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África do Sul

Morre Winnie Mandela, ex-esposa de Nelson Mandela e ativista

Winnie foi uma das mais importantes figuras da luta contra o apartheid
02/04/2018 17:17 02/04/2018 17:41

Alexander Joe/Alexander Joe/AFP
Winnie com Nelson Mandela
Winnie Mandela, ex-esposa do primeiro presidente sul-africano negro, Nelson Mandela, faleceu nesta segunda-feira (2) aos 81 anos. A informação foi confirmada à imprensa pelo hospital Milkpark, de  Joanesburgo, na África do Sul.

"Ela faleceu em decorrência de uma longa doença, pela qual foi hospitalizada várias vezes desde o início do ano. Partiu em paz no início da tarde desta segunda-feira, cercada por sua família", acrescentou a nota.

Winnie Madikizela Mandela, que foi uma das mais importantes figuras da luta contra o apartheid, brigou valentemente conta o regime e sacrificou sua vida pela liberdade da África do Sul.

O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa saudou na televisão a memória de quem encarnou a "voz do desafio e da resistência".

O Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), na linha de frente da luta contra o regime segregacionista, homenagegou uma mulher que "simbolizava a força, a resistência e uma apaixonada eterna da liberdade".

O ex-arcebispo anglicano e prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu afirmou que Winnie Mandela, foi um grande símbolo da luta contra o regime racista do apartheid. "Ela se negou a ceder ante a prisão do marido, a perseguição contínua a sua família por parte das forças de segurança, as prisões, as proibições", afirmou.

A história


O percurso de Nomzamo Winifred Madikizela Zanyiwe, conhecida sob o nome de "Winnie", é indissociável do primeiro presidente negro da África do Sul, com quem foi casada por 38 anos, incluindo os 27 que ele esteve na cadeia.

Nascida em 26 de setembro de 1936, na província de Cabo Oriental (sul), de onde Nelson Mandela também é natural, obteve diploma universitário em Serviço Social, uma exceção para uma mulher negra na época.

Seu casamento em junho de 1958 com Nelson Mandela - ela com 21 anos e ele, divorciado e pai, com quase 40 - foi rapidamente perturbado pelo engajamento político de seu marido.

A jovem assistente social foi, então, alvo de intimidações e pressões. Viu-se presa, forçada a ficar em casa, banida em um vilarejo distante do mundo, onde sua casa foi alvo de dois ataques a bomba.

Logo depois do casamento, Nelson Mandela passou à clandestinidade. Deixada sozinha com suas filhas após sua prisão em agosto de 1962, Winnie manteve viva a chama da luta contra o regime racista branco.

Quando Nelson Mandela deixou a prisão em 1990, a "mãe da nação" caminhou de mãos dadas com seu marido. O casal foi recebido por dezenas de milhares de partidários.

Com a abolição das leis do apartheid e, em 1994, a eleição de Nelson Mandela, a primeira democrática no país, sua esposa entrou para o governo. Nomeada vice-ministra da Cultura, acabou demitida por insubordinação um ano depois.

Durante os anos de prisão de seu marido, Winnie se cercou de um grupo de jovens, formando sua própria guarda, o "Mandela United Football Club" (MUFC), com métodos particularmente brutais na luta contra o apartheid.

Em 1991, foi considerada culpada de cumplicidade no sequestro do jovem ativista Stompie Seipei. Winnie foi condenada a seis anos de prisão, uma sentença mais tarde comutada para uma multa simples.

Seu discurso violento e as acusações de assasinato a afastaram do marido, e o casal se divorciou em 1996.

Em sua morte em 2013, Nelson Mandela, que havia se casado com Graça Machel, não lhe deixou nada. Winnie então iniciou uma batalha para recuperar a casa da família em Qunu (sul). Recentemente, a Justiça rejeitou seus pedidos.

Uma de suas últimas aparições públicas foi na última conferência do ANC em dezembro em Joanesburgo, onde foi recebida com aplausos.

Poucas semanas depois, foi hospitalizada com uma infecção renal e fadiga. Dez dias depois recebeu alta, antes de voltar a ser internada no último fim de semana.


Diário de Canoas
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