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Segurança do trabalho

Sindicato aponta 35 mortes de operários em oito anos na Região Metropolitana

Sindicato aponta 35 mortes de operários em oito anos na Região Metropolitana
16/04/2018 08:37 16/04/2018 08:41

Em 28 de abril registra-se o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho. Em pleno Abril Verde de alerta sobre a segurança do trabalhador o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil (STICC) divulga dados preocupantes: de 2010 a 2018 foram registradas 35 mortes de operários na Região Metropolitana. Além do drama para as famílias que perdem um ente querido, o descuido ou o descompromisso com os equipamentos e ações de segurança geram milhões em ações trabalhistas e multas.
Prevenir é sempre melhor que remediar. De acordo com a fiscal do STICC em Canoas, Jaqueline Marques são geradas, em média, 40 notificações no município. “Nos cabe solicitar as adequações, caso contrário, a demanda é recebida pelo Ministério Público ou Ministério do Trabalho”, aponta. “Em alguns casos, a obra acaba embargada.” A entidade possui 100 associados.

Irregularidades
A estimativa em Canoas é de 10 construtoras de grande porte e 50 pequenas, em geral, atuando como terceirizadas. Não é raro flagrar operários atuando em altura sem cinto, sem o conhecimento das normas de segurança, sem capacete ou botina. “Houve o caso de um trabalhador que caiu de altura, estava de chinelos, prendeu o pé e teve que amputá-lo”, alerta a fiscal. “Outro, sem capacete, foi atingido por uma ‘pastilha’ e teve comprometimento sério.” Jaqueline salienta que muitas empresas acreditam economizar ao não fornecer as condições adequadas exigidas pela legislação, mas os custos decorrentes de um “sinistro” geram prejuízo ainda maior.

A visão preventiva é compartilhada pelo diretor-comercial da Marconi Soluções em Segurança do Trabalho Leandro feistauer Renz. Acompanhe a entrevista:

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Leandro feistauer Renz, diretor-comercial da Marconi Soluções em Segurança do Trabalho

Diário de Canoas - A cultura da prevenção está madura nas empresas?
Se é difícil conscientizar os empresários ocorre o mesmo com o trabalhador. Plano de saúde, seguro de veículo, por exemplo, previnem um dano, mas a grande dificuldade é fazer os clientes entenderes que sempre que fizerem prevenção ganharão dinheiro. É o desafio.

Diário de Canoas - Onde a situação é mais complicada?
O médio e o grande geralmente estão bem, cumprem as exigências legais e têm um núcleo de segurança. Do médio para o pequeno ainda tem muito desconhecimento no mercado, os empresários erram por falta de informação. Apostamos nos workshops: não tem outro jeito, temos que educar o mercado. Alguns empresários delegaram a função da pasta da segurança sem uma boa escolha de profissional, o que gera um colaborador acidentado e passivo trabalhista. Há o caso de uma empresa de 200 funcionários que tem uma ação na Justiça que pode gerar R$ 12 milhões de multa, teria que fechar.

Diário de Canoas - Como se precaver?
É preciso avaliar os riscos e ter uma equipe competente. Temos um escritório de advocacia parceiro, aí entra o aspecto de análise do grau de risco jurídico do cliente. Por que ele está usando determinado EPI, quem te disse que é o adequado? Por exemplo: a mão que manipula um solvente precisa de luva de borracha, mas preciso saber qual o solvente, qual a luva. Vamos estudar e emitir um laudo. Isso é muito importante até no caso de algo mais grave ocorrer, pois o empresário terá uma defesa eficiente. E o trabalhador estará menos exposto a riscos desnecessários.


Diário de Canoas
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