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Grupo Sinos
Publicado em 29/01/2015 - 16h44
Última atualização em 29/01/2015 - 16h46

Já pensou em usar água da chuva para consumo?

Ter uma cisterna em casa pode ser uma opção de economia

Daniele Balbinot e Janice Silva

Foto: Janice Silva/GES-Especial
Canoas
- Quando se fala em abastecimento de água, os canoenses devem levantar as mãos ao céu. Pelo município passam quatro grandes rios – Sinos, Gravataí, Caí e Jacuí. “Talvez sejamos a cidade melhor localizada em qualidade e quantidade de água para abastecimento”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Canoas, Carlos Todeschini. Todo este manancial - do qual o Arroio das Garças é um braço -, produz 1,8 milhão de litros, para uma população metropolitana de 3 milhões de pessoas. “Em São Paulo, por exemplo, são 700 mil litros para 25 milhões de habitantes, em uma situação normal, não neste período de déficit profundo.
 
Para o aproveitamento da água, a Secretaria adotou medidas, como a instalação de cisternas na Escola Municipal Arthur Oscar Jochins, no bairro Estância Velha. A água recolhida é usada na limpeza, descargas dos vasos sanitários e irrigação das hortas e composteiras. A intenção, diz Todeschini, é levar a proposta a outras instituições de ensino, bem como estimular o uso em condomínios e residências. Ele avalia que o consumo consciente e evitar desperdícios - em Canoas chega a 50% -, é o melhor caminho. O consumo per capita na cidade, diário, é de 120 litros. A ONU preconiza o mínimo de 40 litros per capita. 
 
A favor do meio ambiente

Já o arquiteto Luiz Maldaner afirma que projetos são possíveis de serem feitos em casas prontas sem precisar de grandes obras. “O custo não é elevado. Com R$ 10 mil é possível ser autossuficiente. Se for projetado no início da construção, o valor é menor do que 3% do montante da obra.”, afirma. Maldaner também ressalta que o primeiro passo é ter uma cisterna.

Essa foi a opção da vendedora Greici Franz Ferrari Fontana, 25 anos, moradora do Mathias Velho. Ela e a mãe, Irene Ferrari, 63, utilizam um tonel e uma caixa d’água de 1 mil litros para coletar água da chuva das calhas e do telhado da residência. “É uma economia de 50% na conta. Conseguimos lavar calçada, carro, molhar as plantas e até utilizar na máquina de lavar e banheiros. Também contribui para o meio ambiente”, diz Greici, lembrando que o marido Diego Fontana, 28, aprovou a econômica ideia.
 
 

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