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Grupo Sinos
Publicado em 20/09/2015 - 22h30
Última atualização em 20/09/2015 - 22h33

Apesar do mormo, a tradição é mantida

Com 300 cavalarianos, desfile de 20 de Setembro foi bem menor em Canoas

Daniele Balbinot - daniele.balbinot@gruposinos.com.br

A doença do mormo esvaziou o desfile em Canoas, que saiu da Avenida das Canoas até o Parque Eduardo Gomes.
O ano em que os gaúchos comemoraram os 180 anos da Revolução Farroupilha acabou marcado pelo medo da fiscalização e pela pouca disponibilidade de dinheiro para bancar os exames sanitários para o cavalo, melhor amigo na hora de honrar a tradição. A doença do mormo esvaziou o desfile em Canoas, que saiu da Avenida das Canoas até o Parque Eduardo Gomes. Se no ano passado participaram cerca de 900 cavalarianos, neste domingo o número mal chegou a 300, segundo o presidente da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas, Gildo Alves, o Juca. “O exame é muito caro e o pessoal acabou optando por não desfilar”, lamentou.
 
Quem quis participar, só entrou na cavalgada com os exames - também era exigido para anemia infecciosa - nas mãos. Boa parte dos animais - e não todos - estavam com anilhas verde-limão nas patas dianteiras, prova de que haviam sido vistoriados por médicos veterinários. O segurança Fábio Santana, 42 anos, gastou R$ 374 nos exames para seus dois cavalos. Ele integra o CTG Sentinela do Rio Grande e acredita que vale a pena. “É mais segurança par ao animal e para a gente mesmo. Esta doença é grave, não tem cura e pode matar.”

Criançada marcou presença como a pequena Luiza Ebling, 4 anos, que estava com o padrinho Marco Aurélio de VargasDe geração em geração
E apesar da chuva, a criançada marcou presença no desfile farroupilha em Canoas. Já na concentração, na Avenida das Canoas, chamava atenção a faceirice da pequena Luiza Ebling, 4 anos, que estava com o padrinho Marco Aurélio de Vargas, 41, em uma charrete, conduzida pelo pônei Trovão. “Ele faz aniversário, mas não ganha bolo. Só cenoura”, contou Luiza.

Cavalgada em Nova Santa Rita
Conforme o presidente da Associação das Entidades Tradicionalistas de Nova Santa Rita (AETNSR), José Rosales, cerca de 200 cavalarianos participaram da cavalgada que circulou pelos bairros Califórnia e Centro na manhã deste 20 de setembro. “Era nossa expectativa”, garante. Rosales acredita que o tempo colaborou. “Parou de chover na hora do desfile.”

Protestos na capital
O governador José Ivo Sartori participou do Desfile de 20 de Setembro na capital. Do palanque oficial, acompanhou a passagem das cerca de 2,5 mil pessoas que integraram os desfiles cívico-militar (com representantes da Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias e Defesa Civil), temático e tradicional. Em frente ao palanque, servidores públicos exibiam faixas com os dizeres: “Comemorar o quê?”, enquanto parte do público demonstrava apoio ao governador. “Desafio não se vence com raiva política. Se vence com unidade, solidariedade e compreensão. Desafio sempre traz dificuldades e, evidentemente, mudanças podem ser consideradas amargas”, defendeu Sartori.
 
 

Imagens

  • Piquetes serviram de abrigo no Parcão - Paulo Pires/GES

  • Mesmo com chuva, público acompanhou o desfile - Paulo Pires/GES

  • A doença do mormo esvaziou o desfile em Canoas, que saiu da Avenida das Canoas até o Parque Eduardo Gomes. - Paulo Pires/GES

  • Criançada marcou presença como a pequena Luiza Ebling, 4 anos, que estava com o padrinho Marco Aurélio de Vargas - Paulo Pires/GES

  • Trajeto saiu da Avenida das Canoas até o Parque Eduardo Gomes (Parcão) - Paulo Pires/GES

  • Desfile Farroupilha de Canoas reuniu 300 cavalarianos - Paulo Pires/GES

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