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Desigualdade

Mulheres ganham até 38% menos que homens na mesma função

Desigualdade é registrada em todos os setores, mostra pesquisa
08/03/2018 09:15 08/03/2018 09:17

Mulheres podem ganhar até 38% menos que colegas homens que atuam na mesma função, segundo estudo elaborado pelo site de anúncios de empregos Catho. O levantamento revela que a desigualdade salarial ocorre em todos os setores e entre trabalhadores com diferentes níveis de instrução.

A pesquisa foi feita com 7.957 profissionais. A maior disparidade, de 38%, foi registrada entre consultores e consultoras. Enquanto os homens recebem, em média, R$ 5.456,64 para desempenhar a função, as mulheres ganham R$ R$ 4.091,50. Em geral, a discrepância tende a ser maior nas maiores faixas salariais. A diferença entre remunerações de presidentes, diretores ou gerentes, por exemplo, chega a 31,84%. Nos cargos que pagam menos, a desigualdade é menor, mas persiste: entre assistentes, chega a 8,22%.

Quando a divisão é feita por escolaridade, a maior desigualdade também é observada entre os mais qualificados. Mulheres que têm MBA, por exemplo, ganham cerca de R$ 5.811,80, pouco mais que a metade do que ganham os homens com o mesmo nível de instrução (R$ 10.106,18).

Na avaliação da Catho, autora do estudo, houve avanços na redução das desigualdades, mas ainda há desafios. "O maior acesso à educação superior influenciou bastante na redução da desigualdade. A internet também tem papel de peso nesse processo, já que permite mais informação e contato com outras mulheres. No entanto, as diferenças ainda são significativas e a verdade é que estamos longe da equiparação salarial, como podemos observar na pesquisa. Em especial quando percebemos que elas ainda ganham menos que eles em todas as áreas de atuação consultadas", ressalta Kátia Garcia, gerente de relacionamento com cliente da Catho, em comunicado, destacando a importância de políticas de equiparação salarial nas empresas.

No Brasil, renda da mulher é 75% da do homem

Por lei, trabalhadores devem receber o mesmo salário de colegas que desempenham a mesma função. O artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê a equiparação salarial. No entanto, a disparidade entre gêneros é estrutural.

Estudo divulgado no ano passado pelo Fórum Econômico Mundial indicou que serão necessários 217 anos para que mulheres tenham o mesmo salário que os homens. No Brasil, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, mulheres ganham, em média, 75,4% do que os homens ganham. O número é do quarto trimestre do ano passado. Em 2012, quando a pesquisa começou, essa proporção era um pouco pior, de 74,1%.

A desigualdade também é generalizada entre as regiões do país. No fim do ano passado, o rendimento das mulheres equivalia a menos de 80% que o dos homens em 11 estados, além do Distrito Federal. A maior disparidade foi registrada em São Paulo, onde homens recebem R$ 3.326 e as mulheres, 65,8% desse valor, R$ 2.189.


Diário de Canoas
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