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Renan Dal Zotto estará em Novo Hamburgo

Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei ministra palestra no dia 11 de abril

Por Gustavo Henemann
Última atualização: 01.04.2017 às 19:50

Divulgação/CBV
Técnico da seleção brasileira de vôlei vai ministrar palestra em Novo Hamburgo
Um dos maiores nomes da “Geração de Prata” do voleibol brasileiro trará todos os seus conhecimentos na próxima semana até Novo Hamburgo. Na terça-feira, 11, o leopoldense e técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, ministra a palestra “Planejamento Estratégico no Esporte” na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo (SGNH), a partir das 10 horas, com entrada franca. A abertura do evento ficará a cargo do seu auxiliar técnico, o treinador do Vôlei Canoas, Marcelo Fronckowiak. Os ingressos são limitados e podem ser adquiridos na Secretaria de Esporte e Lazer (Smel), que é a realizadora da atividade, que ainda tem promoção da Rádio ABC 900 AM e apoio Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e da Federação Gaúcho de Vôlei (FGV). A seguir uma entrevista exclusiva com Dal Zotto ao ABC Domingo.

Carreira

Representou o Brasil em três Olimpíadas (Moscou – 1980, Los Angeles – 1984, Seul - 1988), três Mundiais, três Pan-americanos e dois Mundialitos. Recebeu os títulos de jogador mais espetacular do mundo, melhor defesa do mundo, melhor atacante do mundo e de jogador de voleibol do século 20, em 2001. Como treinador e gestor esportivo conquistou os títulos da Superliga (2004, 06, 08, 09 e 10), do Grand Prix (2005), entre outros. Antes de substituir Bernadinho, foi diretor de seleções da CBV.

Entrevista

Quais os temas que abordará na palestra em Novo Hamburgo?

A ideia é mais do que qualquer coisa estar junto e compartilhar as experiências, o que vivi no esporte. Quero mostrar um pouco da importância do planejamento na vida dos atletas, das equipes, de um projeto esportivo. Planejamento é o ponto de partida para tudo, visando minimizar os erros.

Costuma vir a São Leopoldo, sua terra natal? Vai conseguir visitar a família nesta vinda?

Vinha para São Leopoldo quando meu pai ainda morava aí, antes de falecer. Tenho uma irmã que ainda mora em São Leopoldo e outra que mora em Porto Alegre. É muito bacana retornar, sempre um prazer. Não vou ter muito tempo. Vou direto para Novo Hamburgo e depois para Tramandaí. Normalmente fico em Porto Alegre na minha irmã. Tenho muitos parentes por parte de mãe. Quando vou para lá sempre vamos na churrascaria, ou ficamos em casa, sempre um compromisso bacana estar em família. Nos vemos tão pouco durante o ano, por isso é bom ficar junto. Quanto aos amigos, as redes sociais ajudam a ter um contato.

Pode contar um pouco sobre o teu início no voleibol? Chegou a jogar em São Leopoldo?

Morei em São Leopoldo até os seis anos de idade, depois fui para Porto Alegre para estudar e morar lá. Comecei a jogar vôlei em Porto Alegre, na Colégio Estadual Inácio Montanha, depois fui para a Sogipa em 1971. Nunca tive a oportunidade e o privilégio de jogar em São Leopoldo, conheço os projetos que tem aí. Na minha época joguei contra os times de Novo Hamburgo.

Agora o assunto é seleção brasileira. Como você vê o desafio de substituir Bernardinho?

No início parei para pensar muito, negava e depois acabei aceitando. Enfim, acho que posso dar uma contribuição bacana ao voleibol. É uma missão bastante dura dar continuidade ao que ele fez, e o que vem sendo feito nas últimas décadas. O importante é que não se perde a essência do trabalho. Não vou mudar valores e princípios.

Você passou oito anos fora da quadra. Isso pode dificultar um pouco o seu início na seleção brasileira?

Fui diretor técnico, fiquei um tempo fora como treinador, mas nunca longe do voleibol. Sempre visitando clubes, respirando vôlei 24 horas por dia. Então não se perde o cacoete.

Como será o trabalho ao lado do seu auxiliar Marcelo Fronckowiak?

Chegamos a jogar contra. Sempre trabalhou muito bem em todas as equipes que jogou e dirigiu. Tem uma boa experiência no exterior, comandando grandes times e, no Brasil, com equipes com menos recursos, conseguiu sempre tirar o máximo dos atletas. Se enquadra como eu penso o voleibol, pode ajudar muito.

Pensa em renovação na seleção?

Agora tem a Liga Mundial, mas temos que pensar daqui a quatro anos. Espero que a maioria dos campeões olímpicos estejam em quadra. Não vamos ter mais de 15 dias para treinar para a primeira etapa da Liga Mundial. Só vamos mudar na medida do necessário, dar espaço para novos talentos, mas só no decorrer dos trabalhos. Não vamos sair mudando tudo, vamos dar sequência e ver quem estava na Olimpíada e se vai continuar.

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