Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Domingos Martins, 400 - Centro - Canoas/RS - CEP: 92010-170
Fones: (51) 3462.7000 - Fax: (51) 3462.7007

PUBLICIDADE
Desenvolvimento

Conheça os traços que podem indicar autismo nas crianças

Psicóloga ressalta que diagnóstico não deve ser fechado antes dos 18 anos
15/02/2018 10:42 15/02/2018 10:42

Design_Miss_C/Pixabay
Transtornos do Espectro Autista (TEA) acusam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e no comportamento social da criança
O melhor jogador de futebol do mundo, Lionel Messi, e o co-fundador da Microsoft e inventor do Windows, Bill Gates, são exemplos de que não dá para subestimar quem recebe o diagnóstico de autismo.

Também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), ele acusa problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e no comportamento social da criança. Quem ainda não sabe muito sobre o tema poderá sanar dúvidas com as psicólogas Fernanda Momberger e Magali Camargo Machado e o pediatra Renato Santos Coelho.

Em janeiro, os especialistas participaram do programa Divas do Ar, da Rádio ABC, onde abordaram sintomas, os traços, o diagnóstico, buscas de auxílio e como lidar com crianças que apresentam algum traço do TEA. Segundo Fernanda, na infância não se costuma fechar diagnóstico. A psicóloga ressalta que o diagnóstico não é fechado até os 18 anos, levando em consideração que o sujeito está em formação. “Qualquer forma de fechar um diagnóstico se torna improvável porque coisas podem mudar durante o desenvolvimento da criança”.

O tratamento pode ser tardio enquanto o diagnóstico não é fechado?
Segundo a psicóloga Fernanda Momberger, de forma alguma porque o tratamento é trabalhado na perspectiva de observar e desenvolver as potencialidades desse sujeito. “O que ele pode fazer? Até onde ele pode ir? Os pontos positivos desse desenvolvimento e o que podemos fazer para resgatar os pontos que a criança ainda apresenta dificuldades?”

É importante ressaltar que o tratamento não pode ocorrer sem a participação da família. É imprescindível que os pais ou responsáveis estejam presentes para que o tratamento aconteça, pois ele serve tanto para orientações quanto para auxiliar no entendimento dos sintomas apresentados pela criança.

Quais traços indicam autismo?
Quanto aos traços do autismo, a psicóloga Magali Camargo Machado diz que o diagnóstico é importante para os profissionais se situarem no que se refere à forma de como o sujeito se coloca no mundo e na relação com o outro. É interessante não tomar o diagnóstico como verdade absoluta. Traço não quer dizer que a criança tenha o transtorno. Os sinais são importantes, mas às vezes alguns diagnósticos são apressados.

É de se ficar atento quando a criança não estabelece relação de eixo do olhar com o outro. Por exemplo: se eu falo contigo e não olho para ti. Se uma criança quando pequena não consegue se situar neste eixo do olhar na relação com o outro é uma coisa que merece atenção.

Segundo Fernanda, pesquisas trazem o autismo como um transtorno do desenvolvimento com fatores biopsicossociais. Magali reforça que a origem é multifatorial e existem ainda, alguns estudos que trazem outras síndromes associadas ao autismo.

O pediatra Renato Coelho salienta que há um conjunto de sinais e sintomas apresentados pela criança que chamam atenção para esse quadro que é a dificuldade de comunicação, de interação e de sociabilização. Ela tem um comportamento característico de ser repetitivo e obsessivo. Hoje os estudos levam a pensar que é uma doença de base genética e que determinados fatores do ambiente poderiam funcionar como gatilhos. Então se tenho uma predisposição genética e o ambiente não é favorável, ele pode desencadear esse funcionamento.

O que é um fator ambiental não favorável?
O pediatra Renato Coelho salienta que se há um bebê, recém-nascido, que a mãe entrou em um quadro depressão pós-parto e ela não estabelece uma comunicação com o nenê, ele fica sozinho. Isso pode ser um gatilho se ele tiver uma predisposição. Há estudos tentando relacionar vida intrauterina, relação do cérebro, poluição ambiental.

Quando os pais devem buscar auxilio de pediatra de uma atenção redobrada?
Coelho salienta que é preciso ter esse olhar. Esse olhar deve sair do consultório pediátrico, os pais devem ser os primeiros, mais especificamente a mãe que está mais próxima. Depois a professora de creche, o pediatra, assim como enfermeiras, agentes de saúde, podem estar atentos.

Nesse sentido, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Novo Hamburgo (Apae NH) oferta o serviço de estimulação precoce para crianças de zero a 3 anos que apresentam algum risco no seu desenvolvimento ou deficiência. Através de técnicas e atividades elaboradas de maneira multiprofissional, para cada sujeito e sua família, se busca auxiliar no desenvolvimento motor, cognitivo e psíquico do bebê.

Além disso, acrescenta Fernanda, a Apae NH oferece para pessoas com deficiência de qualquer faixa etária, atividades como escola, serviço de convivência, preparação para o mercado de trabalho e atendimentos de fisioterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia, terapia ocupacional e psicologia.

O primeiro contato se dá por encaminhamentos de serviços do Município, consultórios particulares ou até mesmo demanda espontânea.

Como podermos lidar com crianças com essas características?
Para Fernanda, uma das características do autismo é a rotina. Crianças autistas tendem a seguir uma rotina e quando ela é quebrada, se desorganizam. Uma dica para trabalhar com crianças que apresentam esses traços seria a antecipação por meio da fala. Conversar com a criança a respeito do que irá acontecer e de que forma acontecerá.

Outra dica importante é nomear sentimentos. Muitas vezes a criança não entende o que está acontecendo com ela, o que ela está sentindo. Cabe aos adultos dar nome aos sentimentos e fazer com que a criança entenda porque se sente assim. Também é importante falar de maneira clara, sem usar gírias ou jargões.

Crianças que apresentam traços de autismo geralmente são concretas, por isso, evite usar expressões tais como “está chovendo canivetes”, substitua por “está chovendo muito forte hoje”. E tenha paciência. 


Diário de Canoas
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS