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Brasil estreia na Liga Mundial de Vôlei nesta sexta-feira

Seleção brasileira é comandada pelo leopoldense Renan Dal Zotto e o auxiliar técnico Marcelo Fronckowiak, treinador do Canoas e morador de Novo Hamburgo

Por Gustavo Henemann
Última atualização: 01.06.2017 às 21:04

Daniel Zappe/MPIX/CBV
Fronckowiak e Dal Zotto durante a preparação em Saquarema, no Rio de Janeiro
A seleção brasileira masculina de vôlei estreia nesta sexta-feira, ao meio-dia (horário de Brasília), na Liga Mundial, competição a qual já conquistou em nove oportunidades. Na primeira fase do torneio, que ocorre em Pésaro, na Itália, o primeiro adversário do Brasil será a Polônia. Mas se não bastasse o fato de iniciar contra uma forte equipe, o Brasil dará o primeiro saque do novo desafio: não ter à beira da quadra o técnico multicampeão Bernardinho. Ficou a cargo do leopoldense Renan Dal Zotto, a incumbência de suceder um dos maiores treinadores da história do voleibol mundial. No seu auxílio está o portoalegrense Marcelo Fronckowiak, técnico do Vôlei Canoas, ex-jogador da Frangosul/Ginástica – campeã da primeira edição da Superliga em 1994/95 –, e também morador de Novo Hamburgo.

Após a convocação dos jogadores que participaram da Superliga 2016/17, foram duas semanas de preparação intensa no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema, no Rio de Janeiro. “O grupo está treinando bem e acreditamos nessa filosofia de trabalho de que os treinamentos vão dar suporte aos resultados futuros. Estou muito satisfeito com toda a comissão técnica e atletas que estão aqui, principalmente pelo comprometimento ao trabalho que estamos realizando”, destacou o treinador Renan Dal Zotto.

Adversários

Como País-sede da fase decisiva, que ocorrerá entre os dias 4 e 8 de julho, em Curitiba, no Paraná, o Brasil já tem vaga garantida. As outras cinco equipes serão definidas na fase classificatória, que os brasileiros também participam para dar ritmo antes das decisões. Fronckowiak falou sobre os principais adversários na competição. “Poderia citar Itália, Estados Unidos, Rússia, França, Polônia e Irã, que vêm jogando muito bem, e a Sérvia que venceu no ano passado. São umas seis ou sete equipes que serão as principais adversárias. Acredito que o Brasil tem um certo favoritismo pelo histórico na competição e pelo fato de jogar a fase final em casa”, completou o auxiliar-técnico Marcelo Fronckowiak.

AMBIENTE ENTRE OS JOGADORES

De acordo com Fronckowiak, o ambiente entre os jogadores e comissão técnica é bastante saudável e de muito respeito. “Todos estão bem imbuídos de chegar e fazer um bom resultado. Os jogadores que fizeram um estágio maior de preparação, como o Murilo e Thales ficaram desde o início da convocação, outros chegaram apenas há duas semanas. Está existindo uma integração bem boa. Acredito que pelo Brasil sofrer uma pressão e ter um histórico vitorioso estão todos bem conscientes que enfrentarão dificuldades e adversários fortes, mas vamos ter a possibilidade de expressar aquilo de melhor que o vôlei brasileiro tem. Um ambiente saudável, com condições de treinos muito boas”, completou Fronckowiak.

JOGOS DO BRASIL

1ª Etapa - Itália

02/06 - Brasil x Polônia - 12h

03/06 - Irã x Brasil - 12h

04/06 - Itália x Brasil - 9h

2ª Etapa - Bulgária

09/06 - Canadá x Brasil

10/06 - Brasil x Polônia

11/06 - Brasil x Bulgária

3ª Etapa - Argentina

16/06 - Brasil x Bulgária

17/06 - Argentina x Brasil

18/06 - Sérvia x Brasil

Finais - 4/07 a 8/07

Curitiba

Arena da Baixada

(casa do Atlético-PR)

Como País-sede, Brasil tem vaga assegurada na semana decisiva. Disputa terá ainda as cinco melhores equipes da fase classificatória.

EQUIPE

Levantadores

Bruninho (Sesi-SP)

Raphael (Funvic/Taubaté)

Murilo Radke (Montes Claros)

Opostos

Wallace (Funvic/Taubaté)

Evandro (Sada)

Renan Buiatti (JF Vôlei)

Centrais

Lucão (Sesi-SP)

Éder (Funvic/Taubaté)

Maurício Souza (Brasil Kirin)

Otávio (Funvic/Taubaté)

Ponteiros

Lucarelli (Funvic/Taubaté)

Lipe (Halkbank/Turquia)

Maurício Borges (Arkas Izmir/Turquia)

Lucas Lóh (Funvic/Taubaté)

Douglas Souza (Sesi-SP)

Rodriguinho (Sada)

Líberos

Tiago Brendle (Brasil Kirin)

Thales (Vôlei Canoas)

Daniel Zappe/MPIX/CBV
Thales já atuou na Voleisul, em Novo Hamburgo, na temporada 2015/16
ENTREVISTA THALES

O ex-líbero da Voleisul e atual dono da posição no Vôlei Canoas, Thales concedeu entrevista exclusiva ao Jornal NH. O jogador, de 28 anos, e natural de São Leopoldo, disputa posição com Tiago Brendle, que vinha sendo reserva de Serginho no ano passado.

Como você recebeu a convocação? Qual foi o sentimento?

Recebi um telefonema do Renato Bacchi (preparador físico da seleção). Fiquei muito feliz, um sentimento único em saber que estou entre os melhores do País. Temos muitos líberos bons, que tinham capacidade para estar ali. Muito feliz por ser escolhido para fazer parte desse grupo.

Qual tua expectativa para a estreia na Liga Mundial e como foi a preparação?

Minha expectativa é boa. Foi mantida a base dos campeões olímpicos, tiveram alguns novos e outros que vinham treinando com o grupo. O Tiago é o titular, mas vou estar ali pronto para dar suporte, para quando precisar jogar. Se o Renan quiser me dar uma chance estarei preparado. A preparação foi muito rápida, mas intensa. Acho que foi suficiente para o pessoal estar bem preparado.

Ser líbero da seleção após a geração do Serginho, o que isso significa, essa sucessão pra ti?

Ser líbero depois do Serginho não vai ser fácil. O que ele deixou de legado não é só para o Brasil, mas para o mundo todo. É o Pelé da posição de líbero. É importante para mim, é uma oportunidade que pretendo agarrar com todas as forças, e tento me inspirar nele. Não vejo muita pressão por ter sido logo após ele. Tenho que tentar fazer o meu trabalho bem feito.

O que representou a Voleisul na tua carreira? E mais recentemente o Vôlei Canoas, jogando praticamente em casa já que você é de São Leopoldo?

A Voleisul foi muito importante para mim. Fez com que eu pudesse voltar para o Rio Grande do Sul, ficar perto da minha família, minha esposa e minha filha, que puderam aproveitar isso. Acho que foi a partir da Voleisul que minha carreira melhorou bastante. Tenho que agradecer a todos ali, o Paulo Roese (ex-treinador) e o pessoal que fez parte daquele projeto. Depois que acabou a Voleisul, o Vôlei Canoas foi muito importante também. Continuei dando processo ao crescimento, acredito que evoluí ainda mais.

E ter o teu treinador no Canoas junto como auxiliar técnico na seleção te ajudou mais nessa preparação?

Ter o Marcelo como assistente me ajuda bastante. Tenho uma intimidade com ele, passamos uma temporada juntos. Tenho muito a agradecer porque ele me fez evoluir bastante em vários aspectos, táticos, técnicos e de comando.

Você já esteve na seleção de base, mas como é a convivência com os outros jogadores que já estão mais habituados à equipe principal do Brasil? E como é o clima entre os atletas?

Já estive na seleção de base, mas a seleção adulta é bem diferente. O nível é muito mais alto, não tem nem comparação. Mas a convivência é tudo tranquila, me receberam muito bem. Já conhecia praticamente todo mundo, de jogar contra, uns já tinha jogado junto. Não tem mistério. O clima é muito bom, super facilitador para os novos.

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