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Notícias | Região Porto Alegre

Leishmaniose deixa autoridades em alerta

Limpeza de terrenos é uma das medidas para combater o mosquito

Por Tamires Souza
Última atualização: 18.05.2017 às 11:09

PMPA/Divulgação
Porto Alegre está em situação de emergência epidemiológica devido a ocorrência da doença
A terceira morte causa por Leishmaniose Visceral Humana em Porto Alegre não preocupa apenas a capital gaúcha. A proximidade com Canoas deve servir de alerta, assim como os demais municípios da região, de acordo com a presidente da Comissão de Saúde Pública do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Camila Jacques. “Todos os municípios deveriam ficar em alerta, principalmente nas áreas rurais, porque é um vetor de mata”, explica Camila. O vetor da doença é o mosquito-palha, que pica um animal contaminado e ao picar outro animal ou ser humano passa a leishmaniose.

Até hoje não foram registrados casos confirmados ou suspeitos na cidade, de acordo com a diretora da Vigilância em Saúde de Canoas, Vanessa Dornelles. “Não tem prevenção, estamos é controlando constantemente qualquer tipo de notificação de pessoas ou animais doentes”, esclarece Vanessa.

A presidente da Comissão de Saúde Pública recomenda cuidados com saneamento básico e limpeza de terrenos, como maneiras de prevenção ao mosquito. “O vetor se multiplica em matéria orgânica, por isso a limpeza de terrenos, espaço adequado para os resíduos e educação ambiental são importantes”, ressalta Camila.

Sem tratamento pode matar

A Leishmaniose é uma doença que causa feridas grave na pele dos humanos, atinge fígado, baço e medula óssea, provocando febre e problemas respiratórios. Se não for tratada cedo nos humanos, o índice de morte chega a 95%. Os animais também podem ser tratados, mas não curados. O tratamento tem custo de aproximadamente R$ 1000 mensais e o cão precisará de acompanhamento para o resto da vida, com realização de exames a cada dois meses. “A recomendação do Ministério da Saúde é a eutanásia. Se o proprietário do animal se responsabilizar ele pode ser tratado, mesmo assim ele pode morrer da doença. Já em animais de rua o monitoramento é mais difícil e o custo muito alto”, pondera Camila.

Fiscalização

Os agentes municipais aproveitavam as visitas de rotina para orientar e avaliar as residências. Não são realizadas buscas ativas pelo mosquito-palha especificamente, mas as ações preventivas contra a dengue colaboram com o trabalho. O assunto foi notícia em 29 de novembro do ano passado.

Sintomas

Febre irregular prolongada

Anemia

Indisposição

Palidez da pele e ou das mucosas

Falta de apetite

Perda de peso

Inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço

Prevenção

Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata

Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde

Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata

Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença

Usar mosquiteiros para dormir

Usar telas protetoras em janelas e portas.

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