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Grupo Sinos
Publicado em 29/11/2015 - 09:25
Última atualização em 29/11/2015 - 20h46

Respeitando os limites: Comitesinos realiza mapeamento da Bacia do Sinos

Estudo das planícies de inundação visa preservar áreas com excesso de água das enchentes

Sônia Betinelli - sonia.betinelli@gruposinos.com.br

Foto: Comitesinos
Imagens da cheia do mês de julho deste ano
A direção do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) divulgará no início de 2016 o mapa com as planícies de inundação na Bacia do Sinos, desde Campo Bom até Sapucaia do Sul. Será o complemento da primeira etapa do estudo que definiu a planície de inundação na área de Esteio e Canoas. O objetivo é explicar por que motivo acontecem as enchentes na região e proibir o uso dessas planícies para agricultura ou habitação.
A primeira planície de inundação foi apresentada e aprovada pelo conselho do Comitesinos no dia 10 de novembro. Em 2016, o estudo será apresentado para os moradores da região em um evento que será organizado pelo Comitesinos, como destaca o presidente da entidade, Adolfo Klein. "Faremos isso em respeito aos moradores, voluntários e integrantes das unidades de Defesa Civil que estão colaborando com o estudo enviando imagens e informações dos locais atingidos nas últimas enchentes. Esgotamos todos os recursos do Google e todas as informações recebidas e coletadas para mostrar algo que não é novidade, ou seja, sempre que as áreas ribeirinhas forem usadas não haverá a planície para absorver o excesso de água da chuva e haverá prejuízo para milhares de pessoas", alerta Klein.
O estudo está sendo feito pelo programa Verde Sinos, do Comitesinos. A partir do estudo técnico e científico, os municípios terão que observar as planícies de inundação. O mapeamento será usado como instrumento para definir o uso e ocupação do solo, caso do Plano Diretor, mas principalmente mostrará as áreas inundáveis das cidades da Bacia do Sinos para evitar ou pelo menos minimizar as perdas durante as cheias. "Todos sabem dos prejuízos, mas é preciso mobilizar a sociedade e autoridades para não atrapalhar o escoamento da água. É algo simples, que todos sabem, mas infelizmente não é seguido. É preciso estabelecer medidas, ações para que o simples, o óbvio seja visto e respeitado", diz Klein. Após a aprovação do primeiro mapa de planície de inundação, nas áreas de Esteio e Canoas, o presidente do Comitesinos destacou a decisão. "É histórica, já que não há similar no Estado", disse Adolfo Klein.
Primeiro mapa é para as regiões mais graves
Para a diretora executiva do Comitesinos, Viviane Nabinger, a partir do mapeamento das planícies de inundação os municípios localizados na Bacia do Sinos passam a ter esse zoneamento para observar a legislação. "Temos uma legislação federal farta dizendo que as áreas úmidas ao longo das bacias precisam ser preservadas para absorver o excesso de águas, as cheias que são catastróficas", destacou, após a aprovação da primeira planície.
A próxima etapa será no dia 9 de dezembro, quando a resolução aprovada pelo conselho do Comitesinos será analisada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Sobre a opção pelo primeiro mapa, Viviane Nabinger justifica que o Comitesinos escolheu o trecho inferior da Bacia do Rio dos Sinos para definir a planície de inundação por se tratar da região com as situações mais graves. "É a mais ocupada e está em uma região metropolitana. A planície de inundação é um dos programas do Plano de Bacia já aprovado, portanto já é proibido o uso", reforça ela.
A deliberação sobre o zoneamento de inundação segue o mesmo critério do acordo feito pelo Comitesinos entre as operadoras de água e os arrozeiros da região para a época da estiagem. Viviane reforça que essa é uma das funções do comitê definida no Plano de Bacia, que contempla todos os municípios que fazem parte da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. "Precisamos de ações para o período de seca e da cheia", diz Viviane.

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