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Polícia

Facção planejava matar juízes e policiais do Vale do Sinos

Facção também é acusada do assassinato de agente do Case em Novo Hamburgo
08/03/2018 07:13 08/03/2018 07:13

Polícia Civil/Divulgação
APREENSÃO: fuzil, pistolas, coletes balísticos e celulares
Uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas e assaltos, liderada por um preso da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), se preparava, segundo a Polícia, para executar dois juízes, um delegado e um comissário do Vale do Sinos. Outra ordem era libertar o chefe do bando no caminho de uma audiência judicial.

O plano foi descoberto e frustrado pela 2ª DP de São Leopoldo, que prendeu 12 membros da facção desde o mês passado, com arsenal de armas e 100 quilos de maconha. Os últimos dois foram capturados na quarta-feira (7). Um deles confessou envolvimento na execução de agente do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Novo Hamburgo, em janeiro. “É a única meta que, infelizmente, conseguiram cumprir”, observa o delegado da 2a DP, Rodrigo Zucco.

Rigor

Para o delegado, a mentalidade do grupo criminoso, inspirada em ações de facções do centro do País como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), representa uma afronta às instituições e deve ser reprimida com rigor. “É preocupante o fato de facções que estão sendo combatidas pela prática de crimes quererem se voltar contra as autoridades, sejam policiais ou membros do Poder Judiciário. E isso requer medidas extremas como forma de resposta, que é o que fizemos, tanto é que temos 12 preso.

O suposto mandante 

O cérebro do plano, conforme Zucco, é Márcio fabiano de Carvalho, o Gordo Márcio, detento da Pasc com mais de 50 anos de condenações. É apontado como chefe do tráfico em boa parte de São Leopoldo, com ramificações em outras cidades, e ligado à facção Os Manos. “Ele foi transferido em 2016 para Rondônia, onde conviveu com o PCC e CV, e voltou enlouquecido aqui para o Estado.” Para Zucco, o presidiário formou um grupo de extermínio para colocar em prática as execuções. “Atraiu parceiros dos Manos de outras regiões do estado, para que não fossem reconhecidos por aqui.”

O plano começou a ser desarticulado na noite de 8 de fevereiro, com a prisão de cinco no bairro Feitoria, em São Leopoldo. “Eram três criminosos de Caxias do Sul, um de Rio Grande e um menor de São Leopoldo, filho de um ladrão de banco preso em Caxias.” na operação, os agentes descobriram os planos de execuções e de resgate de Gordo Márcio, que prestaria depoimento na semana seguinte. “Diziam que tinham mobilizado 30 homens para libertar esse criminoso. Está tudo claro nos celulares.” Foram ainda apreendidos um fuzil 556, quatro pistolas, cinco coletes balísticos, dois carros clonados, vários potes de miguelitos e 80 quilos de maconha.

Dias depois foram presos um casal na Boa Saúde, em Novo Hamburgo, com dez quilos de  maconha e um colete; três homens no Centro de Sapiranga com dois carros clonados e mais dez quilos de maconha, e um jovem no bairro Campina, em São Leopoldo, com um veículo clonado. Ontem, além da prisão do réu confesso da execução do agente do Case, foi capturado outro na feitoria por envolvimento no grupo, com vários antecedentes criminais. A maioria dos nomes não é revelada, segundo o delegado, para não prejudicar a investigação.

Mensagens

Zucco revela que, em oito celulares apreendidos com os acusados, havia várias mensagens entre Gordo Márcio e membros da quadrilha. “O conteúdo é bem claro. Era para resgatá-lo e executar agentes públicos. Também se vangloriavam do assassinato do agente do Case.” Em uma das  mensagens, um criminoso escreve: “Olha o que a gente fez”, expondo reportagens sobre a morte do agente do Case.  Em outra, faz um desafio: “Chega de não matar polícia. Está na hora de matar polícia.”

Saiu do presídio e foi executar

Capturado na manhã de ontem em casa, no bairro feitoria, em São Leopoldo, Dieison rech, que estava com preventiva decretada pelos planos de morte, acabou confessando envolvimento na morte do agente do Case Hadylson Padilha, 51, executado a tiros no carro, quando recém havia terminado o expediente na instituição hamburguense, no bairro Canudos, por volta das 19 horas de 27 de janeiro, um sábado.

Rech saiu um dia antes do Presídio Central de Porto alegre. “nos disse que estava na galeria dos Manos e que, ao sair, recebeu a missão de fazer ‘essa mão’ no Case. alega que não atirou. Que só levou dois companheiros lá, mas sabemos que foi ele quem disparou contra o agente. Também declarou que não recebeu nada pela missão, pois, como é dos Manos, tem a obrigação de trabalhar pela facção.” a Polícia apura se Padilha era alvo, ou se a ordem era matar o primeiro servidor que saísse do Case. O motivo seria o descontentamento do detento com o tratamento recebido por internos membros da quadrilha

Magistrados andam com segurança

Por questões de segurança, os nomes dos juízes e policiais não são revelados. O Tribunal de Justiça providenciou segurança aos magistrados. O delegado e o agente estão tomando “cuidados especiais”. “Está formalizado no inquérito que pretendiam matar juízes, além de um delegado e um agente que prenderam membros do grupo”, declara Zucco. Ele acrescenta que os criminosos mencionam ainda terem participado da morte de um brigadiano em São Leopoldo, que seria o soldado José Rodrigo Viegas Gomes, 33, executado a tiros na noite de 3 de fevereiro, na frente de um mercado no bairro Duque de Caxias.



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