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Notícias | Região Pais & Filhos

Projeto Apadrinhar Canoas está com inscrições abertas

Crianças e adolescentes da Redipasc poderão escolher os padrinhos

Por Janice Silva
Última atualização: 24.04.2017 às 14:28

Iniciativa com crianças e adolescentes da Redipasc incentiva convivência na sociedadeSer padrinho é compartilhar o que se tem de melhor. Se você tem amor de sobra porquê não doar um pouquinho do seu tempo para fazer a diferença na vida de alguém? Dar um abraço apertado, levar ao cinema ou, simplesmente, assistir a uma apresentação na escola. Essa é a proposta do projeto Apadrinhar Canoas, que está com inscrições abertas até o dia 27. A iniciativa é realizada pelo Tribunal de Justiça, pela ong Elo - Organização de Apoio à Adoção e a Rede Divina Providência de Ação Social e Cidadania (Redipasc), que tem núcleo no bairro Rio Branco.

Em comum, as crianças dividem lembranças de situações de abandono. “O apadrinhamento afetivo permitirá um convívio mais próximo com a sociedade. Elas se sentirão mais acolhidas. O que deve ficar bem claro é que o padrinho deve estar comprometido. Pode ser um casal ou apenas uma das pessoas”, explica a juíza responsável pelo Juizado da Infância e da Juventude de Canoas, Annie Kier Herynkopf. “É preciso comprometimento. Não se pode confundir o programa com uma ‘boa ação’ isolada que geraria expectativas e reiterado sentimento de abandono em nossos meninos e meninas.”

Eles poderão fazer a escolha

Lucilene de Souza Pinheiro, psicóloga da equipe técnica do Juizado da Infância e da Juventude de Canoas, destaca que o diferencial do Apadrinhar Canoas está na habilitação, qualificação e seleção dos padrinhos que passarão por oficinas. “Esse é um projeto piloto que começa com a Redipasc, mas que poderá ser estendido. O Judiciário acompanha todo o processo”, comenta. A profissional ressalta que o projeto está fortemente embasado na Lei de Convivência Familiar. “O padrinho acaba sendo uma referência. As crianças se sentem protegidas e importantes para alguém. Sentem-se cuidados e reconhecidos. O principal pilar da relação é o afeto. O próprio padrinho dirá a sua disponibilidade. A adoção pode vir a ser um desdobramento, mas não é a motivação inicial.” Serão os afilhados que por meio de vídeos farão a escolha de seus padrinhos.

Oficinas de preparação

Mais de 40 pessoas já se inscreveram no Apadrinhar Canoas. Os participantes não podem estar inscritos no Cadastro Nacional de Adoção. “O apadrinhamento não é uma forma de furar a fila. A adoção pode vir como desdobramento, mas não é a motivação inicial”, explica a psicóloga Lucilene Pinheiro. Nas oficinas coordenadas pela ong Elo, padrinhos e madrinhas serão orientados sobre diferença de apadrinhamento e adoção, aspectos legais, conduta, limites e deveres. Serão cinco encontros no Unilasalle. “As crianças também participarão de oficinas, afinal elas precisam dizer se aceitam ou não participar. Se eu não tivesse apadrinhado um menino a ong não existiria”, conta o presidente da Elo, Peterson Santos. A ong ainda faz grupos de apoio à adoção. Informações e inscrições no apadrinharcanoas@gmail.com.

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