Jornais
FECHAR
  • Jornal NH
  • Jornal VS
  • Jornal de Gramado
  • Diário de Cachoeirinha
  • Correio de Gravataí
Grupo Sinos
Publicado em 29/10/2015 - 13h08
Última atualização em 29/10/2015 - 16h24

Estado não tem dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores

Segundo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, governo não poderá contar com empréstimo do Banrisul, como já havia sido anunciado pelo próprio governador

Foto: Galileu Oldenburg/Casa Civil
Secretário Giovani Feltes apresentou situação financeira do Estado a líderes de sindicatos de servidores
O governo do Estado do Rio Grande do Sul não sabe como vai pagar o 13º salário dos servidores do executivo estadual. Na manhã desta quinta-feira (29), depois de anunciar que o salário de outubro será quitado integralmente amanhã (sexta), o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, informou que a administração estadual não tem dinheiro para pagar R$ 1,2 bilhão, custo dos rendimentos a serem pagos aos servidores públicos estaduais.
 
A informação contraria a informação dada pelo próprio governador no final do mês de setembro em que Sartori afirmou que o pagamento do 13º do funcionalismo ocorreria via empréstimo do Banrisul. Segundo Sartori, os moldes da operação seguiria a feita na gestão do também peemedebista Germano Rigotto. A ideia era fazer com que cada servidor contratasse um empréstimo no valor do 13º e o Piratini assumiria o pagamento. 
 
Nesta quinta, Feltes afirmou que a medida não será aplicada e, inclusive, disse desconhecer o medida adotada por Rigotto. "Nós não podemos contrair um empréstimo do Banrisul porque o Estado é o controlador do Banrisul", disse. "O que eu disse hoje aos servidores é que desconhecemos na exatidão as operações feitas em governos anteriores. O fato é que nós estamos impedidos, e talvez possa a rede bancária fazer algum programa ou abrir alguma alternativa de crédito aos servidores. Mas não depende de nós, necessária e obrigatoriamente", falou.
 
O secretário lembrou que os governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula ajudaram os ex-governadores Olívio Dutra e Rigotto a pagar o benefício aos servidores com repasses emergenciais. "Vamos continuar procurando alternativas ou possibilidades de financiamento."
Feltes afirmou ainda que o governo tenta conseguir que o Judiciário, Ministério Público, Legislativo, Tribunal de Contas e Defensoria Pública paguem o 13º salário por empréstimo no Banrisul. No início da semana, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum (PMDB), reagiu de forma ríspida à possibilidade. Brum afirmou  que o "Poder Legislativo é um Poder independente" e que "quem cuida das finanças" na Casa não é o Executivo.
 
Feltes reforçou ainda que o rombo aos cofres públicos em 2016 será de R$ 3,6 bilhões.

Publicidade