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Mauro Blankenheim

Oh là là!

"A famosa u lá lá, de forma aportuguesada, define o meu espanto pela aparente inexorável prisão do ex-presidente"
08/04/2018 07:00

Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

A semelhança fonética da expressão título com o mote da vitoriosa campanha Lula lá, à Presidência da República, cai como uma luva para definir a dicotomia que se instala sobre o tema a 36 horas da publicação desta coluna, com sintomas que se desenrolam em velocidade não jurídica.

A famosa u lá lá, de forma aportuguesada, define o meu espanto pela aparente inexorável prisão do ex-presidente, que soa como um fio de esperança no coração de milhões de brasileiros, esperança já entregue ao aleatório, faz tempo.

Os franceses usam o mesmo termo para definir preocupação, o que me assola desde já, porque dada a suposta resistência oferecida pelo petista, não se sabe que tipo de força, caso necessário, seria usada para despregá-lo do sindicato no ABC paulista, onde se encontrava aquartelado (sic), para trasladá-lo até a cela de Estado Maior especialmente produzida em Curitiba para abrigá-lo.

Lula tinha dois caminhos: ou se entregaria doucement, bancaria o Mandela e ressurgiria impávido em pouco tempo, dias, semanas ou meses talvez, com a chancela do povo, para qualquer cargo que o seu nariz apontasse,desde que a ficha fosse aprovada no TSE. O outro é mais heterodoxo: pegaria o jatinho de alguém que tenha super “auxiliado” durante o seu período à frente do País e pediria asilo em Havana para o Raul. Ou na Venezuela para o Maduro, ambos por aderência ideológica.

Lula perdeu uma grande oportunidade de ser imortalizado como estadista. O seu primeiro governo, escolhido inclusive por um número substancial de eleitores de centro e de direita, marcou época. Obama lhe rendeu loas ao chamá-lo de O cara, quando da sua reeleição. Mas, de ânimo dobre, jogou tudo pra cima e deixou-se levar pelo efeito manada que segundo a série O Mecanismo comanda toda a gestão do sistema político-administrativo nacional. Ao indicar Dilma e apoiá-la, correu riscos impensáveis para quem um dia imaginou voltar à ribalta do poder e se via intocável, tanto assim que foi preciso uma versão brasileira de Eliot Ness para conduzi-lo ao xadrez. Tal qual Al Capone, o histórico gângster preso pela Receita Federal dos EUA, Lula não foi capturado por seus grandes crimes, como estourar a maior empresa brasileira ou sugar valores voluptuosos de todos os fornecedores com vantagens para seu plano de dominação, mas por um simplório triplex no Guarujá, chapado de indícios.

Em lugar de festejar, a cepa conservadora do povo brasileiro que torcia pela condenação, deve refletir sobre os reais ganhos que o sistema democrático de votação livre trouxe para a nação. Até porque a outra parte chora copiosamente pela metamorfose de mais um ídolo do Executivo em um mito do faz de conta.


Diário de Canoas
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