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Transplante

FAB transporta para Brasília coração doado em Canoas

Órgão foi levado em uma aeronave VC-2 da Força Aérea Brasileira, utilizada pela Presidência da República
Foto: Agência Força Aérea/Divulgação
A vida de um homem de Brasília foi salva graças a um transplante de coração, que partiu do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC). O órgão foi captado na cidade por profissionais do Instituto de Cardiologia de Brasília e partiu para o Distrito Federal em um aeronave VC-2, da Força Aérea Brasileira, utilizada pela Presidência da República. A medida foi adotada porque o procedimento tem que ser concluído em até quatro horas, após a retirada do coração.
No dia 6 de junho, o Diário Oficial da União publicou decreto do presidente em exercício Michel Temer para que a Aeronáutica mantenha permanentemente à disposição um jato para atuar no transporte de órgãos e tecidos para transplantes. Segundo o diretor técnico do HPSC, Rafael Lima, o órgão foi retirado de um homem de 19 anos, morto por um tiro. O receptor, de 58 anos, que estava em gravidade máxima se recupera na UTI. “Foi o primeiro caso com a captação dentro da oferta de listas de espera nacional levado para fora do Estado. Muitas vezes tem a disponibilidade do órgão, mas não tem receptor compatível”, explica e acrescenta que critérios como peso, tamanho, idade e tipo sanguíneo são analisados no procedimento, que é articulado com a central nacional.
18 doadores no HPSC no primeiro semestre
O HPSC é considerado referência na captação de órgãos no Estado. No primeiro semestre foram 18 doadores, enquanto no ano anterior eram 15, conforme Lima. “A equipe de psicologia trabalha articulada com a equipe médica. O índice de aceitação está em torno 50%”, revela o diretor técnico. Entre os maiores entraves, Lima destaca a manifestação contrária do doador em vida ou registro em carteira de identidade, além de algumas crenças religiosas. 
No Rio Grande do Sul, a equipe da Central de Transplantes usou um avião da Força Aérea Brasileira pela primeira vez no dia 1º de julho. Na data, ocorreram três transportes aéreos de equipes para transplantes. A equipe gaúcha foi para Florianópolis (SC) captar pulmões. Já o avião utilizado pelo governador do Estado, José Ivo Sartori, um bimotor turboélice B200 Super King Air, transportou outra equipe para Pelotas, e uma terceira aeronave foi deslocada para Santa Maria, para captar fígado e rins.
Referência
No ano passado, cerca de 10% de todas as doações do Estado eram originadas no HPSC. No primeiro semestre de 2015, foram 15 doações, totalizando 61 órgãos, sendo que o rim foi o órgão mais doado. o trabalho de doações de órgãos é realizado por uma equipe especializada da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos do HPSC, formada por médicos, enfermeiros e psicólogos que receberam treinamento específico. “Para a realização do diagnóstico de morte encefálica não é necessário consentimento dos familiares. A autorização da família se dá em relação ao processo de doação, apenas após confirmada a indicação de morte “, revela a médica Caroline Salim.
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