confundir o Mustang com outro esportivo. Como ainda há poucas unidades rodando por aí, o carro chama muito a atenção nas ruas, tanto quanto um disco voador. A carroceria cupê mede 4,79 m de comprimento, 2,72 m de entre-eixos, 1,92 m de largura e 1,38 m de altura. Essas proporções é que dão a sensação de um carro comprido, largo e baixo, resultando em um coeficiente de 0,35 (Cx).

Rodas aro 19’’

Diego da Rosa/GES
Na hora de parar, os freios Brembo são imbatíveis

Rodas são aro 19’’ e usam pneus 255/40 na dianteira e 275/40 na traseira. Na hora de parar, lendários freios Brembo usam discos de 15’’ para dar conta do recado.

Escapamento Ativo altera o som

Não é preciso acelerar muito para que o cupê ecoe um rugido que faz o motorista se sentir no filme Dias de Trovão (1990), em que Tom Cruise pilota na Nascar, ou no helicóptero do seriado O Trovão Azul (1983). A grande responsável é a válvula ativa de escapamento, que mobilizou um time inteiro de especialistas de áudio. O sistema é controlado por computador e abre válvulas – como um saxofone ou órgão de tubos – para adequar o som do carro ao gosto do proprietário. São quatro níveis selecionados por uma tecla no console: Normal, Esportivo, Pista e Silencioso, esse último conhecido também como modo “bom vizinho”, pois permite estabelecer uma faixa de horários em que o motor será ligado de forma silenciosa.


Interior ao estilo cockpit

Diego da Rosa/GES
Bons materiais de acabamento são utilizados de forma intensiva no interior

O volante de três raios e o visual do painel – feito com materiais emborrachados e muito alumínio – são fortemente inspirados no primeiro Mustang, lançado em 1964. Mas só o visual é nostálgico, já que o carro reúne tecnologias semiautônomas, como piloto automático adaptativo, alerta de colisão com assistente autônomo de frenagem e detecção de pedestres, assistente de frenagem de emergência e sistema de permanência em faixa com detecção de fadiga. No lado do passageiro, há um emblema com o nome do carro.

Painel digital e configurável

Outro componente que denota a modernidade é quadro de instrumentos, que consiste em uma tela digital de 12’’ totalmente configurável. Ao centro, está a tela de 8’’ da central multimídia Sync 3, abrigando também os comandos do ar-condicionado e botões em alumínio, um dos quais para definir o modo de condução. Freio de mão é tradicional, para o dia em que o motorista quiser dar um ‘‘cavalo-de-pau’’. No porta-malas, cabem ótimos 382 l (no Camaro, são 208 l), mas banco de trás é apertado e comporta apenas crianças.

Terceira geração do motor Coyote V8

Diego da Rosa/GES
''Veoitão'': imponente no visual e no ronco

O Mustang é fabricado em Michigan, Estados Unidos, mas o motor é produzido do outro lado do lago, no Canadá. Com bloco em alumínio, pesa apenas 220 kg. Os 466 cv são atingidos a 7.000 rpm, enquanto o torque máximo de 56,73 kgfm chega a 4.625 rpm. Porém, 82% dessa força já está disponível a 2.000 rpm. Além de ter duplo comando de válvulas variável Ti-VCT, vem com sistema de alimentação de combustível que combina injeção direta (para momentos de maior desempenho) e indireta (para economia).

Câmbio de 10 marchas está à altura do modelo

Diego da Rosa/GES
Trocas rápidas neste câmbio automático tradicional

Os ‘‘puristas’’ sempre defendem que deveria haver uma opção de câmbio manual. Ocorre que a transmissão automática de 10 velocidades trabalha com muita rapidez e suavidade. E o que é melhor: nunca engata a marcha errada. A 80 km/h, na décima marcha, o motor gira a apenas 1.500 rpm, o que faz com que a economia possa atingir níveis impensáveis. Em um trecho de 40 km de estrada, o computador de bordo marcou 11 km/l. E isso que não tem o sistema que desliga 4 cilindros em velocidade de cruzeiro, como o existente no Camaro. Nos momentos de ‘‘pauleira’’, entretanto, o consumo caiu para 3 km/l. A média geral ficou em excelentes 7 km/l.

Seis modos de condução

São seis modos de condução para cada tipo de pista: Normal, Esportivo, Pista, Drag (para arrancadas rápidas), Neve/Molhado e MyMode (possibilita gravar sua combinação personalizada, selecionando os ajustes da direção, ruído do escapamento e controle de tração). Em todos eles, são ajustados automaticamente os parâmetros de velocidade das trocas de marcha, resposta do acelerador, ajuste de direção, atuação dos freios ABS, controles de estabilidade e de tração e suspensão adaptativa. Dispositivo Line Lock trava as rodas dianteiras para aquecer os pneus traseiros, fazendo muita fumaça (“burnout”) por até 15 s. Com 1.783 kg, sua relação potência/peso de 0,268 cv/kg.

Diego da Rosa/GES
Tecnologia: faróis em LED


Diário de Canoas

Motores

por Adair Santos
abcmotores@gruposinos.com.br

Gasolina na veia - O tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet sempre alardeava que nas suas veias não corria hemoglobina, e sim gasolina. Uma anomalia genética que atinge milhões de pessoas no mundo e, pelo jeito, não tem cura. Jornalista há 15 anos, Adair Santos é um desses anormais que literalmente respiram tudo que diz respeito a veículos. Editor do caderno Motores, que circula semanalmente às quartas-feiras no Jornal NH, Jornal VS e Diário de Canoas, é apaixonado por carros, motos e aviões - ou seja, tudo o que tem motor, exceto a maquininha de obturação do dentista. Motores invade a rede - Os carros recém-lançados, aqueles protótipos bizarros que talvez nunca cheguem às ruas, dicas úteis sobre veículos e testes exclusivos. Além da versão impressa, que circula semanalmente às quartas-feiras no Jornal NH, Jornal VS e Diário de Canoas, agora as notícias sobre veículos contam com este importantíssimo espaço virtual para serem divulgadas. Não deixe de participar mandando sugestões e, quem sabe, até um flagrante fotográfico de um veículo que ainda está em fase de testes e futuramente vai ser fabricado no Brasil. Eu e minha máquina - Se você tem orgulho da sua máquina, seja ela um carro antigo ou novo, motocicleta, um triciclo ou até bicicleta, envie sua foto. Junto, informe seu nome completo e idade, cidade onde reside, telefone para contato, marca, modelo, ano de fabricação do veículo e desde quando tem ele na garagem. Mas atenção: não vale mandar só a foto do carro ou moto, você também tem que aparecer na imagem. Então, mãos à obra: passe uma cera na lataria, um gel no cabelo e faça o registro fotográfico.

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