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São José

Falta de segurança está assustando moradores de residencial

Até o segurança do condomínio na Rua Guarujá foi assaltado e teve uma arma apontada para a cabeça

PAULO PIRES/GES
Falta de segurança está assustando moradores de residencial no bairro São José
Juliano Machado Azevedo está preocupado. O trabalhador mora há alguns meses em um condomínio fechado que fica no começo da Rua Guarujá. Com uma filha recém-nascida, ele teme pela segurança da família. Peraí! Mas ele não mora em um condomínio fechado? Então está preocupado com o quê? É que a bandidagem está solta na rua. Sobrou até para o segurança do condomínio, que teve uma arma apontada para a cabeça. "Estão assaltando todos os dias", reclama. "Só na semana passada os vagabundos assaltaram uns cinco aqui na volta", aponta.

Conforme os moradores, não há dia ou hora, embora muitos ataques aconteçam no início da manhã e também no início da noite, quando os trabalhadores estão saindo para o trabalho ou voltando para casa. Os ataques são promovidos por bandidos que alguns dizem estar em um "carro branco"; outros em um "carro vermelho"; e até mesmo de moto. " Os alvos quase sempre são carteiras, bolsas e celulares. E a violência não é branda. Os relatos apontam que os criminosos "tocam o terror" para intimidar quem quer que seja.

Michele Ourique não mora no condomínio, mas em frente dele. Ela relata que já assaltaram casais, idosos e até uma mulher grávida na parada que fica bem próxima ao condomínio. "Acontece tudo aqui na volta da Guarujá, que tem um movimento maior", observa. "Isso sempre foi assim, porque nessa rua dá para fugir tanto para a BR-116 quanto lá para o Guajuviras", conforma-se. "Só que piorou com todo esse movimento de gente entrando e saindo do condomínio. Agora tem mais gente na rua para eles fazerem de vítimas."

"Eu achei que iriam me matar"

Ele não quer se identificar porque está com receio da violência. Faz dias que o segurança do condomínio que virou vítima de criminosos tem saído de sua casa, no bairro Harmonia, de Uber. O medo dele era ter que voltar a trabalhar de ônibus e acabar sendo surpreendido novamente por bandidos no São José. Segundo ele, nada se compara a sensação de ver uma arma sendo engatilhada contra a cabeça. "Eu achei que iriam me matar", recorda o trabalhador. "Eu recém tinha saído do expediente. Estava fardado. Os caras me pararam de moto na esquina. Só depois perceberam a minha roupa e aí perguntaram: Tu é segurança? Tu está armado mano? Tu vai morrer!"

Tentando se manter calmo, o segurança percebeu que o revólver do delinquente era um calibre 32 antigo. Talvez nem atirasse direito. "Até pensei em fazer alguma coisa, mas aí ele colocou a arma na minha cabeça e engatilhou. O tambor se moveu liso e eu percebi que poderia mesmo levar um tiro", lembra. "No fim, acabei sem a carteira e o celular. E ainda por cima me deram uma coronhada", desabafa o trabalhador. "Nem pareciam chinelos. Isso que dá mais raiva. Nem parece gente que precisa de dinheiro. Parece que têm mais que o cara que está sendo assaltado."

Brigada quer conversar com os moradores

A Brigada Militar (BM) tem passado pelo São José sempre que pode. Isso foi dito pelos próprios moradores ontem à tarde. Aliás, há alguns moradores do condomínio que são brigadianos. Nada, entretanto, tem inibido a ação dos bandidos na área. Por esta razão o subcomandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) quer se reunir com os moradores e traçar um plano de atuação para reforçar o policiamento no local. "Temos que conversar para chegarmos a um entendimento sobre o que ele têm visto acontecendo no local", reforça o subcomandante do 15º BPM, Rogério Araújo. "Porque está claro que algo tem que ser feito", completa.

Tem que registrar a ocorrência

A 3ª Delegacia de Polícia (DP) é a responsável pelas investigações que abrangem o bairro São José. O alerta feito pela DP é que todas as ocorrências precisam ser registradas. A polícia precisa das informações para poder trabalhar em cima dos delitos. É verdade que os assaltos não acontecem apenas na Guarujá. Ao contrário, todo o bairro São José vem sofrendo muito com os roubos frequentes, motivo pelo qual o Diário de Canoas deu manchete para um abaixo-assinado feito pelos moradores na edição do dia 16 de junho. A reportagem tratava da mobilização de homens e mulheres por mais segurança. Na época, até um policial militar viu uma arma ser apontada para a cabeça durante um assalto. E a violência no bairro continua desde então.


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